Verdadeiro e co

A vacina de Oxford provavelmente não será o "milagre de Natal" que você esperava

2020.11.03 17:03 Testnoone A vacina de Oxford provavelmente não será o "milagre de Natal" que você esperava

Estou bastante cético de que Oxford consiga aprovar sua vacina até o Natal, como diz que será. Eles haviam projetado inicialmente uma data de lançamento para setembro, mas como todos nós descobrimos, isso não deu certo. Então, naturalmente, estou um pouco desconfiado das datas que eles anunciam. Além disso, como eles poderiam começar a falar sobre distribuição se ainda nem sabem os resultados do ensaio de Fase 3? Que irresponsável.
Além disso, não parece que isso vai ser nenhum tipo de "milagre de Natal", ou algo assim. Vai demorar muito entre a autorização do uso emergencial de uma vacina e sua disponibilização ao público em geral. Robert Redfield, diretor do CDC, prevê que o último não ocorrerá até o segundo semestre de 2021. Há muito envolvimento nos processos de distribuição, armazenamento e injeção de vacina do que você poderia ter previsto também. O processo de vacinação de pessoas suficientes para que a vacina tenha qualquer efeito visível nas estatísticas levará vários meses; não é apenas um "negócio feito e feito", onde tudo fica melhor em janeiro.
Além disso, só porque uma vacina foi lançada não significa que devemos parar de tomar precauções. Isso é especialmente verdadeiro quando se considera que nem todo mundo está disposto a tomar a vacina desde o início, mais uma vez, a vacinação vai demorar um pouco. É importante não esquecermos que a vacina deve ser um complemento, não um substituto para outras medidas de mitigação, como lavar as mãos, uso de máscara, distanciamento social, fechamento de escolas, cancelamento de eventos e bloqueio. Ainda durante o segundo semestre de 2021, prazo mais realista para o lançamento de uma vacina ao público em geral, teremos que seguir implementando essas medidas para prevenir surtos.
Sei que isso pode não ser o que você gostaria de ouvir, mas é o consenso científico amplamente aceito. Muitos especialistas, como o Dr. Fauci, acreditam que vai demorar algum tempo entre a autorização de uso de emergência de uma vacina (ou seja, o que Oxford está dizendo), o lançamento de uma vacina para o público e o eventual, mas distante retorno ao normal". Não deveríamos nem pensar em "voltar ao brunch" assim que recebermos a vacina; em vez disso, devemos mudar um pouco nossa mentalidade e nos concentrar em como você pode manter seu comportamento e se ajustar a essa nova realidade do mundo.
submitted by Testnoone to coronabr [link] [comments]


2020.09.26 01:53 altovaliriano Descriptografando a Carta Rosa

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-pink-lette
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas, 5) Tendências Suicidas
---------------------------------------------------
OBS: Esta é a última parte que traduziremos por agora.
---------------------------------------------------

O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO VII

Não há como negar que resolver o mistério da Carta Rosa é uma imbróglio complicado. Já existem dezenas de teorias.
Resolver esse mistério tem sido um dos grandes objetivos do Manifesto desde o início, e acho que fiz um bom trabalho de construção progressiva até este ponto.
NOTA: O ideal era que você tivesse lido todos os ensaios até este ponto, mas se você insiste em ler assim, eu sugiro que pelo menos você leia Confronto nas Criptas e Tendências Suicidas primeiro.
Vamos direto ao assunto. Neste ensaio, estou apresentando os seguintes argumentos.
À luz das muitas teorias anteriores estabelecidas aqui no Manifesto, podemos desenvolver um entendimento muito convincente da chamada Carta Rosa e do que ela realmente diz.
[...]

A CARTA ROSA

Esta seção é apenas uma recapitulação da carta, seu texto e as várias outras características que possui.
Coloco esta seção aqui como uma referência fácil durante a leitura deste ensaio.

O texto

Seu falso rei está morto, bastardo. Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha. Estou com a espada mágica dele. Conte isso para a puta vermelha.
Os amigos de seu falso rei estão mortos. Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell. Venha vê-las, bastardo. Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha. Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Terei minha noiva de volta. Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras. A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor. Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Estava assinado:
Ramsay Bolton
Legítimo Senhor de Winterfel
(ADWD, Jon XIII)

A descrição da carta

Bastardo, era a única palavra escrita do lado de fora do pergaminho. Nada de Lorde Snow ou Jon Snow ou Senhor Comandante. Simplesmente Bastardo. E a carta estava selada com um pelote duro de cera rosa.
Estava certo em vir imediatamente – Jon falou. Está certo em ter medo.
(ADWD, Jon XIII)

DIFICILMENTE O BASTARDO

Acho que já fiz um argumento convincente de que Mance Rayder está disfarçado de Ramsay Bolton (veja o Confronto nas Criptas).
Mas tenho certeza de que os leitores apreciariam pelo menos uma rápida avaliação das muitas outras razões pelas quais não acredito que a carta possa ser de Ramsay.
Especificamente, esta seção está identificando maneiras pelas quais a carta é incoerente com o que sabemos sobre Ramsay. Não acredito que nada disso por si só desqualifique Ramsay como autor, mas coletivamente elas geram grandes dúvidas.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

Falta o botão

Todas as cartas anteriores de Ramsay foram seladas com "botões" bem formados de cera:
Empurrou o pergaminho, como se não pudesse esperar para se ver livre dele. Estava firmemente enrolado e selado com um botão de cera dura rosa.
(ADWD, A noiva rebelde)
Clydas estendeu o pergaminho adiante. Estava firmemente enrolado e selado, com um botão de cera rosa dura.
(ADWD, Jon VI)
A Carta Rosa é lacrada com "pelote duro de cera rosa", uma discrepância notável.

Cabeças na Muralha

Enfiar cabeças em lanças parece um tanto incoerente com o estilo pessoal de Ramsay e com os maneirismos de Bolton observados a esse respeito: esfolar ou enforcar.

Sem pele ou sangue

Um dos artifícios mais conhecidos de Ramsay é o envio de mensagens escritas com sangue e com pedaços de pele anexados.
Não há menção de sangue usado como tinta, nem está implícito, como ocorre em outras cartas que parecem ser dele. Definitivamente, não há menção a um pedaço de pele, o que é estranho, considerando que Ramsay afirma ter Mance Rayder e todas as seis esposas de lança ... certamente uma delas poderia fornecer um pouco de pele.

Como Ramsay saberia?

Por que Ramsay pede Theon a Jon ?
Se Theon foi entregue a Stannis, e Stannis tinha toda a intenção de matá-lo, por que Ramsay acreditaria que Theon está agora com Jon?
Nem mesmo Mance Rayder saberia disso.
Além disso, “Arya” foi entregue a Stannis também, via Mors Papa-Corvos.
Por que ele acreditaria que Arya está com Jon?
Se todo a hoste de Stannis foi realmente destruída, você deve se perguntar onde Ramsay ficou sabendo destes detalhes, principalmente com relação a Theon.
É uma suposição sensata pensar que Stannis pode enviar "Arya" de volta a Castelo Negro (na verdade, foi o que Stannis faz), mas mesmo uma formação primária em inteligência [militar] torna óbvio que Theon seria de grande valor estratégico em uma batalha contra Winterfell, mas em nenhum outro lugar.
Uma pessoa pode então arguir que isso só pode significar que o corpo de Theon não foi descoberto entre os mortos. No entanto, dadas as condições meteorológicas, essa provavelmente é uma tarefa impossível de realizar. Portanto, Ramsay não teria nenhuma base e nenhuma confiança para pensar que Jon tinha Theon em absoluto.

ENDEREÇADO À MULHER VERMELHA

No início deste ensaio, declarei que a Carta Rosa se destinava especialmente a Melisandre. Preciso lhes dar as evidências. Tanto aquelas dedutivas (ou razoáveis), quanto aquelas que estão implícitas ou que foram estabelecidas daquele jeito inteligente e sutil que Martin faz com frequência.

Missão de Mance

Como já estabeleci no Manifesto, a missão de Mance baseava-se em saber onde seria o casamento de Arya.
Assim, quando Jon recebeu seu convite de casamento, Mance deveria partir para Vila Acidentada.
Jon acidentalmente recebeu o convite enquanto estava no pátio de treinamento, lutando com Mance disfarçado de Camisa de Chocalho. Assim, Mance foi capaz de simplesmente ouvir o local. Mas não podemos presumir que Mance e Melisandre apostaram tudo em terem a sorte de ouvir qual seria o local.
Uma dedução simples conclui que Mance era capaz e estava determinado a ler as cartas no quarto de Jon até que surgisse a localização.
NOTA: Se esta explicação parece insuficiente, eu apresento o argumento por completo em um ensaio anterior A estrada para Vila Acidentada.
Isso também significa que o convite não era realmente para Jon, mas sim para Melisandre e Mance, como um 'gatilho' para o início de sua missão. Novamente, eu explico a base para essas conclusões no ensaio mencionado acima.
Isso estabelece o precedente de que as mensagens enviadas para Castelo Negro podem, de fato, ter a intenção de se comunicar secretamente com Melisandre.

Ratos Cinzentos

Aqui há um exemplo de Martin possivelmente invocando um dispositivo que é sua marca registrada: enterrar recursos de enredo relevantes para uma história em outra, geralmente via metáforas ou alegorias inteligentes.
Três citações devem ser suficientes para você entender (em negrito, para dar ênfase nas partes principais):
Três deles entraram juntos pela porta do senhor, atrás do palanque; um alto, um gordo e um muito jovem, mas, em suas túnicas e correntes, eram três ervilhas cinza de uma vagem negra.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Se eu fosse rainha, a primeira coisa que faria seria matar todos esses ratos cinzentos. Eles correm por todos os lados, vivendo dos restos de seus senhores, tagarelando uns com os outros, sussurrando no ouvido de seus mestres. Mas quem são os mestres e quem são os servos, realmente? Todo grande senhor tem seu meistre, todo senhor menor deseja ter um. Se você não tem um meistre, dizem que você é de pouca importância. Esses ratos cinzentos leem e escrevem nossas cartas, principalmente para aqueles senhores que não conseguem ler eles mesmos, e quem diz com certeza que eles não estão torcendo as palavras para seus próprios fins? Que bem eles fazem, eu lhe pergunto.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
:::
Lorde Snow. – A voz era de Melisandre.
A surpresa o fez afastar-se dela.
Senhora Melisandre. – Deu um passo para trás. – Confundi você com outra pessoa.À noite, todas as vestes são cinza. E subitamente a dela era vermelha.
(ADWD, Jon VI)
A noção de que todos os mantos são cinza parece equivocada: Melisandre equivale a um meistre .
O que é verdade em muitos sentidos: ela é definitivamente uma conselheira de Stannis e 'sussurra' em seu ouvido. E talvez o mais notável seja o fato de que muitos questionam quem realmente está no comando: Stannis ou sua mulher vermelha?
Quando você vê esses paralelos, a alusão a ela usar vestes cinzas tem uma conexão forte e interessante com o conceito de cartas em que alguém está 'torcendo as palavras'.
Afinal, eu dei argumentos convincentes de que o convite de casamento de Jon era para Mance e Melisandre e foi enviado por Mors Papa-Corvos. Alguém contestaria a noção muito razoável de que outras cartas seriam igualmente confidenciais?
Outra coisa engraçada sobre essa ideia é que Melisandre literalmente distorce as palavras para seus próprios propósitos:
O som ecoou estranhamente pelos cantos do quarto e se torceu como um verme dentro dos ouvidos deles. O selvagem ouviu uma palavra, o corvo, outra. Nenhuma delas era palavra que saíra dos lábios dela.
(ADWD, Melisandre)

Uma bela truta gorda

Há um outro elemento temático que sugere que as cartas podem possuir conteúdos secretos, uma característica interessante atribuída a duas cartas diferentes em As crônicas de gelo e fogo.
A primeira carta é a de Walder Frey, enviada a Tywin após o Casamento Vermelho:
O pai estendeu um rolo de pergaminho para ele. Alguém o alisara, mas ainda tentava se enrolar. “A Roslin pegou uma bela truta gorda”, dizia a mensagem. “Os irmãos ofereceram-lhe um par de pele de lobo como presente de casamento.” Tyrion virou o pergaminho para inspecionar o selo quebrado. A cera era cinza-prateada, e impressas nela encontravam-se as torres gêmeas da Casa Frey.
O Senhor da Travessia imagina que está sendo poético? Ou será que isso pretende nos confundir? – Tyrion fungou. – A truta deve ser Edmure Tully, as peles…
(ASOS, Tyrion V)
A segunda é a carta ostensiva que Stannis escreveu a Jon Snow enquanto estava em Bosque Profundo. Não vou citar a carta (é um texto imenso), apenas um elemento da descrição:
No momento em que Jon colocou a carta de lado, o pergaminho se enrolou novamente, como se ansioso para proteger seus segredos. Não estava seguro sobre como se sentia a respeito do que acabara de ler.
(ADWD, Jon VII)
O que estou tentando apontar aqui é que a primeira mensagem de Walder Frey definitivamente tinha uma mensagem inteligentemente escondida. E por alguma razão, Martin decidiu mostrar que a carta 'queria' enrolar-se novamente.
A segunda mensagem também quer enrolar-se e, se você a ler com atenção, há um grande número de coisas que são totalmente incorretas ou atípicas em relação a Stannis nela. Cavaleiros homens de ferro? Execução por enforcamento?
Já tomei a liberdade de esquadrinhar tortuosamente os livros e não consigo encontrar de pronto outros exemplos em que as cartas foram personificadas dessa maneira.
Junto com os pontos anteriores, este não reforçaria a ideia de que Melisandre (e Mance por um tempo) está recebendo mensagens camufladas enquanto está em Castelo Negro?

Carta de Lysa

Outra indicação de que tais 'cartas codificadas' não são incomuns é que uma das primeiras cartas que vimos nos livros era uma: a que Catelyn recebe de Lysa.
Seus olhos moveram-se sobre as palavras. A princípio pareceu não encontrar nenhum sentido. Mas depois se recordou.
Lysa não deixou nada ao acaso. Quando éramos meninas, tínhamos uma língua privada.
(AGOT, Catelyn II)
* * \*
Deve ser apontado que isso também faz sentido de uma perspectiva puramente lógica. Como já argui veementemente que Stannis, Mance e Melisandre conspiraram juntos, faria sentido que todas as partes precisassem ser capazes de se comunicar de uma forma que protegesse a referida conspiração.
Nesse ponto, tal tipo de carta constitui a opção mais adequada, como mostram as cartas de Walder Frey e Lysa Tully.
Esse tipo de proteção de carta – enterrar uma mensagem secreta em outra mensagem, de modo que não possa ser detectada – é conhecido como esteganografia.
A Dança dos Dragões faz de tudo para educar os leitores de que nem sempre se pode confiar nos meistres com segredos: ouvimos isso de Wyman Manderly e Barbrey Dustin. No entanto, se um rei ou outro oficial escrever suas cartas com mensagens secretas esteganográficas, os verdadeiros detalhes serão ocultados até mesmo dos meistres. Na verdade, foi exatamente isso que observamos na carta de Walder Frey a Tywin Lannister.
Meu objetivo final neste ensaio é convencê-lo de que a Carta Rosa é uma mensagem esteganográfica de Mance Rayder para Melisandre. A forma como foi escrita esconde seus segredos de qualquer meistre (ou Jon Snow) que tente interpretá-la.
A principal desvantagem de tentar decifrar qualquer mensagem esteganográfica é esta:
Por que eles não encontraram nada? Talvez eles não tenham procurado o suficiente. Mas há um dilema aqui, o dilema que capacita a esteganografia. Você nunca sabe se há uma mensagem oculta. Você pode pesquisar e pesquisar, e quando não encontrar nada, você pode apenas concluir “talvez eu não procurei com atenção”, mas talvez não haja nada para encontrar.
ESTRANHOS HORIZONTES, ESTEGANOGRAFIA: COMO ENVIAR UMA MENSAGEM SECRETA
Isso significa que a única maneira real de provar a você que Mance escreveu a Carta Rosa é se eu conseguir encontrar uma tradução irresistivelmente convincente de qualquer conteúdo secreto que ela possa ter.
E mesmo assim você pode argumentar que não é verdade. Embora eu espere que você não diga isso quando terminar este ensaio.

Querida Melisandre

Além de todos os pontos acima, Melisandre consegue tornar tudo ainda mais explícito. Antes da chegada da Carta Rosa, Melisandre diz:
Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quandotiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
(ADWD, Jon XIII)
Isso parece enfaticamente dizer a Jon que ela quer vê-lo depois que a carta chegar.
Observe como ela está lá quando Jon decide ler a carta em voz alta no Salão dos Escudos. Eu sei que isso parece um detalhe trivial, mas considere que ela não apareceu antes do início da reunião e que ela desapareceu quase imediatamente após Jon terminar.
Isso está relacionado à principal preocupação que a vemos expressar em sua conversa com Jon antes da chegada da carta: abandonar a caminhada para resgatar os que estavam em Durolar.
Mas por que?
Este é um ponto que revelarei mais tarde no Manifesto. Por enquanto, deve bastar saber que Melisandre queria ver ou ouvir o conteúdo dessa carta.

VERNÁCULO SELVAGEM

Nas próximas duas seções, demonstrarei por que a Carta Rosa foi escrita por Mance. Esta primeira seção consiste em detalhes o que vemos no texto, a linguagem usada e assim por diante.
Em particular, existem frases que são bastante específicas para Mance (ou que excluem Ramsay), e também detalhes que são específicos para a conspiração Mance-Melisandre.
Se minuciosas listas de evidências o aborrecem, pule para a próxima seção.

“Falso Rei”

Esta frase é especificamente o que Melisandre usa para se referir a Mance Rayder, ela o chama de falso rei duas vezes. Quase não aparece em nenhum outro lugar em A Dança dos Dragões , a exceção sendo uma instância onde Wyman Manderly declara Stannis um falso rei.

“Corvos Negros”

Os selvagens são as únicas pessoas que usam os termos corvo ou corvo negro em um sentido depreciativo.
A única exceção a isso é Jon Snow (o que é interessante), quando ele está tentando convencer o povo livre.

“Princesa Selvagem” e “Pequeno Príncipe”

O termo princesa selvagem abunda na Muralha, uma invenção dos irmãos negros que então se espalhou entre os homens da rainha.
O pequeno príncipe foi especificamente apresentado na Muralha, primeiro por Melisandre e depois por Goiva:
Melisandre tocou o rubi em seu pescoço. – Goiva está amamentando o filho de Dalla, além do seu próprio. Parece cruel separar nosso pequeno príncipe de seu irmão de leite, senhor.
(ADWD, Jon I)
Faça o mesmo, senhor. – Goiva não parecia ter nenhuma pressa em subir na carroça. – Faça o mesmo pelo outro. Encontre uma ama de leite para ele, como disse que faria. Prometeu-me isso. O menino... o menino de Dalla... o principezinho, quero dizer... encontre uma boa mulher pra ele, pra que ele cresça grande e forte.
(ADWD, Jon II)
Embora uma pessoa possa pensar que Melisandre está sugerindo de maneira sutil que sabe sobre a troca do bebê, isso não fica claro. O trecho sobre Goiva certamente deixa isso explícito.
O verdadeiro ponto aqui é que a terminologia aqui só foi vista antes na Muralha. Além disso, uma vez que nem Val nem o filho de Mance são verdadeiramente da realeza, não faz muito sentido que Mance ou qualquer uma das esposas de lança digam que são, mesmo que sob tortura.

Para que todo o Norte possa ver

O autor afirma que tem Mance Rayder em uma jaula para que todo o Norte possa ver.
Mance disse algo muito semelhante a Jon anteriormente:
Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)

INCLINAÇÃO PARA A SAGACIDADE

Além dos vários atributos já citados que favorecem Mance como autor, há um que se sobressai a todos:

Disfarçado de Camisa de Chocalho

Observe:
Vou patrulhar para você, bastardo – Camisa de Chocalho declarou. – Darei conselhos sábios, ou cantarei canções bonitas, o que preferir. Até lutarei por você. Só não me peça para usar esse seu manto.
(ADWD, Jon IV)
É muito difícil negar que esta não seria uma grande alusão ao próprio Mance em quase todos os detalhes. É tão certeiro que estou surpreso de que Melisandre ou Stannis não o tenham repreendido ou o mandado calar a boca.
Stannis queimou o homem errado.
Não. – O selvagem sorriu para ele com a boca cheia de dentes marrons e quebrados. – Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.
(ADWD, Jon VI)
Esta é uma maneira inteligente de sugerir que Stannis queimou o Camisa de Chocalho verdadeiro no lugar de Mance, apenas porque o mundo precisava ver Mance morrer, não porque os crimes de Mance justificassem a execução.
Eu poderia visitar você tão facilmente, meu senhor. Aqueles guardas em sua porta são uma piada de mau gosto. Um homem que escalou a Muralha meia centena de vezes pode subir em uma janela com bastante facilidade. Mas o que de bom viria de sua morte? Os corvos apenas escolheriam alguém pior.
(ADWD, Melisandre)
Como observei em outro ponto do texto, muito provavelmente se esperava que Mance subisse aos aposentos de Jon e lesse suas cartas, se assim fosse necessário para descobrir o local do casamento. Portanto, esta passagem parece ser uma dica engraçada de que ele pode ter estado nos aposentos de Jon, sem nunca tê-lo matado.

Disfarçado de Abel

O apelido de Mance por si só é uma pista inteligente, mas ele dá um passo além em muitos aspectos ao se passar por Abel.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Aparentemente, muito pouco se sabe sobre a música. No entanto, um exame cuidadoso de um capítulo em A Tormenta de Espadas revela o primeiro verso da música (pelo menos na minha opinião):
– Vou à Vila Gaivota ver a bela donzela, ei-ou, ei-ou...
Co’a ponta da espada roubarei um beijo dela, ei-ou, ei-ou.
Será o meu amor, descansando sob a tela, ei-ou, ei-ou.
(ASOS, Arya II)
Uma escolha de música inteligente considerando sua inspiração em Bael, o lendário ladrão de filhas que se escondeu nas criptas Stark.
O mesmo poderia ser dito sobre a deturpação de “A Mulher do Dornês” quando ele mudou a letra para ser sobre a “filha de um nortenho”.
Além disso, há ocasiões em que ele toca uma música “triste e suave”, que já demonstrei ser um sinal para as esposas de lança.

UMA TRADUÇÃO LINHA-A-LINHA

Essa é a parte essencial do texto. Vou percorrer toda a Carta Rosa e explicar o que ela realmente diz. Lembre-se de que você deve ter chegado a este ponto no Manifesto tendo lido os textos anteriores, o que significaria que você já assumiu as seguintes premissas (ou pelo menos suspendeu sua descrença sobre elas):
Há apenas uma nova suposição que eu gostaria de fazer, uma bem sensata:
Mance saber esse único detalhe fornece uma pista impressionante para decifrar a Carta Rosa.
Agora vamos lá...

Primeiro parágrafo

Seu falso rei está morto, bastardo.
Isso significa que Stannis fingiu sua morte.
Ele e toda sua tropa foram esmagados em sete dias de batalha.
Isso diz mais ou menos a mesma coisa. Eu acredito que diz ainda mais, mas vou guardar para mais tarde.
Estou com a espada mágica dele.
Como parte da simulação de sua morte, a Luminífera de Stannis será levada para "Ramsay". Isso permite que os Boltons concluam que Stannis está morto, apesar haver uma quantidade limitada de outras evidências sobre isso.
Conte isso para a puta vermelha.
Literalmente, isso está instruindo Jon a contar a Melisandre. É muito interessante que Melisandre tenha implorado a Jon para 'envia-a para mim' depois de ler a carta, e o autor da carta está sugerindo exatamente a mesma coisa.
Coletivamente, o primeiro parágrafo parece um resumo dos principais detalhes: está dizendo que Stannis fingiu sua morte, provavelmente ganhou a batalha, mas que os Boltons estão convencidos da própria vitória. É muita informação de inteligência transmitida em um único parágrafo.
A linha sobre a espada é o que eu acredito ser um sinal a Melisandre para que começasse quaisquer próximos passos que ela tenha em mente (que serão discutidos posteriormente neste Manifesto).

Segundo parágrafo

Os amigos do seu falso rei estão mortos.
Isso significa que os aliados de Stannis também estão fingindo morte. Muito provavelmente, isso significa as tropas daqueles que viajam com Stannis. Por exemplo, Mors Papa-Corvos e seu bando de meninos verdes.
Suas cabeças estão sobre as muralhas de Winterfell.
Usar 'sobre' no sentido de estar perto de algo, isso significa que Mors está nas redondezas de Winterfell.
Venha vê-los, bastardo.
Esta é uma das várias provocações da carta, embora implique que Jon deveria viajar para Winterfell.
Seu falso rei mentiu, e você também. Você disse ao mundo que queimou o Rei-para-lá-da-Muralha.
[na versão brasileira, a frase começa com “Seu falso rei morreu, e o mesmo acontecerá com você”, uma tradução errada do texto original]
Este é o início do anúncio de que Mance Rayder está vivo. A parte em que o autor diz 'Você disse ao mundo' é muito semelhante ao que Mance disse a Jon: “Ele queimou o homem que tinha que queimar, para todo mundo ver. Fazemos o que temos que fazer, Snow. Até mesmo reis.” (ADWD, Jon VI)
Em vez disso, você o enviou para Winterfell, para roubar minha noiva.
Isso informa Jon e Melisandre que Mance terminou em Winterfell. Isso é importante porque, se você se lembra, Mance partiu originalmente para Vila Acidentada. Esta linha, portanto, confirma para onde Mance foi. Também revela que o autor conhecia a missão de Mance.
No todo, o parágrafo parece sugerir que Jon ou alguém precisa se juntar a Mors do lado de fora de Winterfell.
Este parágrafo declara ainda que Jon quebrou seus votos ajudando Stannis e Mance na tentativa de roubar Arya Stark. Isso é interessante porque Jon de fato não queria fazer isso, ele apenas queria resgatar Arya na estrada, presumindo que ela já tivesse escapado. O fato de a carta declarar esses detalhes mostra um esforço calculado para minar a honra e a legitimidade de Jon.

Terceiro parágrafo

Terei minha noiva de volta.
Isso nos diz claramente que “Arya” foi resgatada.
Se quer Mance Rayder de volta, venha buscá-lo. Eu o tenho em uma jaula, para que todo o Norte possa ver, a prova de suas mentiras.
Isso requer uma perspicaz (porém, simples) interpretação da falsa execução do próprio Mance.
Se assumirmos que minha teoria no Confronto nas Criptas está correta, duas observações podem ser feitas:
O acréscimo de ' prova de suas mentiras ' indica que Ramsay não está sob a magia de disfarce e, portanto, caso ele seja encontrado, isso arruinaria o truque.
Tudo isso somado, a implicação da frase dupla:
A jaula é fria, mas fiz um manto quente para ele, com as peles das seis putas que o seguiram até Winterfell.
Esta é uma referência à maneira como Melisandre disse que as seduções [glamors] funcionam: vestindo-se a sombra de outra pessoa como capa. Também parece uma possível alusão a usar a pele de outra pessoa, de acordo com o conto de Bael, o Bardo.
Na íntegra, o terceiro parágrafo parece deixar uma mensagem de que Mance conseguiu se disfarçar de Ramsay, que Ramsay está vivo como um prisioneiro nas criptas e que ninguém parece saber disso. Também pode significar que nenhuma das esposas de lança traiu seu segredo.

Quarto parágrafo

Ao contrário dos parágrafos anteriores, acredito que o quarto parágrafo é direcionado diretamente a Jon Snow. Melisandre pode saber o segredo por trás de seu conteúdo, mas este parágrafo foi elaborado para ter um efeito específico sobre Lorde Snow.
Quero minha noiva de volta. Quero a rainha do falso rei. Quero a filha deles e a bruxa vermelha. Quero sua princesa selvagem. Quero seu pequeno príncipe, o bebê selvagem. Quero meu Fedor.
Essas frases apresentam uma lista de demandas, muitas das quais Jon não tem capacidade de cumprir. Ele não tem permissão para enviar Selyse, Shireen, Melisandre, Val ou o filho de Mance para Winterfell.
Além disso, ele não tem ideia de quem é Fedor.
E independentemente da identidade de Ramsay (o real ou o disfarçado), ambos saberiam que Jon não tem ideia de quem é Fedor.
Esses pedidos colocaram Jon em uma posição tênue. A carta declara abertamente que Jon violou seus juramentos à Patrulha da Noite, participou de uma mentira quando colaborou para resgatar Arya usando Mance, o que também beneficiou a causa de Stannis.
Mande-os para mim, bastardo, e não incomodarei você e seus corvos negros. Fique com eles, e eu arrancarei seu coração bastardo e o comerei.
Esta ameaça sugere fortemente que Jon precisa cooperar ou ele será atacado. Considerando que os Boltons são aliados dos Lannisters, é razoável concluir que os Boltons também usariam a oportunidade para destruir as forças de Stannis em Castelo Negro e fazer muitos reféns.
A carta deixa claro: o envolvimento de Jon com Mance e Stannis resultou em uma ameaça à Muralha, à Patrulha da Noite e à família de Stannis e ao assento de poder.
Jon é então forçado a um dilema:
Em ambos os casos, ele está ferrado e proscrito como um violador de juramentos.
Então, por que Mance enviaria uma linguagem tão provocativa para Jon e Melisandre?
A resposta deriva de vários fatos, alguns dos quais serão discutidos posteriormente no Manifesto. Mas a resposta simples é esta:
O que posso dizer neste momento é que Mance, Melisandre e Stannis sabem que Jon estava disposto a violar seus votos quando era necessário servir à Patrulha da Noite (e por extensão aos sete reinos).
Forçando Jon a se tornar um violador de juramentos, Melisandre e Stannis são capazes de usá-lo de outras maneiras, particularmente de maneiras que não envolvem sua permanência na Patrulha.
Com que propósito Stannis e Melisandre usariam Jon Snow, o violador de juramentos?
Infelizmente para Jon, ele mesmo forneceu a Stannis o motivo para 'roubá-lo' da Patrulha da Noite.
Explicar melhor isso é um dos pontos principais do Volume III do Manifesto.

CONCLUSÕES

A carta como um todo parece ser coerente com as teorias que descrevi até agora, particularmente com o resultado do ‘confronto nas criptas’.
Como discuto nos apêndices, também é coerente com algumas interpretações reveladoras das visões de Melisandre.
Obviamente Melisandre acreditava que a Carta Rosa responderia às perguntas de Jon sobre Stannis, Arya e Mance, e a carta o fez. Ela pensou que isso o obrigaria a confiar nela.
Embora a Carta Rosa tenha respondido suas perguntas, ele ignorou tanto a carta quanto Melisandre quando se recusou a procurá-la e agiu por conta própria. Acredito que isso se deva em grande parte ao fato de ele não perceber que havia segredos no texto; ele entendeu a carta pelo significado literal.
Existem algumas grandes questões que permanecem abertas:
Além disso, parece que Melisandre queria um ou ambos das seguintes coisas:

IMPLICAÇÕES

As perguntas e conclusões que podemos fazer parecem sugerir que chegamos a um beco sem saída. De fato, se continuarmos a tentar entender as coisas pelo ângulo de Mance Rayder, será.
Se dermos um passo para trás e começarmos a investigar algumas das outras pistas, preocupações e mistérios em A Dança dos Dragões, surgem novas ideias que nos levam de volta a Mance e Stannis.
Para aguçar seu apetite, aqui estão as questões importantes, antes de avançarmos para o próximo volume do Manifesto:
Essas e outras perguntas são respondidas no próximo volume do Manifesto, ‘O Reino irá Tremer’.
E, finalmente, para terminar com algum floreio, aqui está uma passagem de A Dança dos Dragões:
O Donzela Tímida movia-se pela neblina como um homem cego tateando seu caminho em um salão desconhecido.
(ADWD, Tyrion V)
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.09.24 03:37 marciliwu Uma vez Tiririca disse "pior que tá não fica" e eu com meus poucos conhecimentos de economia e política, no tempo, acreditei e desde 2019 vejo toda essa esperança se esvair com o vento...

Grandes credores internacionais como Rússia e China estão considerando vender títulos do tesouro Estadunidense. Por isso os EUA está imprimindo trilhões para pagar a dívida pública, sustentar o PIB e mantêr a taxa de juros baixa, no entanto... A dívida pública mesmo assim prossegue aumentando exponencialmente e não tem previsão para normalizar ( isso desde antes da pandemia )... basta buscar por gráficos no Google.
https://www.japantimes.co.jp/news/2020/08/21/business/china-us-debt-trade/
https://www.cnbc.com/2020/05/22/central-banks-are-creating-fake-markets-bank-of-america-strategists-say.html
https://nymag.com/intelligence2020/05/were-paying-for-coronavirus-stimulus-by-printing-money.html repare a necessidade de destacar na notícia "That's fine!!" "Está tudo bem!" )
Desde o começo da pandemia, os bancos centrais norte-americanos vêm manipulando os preços no mercado de ações, acredito que seja para fazer com que as pessoas acreditem que a economia não será afetada por causa da ocasião no longo prazo e para fornecer aporte financeiro para as grandes companhias ( as que estão no índice S&P 500, as 500 maiores ) que não apresentaram bons resultados por consequência da pandemia, isso se chama bailout, o problema é que não vemos nenhuma medida concreta além de imprimir dinheiro sendo discutida, o presidente da reserva federal estadunidense disse semana passada que continuarão imprimindo dinheiro. E o pior é que o governo norte-americano acumula essa bomba relógio desde após a crise de 2008 ( essa foi a maneira de sustentar a economia durante e após a crise ), Vocês acham que estão cobrando impostos absurdos sobre o pequeno empreendedor e regulamentando cada vez mais o mercado por quê mesmo? Estão tirando dinheiro de tudo quanto é canto para sustentar os ativos. Tanto é que está mais fácil ser jovem empreendedor na China socialista do que nos Estados Unidos supostamente capitalista... olha que sou um entusiasta do capitalismo, Agora vamos ser sensatos ... O que isso faz com o resto da economia? Isso destrói o poder aquisitivo, porquê controla a inflação às custas dos menos capazes de pagá-la e destrói também o conceito de livre mercado no qual essa nação se desenvolveu ( livre pra quem se o governo interfere mais que a Peppa faz oink, sério não consegui pensar em outra analogia e to com sono kkkkkk ). O que acontecerá se os Estados Unidos ficar sem munição? Taxa de juros aumenta catastróficamente, investimentos serão desincentivados, governo precisa de dinheiro, hiperinflação... E consequentemente dólar se transforma em um papel sem valor, porque as dívidas não foram cobertas e nenhuma outra grande economia vai observar a moeda da mesma maneira... por isso digo que é uma bomba-relógio E o pior é que quando isso acontece quem paga é a população #tbtcollor
A economia não é formada só pelos grandes, por isso acho que uma hora ou outra essa bolha irá estourar e será como a depressão de 29. O mercado não está sendo movido por fundamentos de mercado, é pura manipulação / especulação / fraude. É conhecimento comum que todo remédio para as crises cíclicas do sistema se torna um veneno para o mercado no futuro, foi isso que aconteceu em 2008 em 29... Eu já citei que estão imprimindo dinheiro para pagar a dívida externa ( caso parem de fazer isso fudeu Bahia, todo mundo vendendo suas ações, estado de calamidade total, porque a dívida externa dos Estados Unidos é a mais alta do mundo, é como se cada americano devesse uns 200k pro estado, não sei o número exato porque a última estatística disso saíu em 2019, e tava 22 trilhões de Trumps ) E credores internacionais importantes ( $$ ) estão no momento pessimistas quando o assunto é dólar.
E temos Bolsonaro e Guedes para lidar com os impactos disso no Brasil...
Edit1: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_d%C3%ADvida_externa
Repare no valor da dívida pública Estadunidense, isso em fev. 2019 quando estavam todos otimistas para o começo da década.
Edit2: https://www.economist.com/leaders/2020/06/04/dont-worry-about-inflation-yet ( não se preocupe com a inflação... ainda )
Edit4: eu nem precisei citar as taxas de desemprego em alta para ganhar relevância no post, era muito fácil empreender nos Estados Unidos dos anos 50 por exemplo, tinha pouca regulamentação, as políticas acreditavam no futuro do livre mercado, não é à toa que as maiores multinacionais do mundo surgiram justamente de lá... antigamente, para montar um empreendimento bastava contratar uma pessoa e avaliar o mercado consumidor, hoje em dia é tanta burocracia ( imposto governamental, regulamentações ) que fica muito caro pro patrão, por isso empresas como Apple concentram 30% de sua manufatura na China, é mais barato.
https://fee.org/articles/why-businessmen-fail-at-government/
Rondeei por muitos reddits gringos e a situação por esses locais está feia, muitos empresários dizem que tiveram que demitir mais de metade dos funcionários devido a pandemia, muita gente com ideias apocalípticas como estocar comida, armas. Isso é novidade por aqui porque nossa população é muito desconhecida de economia e finanças ( 0,29% de nossa população investe ) mas por lá muita gente já tem noção disso, muitos acreditam num crash da bolsa, é um tópico até que bastante discutido em fóruns de economia e política, recomendo quem tem conhecimento sobre a língua inglesa pesquisar isso.
Edit5: achei outro artigo muuuuito bom que corresponde diretamente com muito do que eu disse.
https://foreignpolicy.com/2019/04/05/in-trumps-economy-the-invisible-hand-belongs-to-the-government/
Para enriquecer a discussão, aqui vai um comentário de um americano aleatório que encontrei na internet traduzido, mas que pode ser muito útil para o entendimento de vossa comunidade
"Donald Trump é um defensor do mercado livre? Se Trump fosse um defensor do mercado livre, ele não teria imposto unilateralmente tarifas sobre produtos específicos. Ele não estaria resgatando agricultores prejudicados por suas tarifas. Ele não teria mantido a proibição de o governo negociar com as empresas farmacêuticas por melhores taxas ( review meu: Sistema de saúde norte americano, que era a única coisa que tinha que ser pública, é tão privatizado que as agências de seguro, médicos e farmacêuticos formam lobbies e são livres para controlar o preço como preferirem, tanto de remédios como de exames e consultas, qualquer ida ao médico, essas melhores taxas seriam preços mais acessíveis pelos remédios ). Continuando o comentário from my fellow American... Caramba, se ele fosse um verdadeiro defensor do mercado livre, ele teria alugado para qualquer um, em vez de colocar os negros na linha vermelha na década de 1970. Ele teria pago os milhares de empreiteiros que o processaram, em vez de processá-los, o que ele fez dos anos 1980 aos 2010. Trump é apenas um proponente do Mercado “Me” ( Eu ) - aquele lugar mágico onde tudo é para seu próprio benefício e todos podem morrer, a menos que ele lhes deva favores. Trump, um defensor do mercado livre ... em seguida, você vai me dizer que ele odeia Vladimir Putin, o homem que ele conheceu cinco vezes a portas fechadas e notas rasgadas para proteger."
Edit6: pulei o edit3 😂😂
Edit7: fodase essa merda o bagulho vai ficar louco daqui pra frente é isso aí tmj boa sorte galera TRUMP / BOLSONARO VÃO TOMAR NO CU
submitted by marciliwu to brasil [link] [comments]


2020.08.31 00:32 pqamarks Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância

Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância
A “agnotologia” é o estudo da produção cultural da ignorância. Um exemplo de produção e difusão cultural da ignorância é a forma como a pandemia foi tratada pelo presidente Bolsonaro e grupos bolsonaristas.
Essa ignorância é promovida diariamente a partir do negacionismo científico de grupos favoráveis ao governo e que têm grande poder de influência através de redes sociais. Visitando páginas de sites como Youtube, Twitter, Facebook, entre outras, é possível verificar inúmeras publicações que distorcem dados, mentem e bestializam o público-alvo. Essas postagens, no contexto da pandemia, insistem em negar e, posteriormente, ignorar a gravidade da crise sanitária e a efetividade do isolamento social. Nestes tweets, vídeos do YouTube, posts do Facebook, etc, encontra-se espaço para a difusão irresponsável de teorias da conspiração e fake news que, finalmente, acabam resultando na morte da população brasileira, graças a uma forma de populismo digital.
A desinformação promovida por esses grupos leva ao descrédito da gravidade da pandemia, assassinando indiretamente várias pessoas que deixam de seguir as recomendações de isolamento social, já que acreditam em dados equivocados que são divulgados irresponsavelmente. A obviedade de que sair de casa leva as pessoas ao contágio, fazendo com que elas se tornem vetores (muitas vezes até assintomáticos) e levando indivíduos do grupo de risco a óbito é relativizada. As evidências facilmente encontradas em livros de epidemiologia e virologia são desprezadas e os mecanismos de transmissibilidade do vírus, descritos na literatura médica, são sempre relativizados, quando não são negados.
Um exemplo de desinformador das massas é o “médico” Osmar Terra, que se posicionou contra o fechamento de escolas, desprezando os mecanismos de circulação do vírus e a possibilidade de contágio a partir das idas às salas de aula, como foi confirmado posteriormente em estudo da Escola Médica de Harvard. Em abril, chegou a dizer que a epidemia em São Paulo terminaria em 30 dias. Em maio, negou a efetividade da quarentena e das medidas de isolamento social, publicando um estudo baseado em resultados de testes rápidos, que podem ter até 75% de erro, gerando vários falsos negativos nos testes rápidos de IgG. Não obstante, os autores do estudo deixaram claro que esses dados eram provisórios e nem ao menos citaram a quarentena no artigo. O maior problema disso é ver a opinião geral e observar que a grande maioria de seus seguidores nem ao menos se deu ao trabalho de ler o artigo, simplesmente concordando com o que foi publicado, o que confirma a produção e difusão de ignorância por parte de grupos bolsonaristas.
Outro exemplo é o grupo “Médicos Pela Liberdade”, que diariamente produz propaganda bolsonarista, pede a abertura das escolas, questiona as medidas de isolamento social, critica o uso de máscaras, etc, desprezando vários casos de contato social que infelizmente levaram pessoas a óbito e sendo cúmplice da necropolítica instaurada pelo atual governo. É rotineiro que esses “médicos” façam propaganda das ideias do guru Olavo de Carvalho, idolatrado pelos bolsonaristas. Aliás, é lamentável que “médicos” elogiem alguém que, no início da pandemia, negou as mortes por coronavírus, mentindo descaradamente e que se posiciona contrariamente às vacinas. A existência dessa página é um grande desserviço à saúde pública e, sem dúvida alguma, é um imenso desatino algum profissional de saúde se posicionar a favor de tantas insanidades. Esses "Médicos Pela Liberdade" são uma vergonha para a classe médica e a atuação deles frente à pandemia vai totalmente contra aquilo que está no Código de Ética Médica. Segundo o Art. 112 do Capítulo XII (Publicidade Médica), "É vedado ao médico: Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico", o que mostra que esses "médicos" não lutam pela vida, mas sim pela idolatria a um populista criminoso e incompetente. Aliás, no Capítulo XII é possível identificar várias outras quebras do CEM por parte desse grupo cujas atitudes são incompatíveis com os princípios da boa medicina.
O trabalho de Bernardo Küster, assim como os outros exemplos citados, minimiza a perda de vidas humanas (e ainda tem a cara de pau de se dizer "cristão") e desinforma milhares de pessoas diariamente propagando ideias anti-científicas, que inclusive são compartilhadas pelo filho do presidente, como é possível ver na imagem a seguir, publicada no artigo:

A produção da ignorância nas redes sociais bolsonaristas. Fonte: imagem obtida na rede social Facebook (2020).
O objetivo desta publicação é, obviamente, ridicularizar as medidas de isolamento social, produzindo ignorância em massa de forma muito rápida, através de publicações curtas. E o que é mais preocupante: é possível ver que, no momento em que o printscreen foi tirado, houve 3,5 mil compartilhamentos e, desses mais de 3 mil compartilhamentos, aqueles que se encontram nas listas de amigos das pessoas que compartilharam a publicação também compartilharam as publicações, levando a um efeito de “viralização”, literalmente, já que este post com certeza fez diversas pessoas se infectarem com o vírus, levando outros indivíduos a óbito, configurando um efeito em cascata, tanto digital, quanto biológico.
O aumento de óbitos foi gigantesco, mas foi negado pelos difusores de ignorância, como pode-se ver no infame Jornal “Brasil Sem Medo”, que inclui Bernardo Küster e Olavo de Carvalho entre os autores. Alguns dias depois da publicação da mentirosa matéria “A pandemia que não aumenta o número de mortos”, as informações foram refutadas por uma agência de fact-checking. Inclusive é possível verificar os números do genocídio presenciado em 2020 na própria fonte citada pelo jornaleco conservador de quinta categoria, com um aumento de mais de 70 mil óbitos em relação a 2019. Acessando o site do Portal da Transparência, vê-se que estamos tendo um verdadeiro massacre da população brasileira. Só de 16/3 a 03/8, em comparação entre 2019 e 2020, já vemos respectivamente 466.610 e 545.384 mortes, ou seja, um aumento de 78.774 mortes de 2019 para 2020, com números passíveis de mudança, já que o site do Registro Civil é dinâmico e as certidões de óbito demoram semanas para serem registradas. Enfim, no dia em que este texto foi escrito, esses eram os números, o que infelizmente mostra a grande derrota do Brasil contra a pandemia.
Em 2019, é possível ver que 652 pessoas morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Em 2020, o número de óbitos por SRAG subiu para 11.123, aumentando em mais de 15 vezes. Isto é, obviamente, resultado da falta de testes e confirmações de óbitos por COVID-19, graças à incompetência do governo que não tem um ministro da saúde há mais de 100 dias.
Outro ponto importante a ser discutido é a mentalidade paranoica dos bolsonaristas, que tanto temem uma “conspiração globalista da esquerda”, inclusive se negando a chamar o vírus pelo nome correto (que, de acordo com toda a literatura médica e bibliografia oficial, é o coronavírus, ou SARS-CoV-2), mas sim de “vírus chinês”, o que mostra o anseio de relativizar e reescrever a história. Imagina-se que o “comunismo internacional” está por trás da pandemia e que há um grande plano mundial de dominação do Brasil e destruição do governo Bolsonaro, inclusive com possibilidade de a China ter “criado o vírus em laboratórios”, copiando a narrativa republicana dos Estados Unidos, uma vez que o comportamento dos apoiadores de Donald Trump se assemelha bastante àquele dos bolsonaristas. Ambas narrativas propagam a ideia de que a extrema-direita é anti-establishment e que existe “um outro lado da história” que é censurado pela comunidade científica e pela mídia tradicional. Essa visão distorcida da realidade despreza fatos comprovados a partir de estudos de coorte, ensaios clínicos e revisões sistemáticas, que são estudos de alto grau de evidência, e que comprovam a eficiência das vacinas, as mudanças climáticas, a teoria da Evolução, o heliocentrismo e, inclusive, que a Terra não é plana (chega até a ser engraçado escrever isso). A Pirâmide de Evidência ilustra bem os níveis de evidência científica:

Vale lembrar que \"opinião de experts\" está na base da pirâmide.
Por fim, conclui-se que o bolsonarismo é uma complexa rede de produção de ignorância operada por meios digitais. Essa rede nega a complexidade dos fatos e a verificação daquilo que é publicado, utilizando métodos que induzem os leitores ao fanatismo a partir de mensagens rápidas que permitam que seus seguidores repitam palavras-chave, tais como “vírus chinês”, “Olavo tem razão”, “Osmar Terra tem razão”, “Bolsonaro tem razão”, entre outras sandices, sempre desprezando o senso crítico e apenas repetindo frases prontas. É um grande desafio para as ciências sociais, bem como para as ciências médicas, combater essa perigosa mentalidade que já levou pessoas a invadirem hospitais devido a falas proferidas por Bolsonaro e até a agressões físicas a profissionais de saúde. O bolsonarismo assumiu todas as características de uma seita cujos membros estão dispostos a seguir seu líder incondicionalmente, até a morte.
Me baseei no artigo Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância, cujo autor é o Jean Miguel, para a escrita desse texto.
submitted by pqamarks to brasil [link] [comments]


2020.08.31 00:22 pqamarks Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância

Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância
A “agnotologia” é o estudo da produção cultural da ignorância. Um exemplo de produção e difusão cultural da ignorância é a forma como a pandemia foi tratada pelo presidente Bolsonaro e grupos bolsonaristas.
Essa ignorância é promovida diariamente a partir do negacionismo científico de grupos favoráveis ao governo e que têm grande poder de influência através de redes sociais. Visitando páginas de sites como Youtube, Twitter, Facebook, entre outras, é possível verificar inúmeras publicações que distorcem dados, mentem e bestializam o público-alvo. Essas postagens, no contexto da pandemia, insistem em negar e, posteriormente, ignorar a gravidade da crise sanitária e a efetividade do isolamento social. Nestes tweets, vídeos do YouTube, posts do Facebook, etc, encontra-se espaço para a difusão irresponsável de teorias da conspiração e fake news que, finalmente, acabam resultando na morte da população brasileira, graças a uma forma de populismo digital.
A desinformação promovida por esses grupos leva ao descrédito da gravidade da pandemia, assassinando indiretamente várias pessoas que deixam de seguir as recomendações de isolamento social, já que acreditam em dados equivocados que são divulgados irresponsavelmente. A obviedade de que sair de casa leva as pessoas ao contágio, fazendo com que elas se tornem vetores (muitas vezes até assintomáticos) e levando indivíduos do grupo de risco a óbito é relativizada. As evidências facilmente encontradas em livros de epidemiologia e virologia são desprezadas e os mecanismos de transmissibilidade do vírus, descritos na literatura médica, são sempre relativizados, quando não são negados.
Um exemplo de desinformador das massas é o “médico” Osmar Terra, que se posicionou contra o fechamento de escolas, desprezando os mecanismos de circulação do vírus e a possibilidade de contágio a partir das idas às salas de aula, como foi confirmado posteriormente em estudo da Escola Médica de Harvard. Em abril, chegou a dizer que a epidemia em São Paulo terminaria em 30 dias. Em maio, negou a efetividade da quarentena e das medidas de isolamento social, publicando um estudo baseado em resultados de testes rápidos, que podem ter até 75% de erro, gerando vários falsos negativos nos testes rápidos de IgG. Não obstante, os autores do estudo deixaram claro que esses dados eram provisórios e nem ao menos citaram a quarentena no artigo. O maior problema disso é ver a opinião geral e observar que a grande maioria de seus seguidores nem ao menos se deu ao trabalho de ler o artigo, simplesmente concordando com o que foi publicado, o que confirma a produção e difusão de ignorância por parte de grupos bolsonaristas.
Outro exemplo é o grupo “Médicos Pela Liberdade”, que diariamente produz propaganda bolsonarista, pede a abertura das escolas, questiona as medidas de isolamento social, critica o uso de máscaras, etc, desprezando vários casos de contato social que infelizmente levaram pessoas a óbito e sendo cúmplice da necropolítica instaurada pelo atual governo. É rotineiro que esses “médicos” façam propaganda das ideias do guru Olavo de Carvalho, idolatrado pelos bolsonaristas. Aliás, é lamentável que “médicos” elogiem alguém que, no início da pandemia, negou as mortes por coronavírus, mentindo descaradamente e que se posiciona contrariamente às vacinas. A existência dessa página é um grande desserviço à saúde pública e, sem dúvida alguma, é um imenso desatino algum profissional de saúde se posicionar a favor de tantas insanidades. Esses "Médicos Pela Liberdade" são uma vergonha para a classe médica e a atuação deles frente à pandemia vai totalmente contra aquilo que está no Código de Ética Médica. Segundo o Art. 112 do Capítulo XII (Publicidade Médica), "É vedado ao médico: Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico", o que mostra que esses "médicos" não lutam pela vida, mas sim pela idolatria a um populista criminoso e incompetente. Aliás, no Capítulo XII é possível identificar várias outras quebras do CEM por parte desse grupo cujas atitudes são incompatíveis com os princípios da boa medicina.
O trabalho de Bernardo Küster, assim como os outros exemplos citados, minimiza a perda de vidas humanas (e ainda tem a cara de pau de se dizer "cristão") e desinforma milhares de pessoas diariamente propagando ideias anti-científicas, que inclusive são compartilhadas pelo filho do presidente, como é possível ver na imagem a seguir, publicada no artigo:

A produção da ignorância nas redes sociais bolsonaristas. Fonte: imagem obtida na rede social Facebook (2020).
O objetivo desta publicação é, obviamente, ridicularizar as medidas de isolamento social, produzindo ignorância em massa de forma muito rápida, através de publicações curtas. E o que é mais preocupante: é possível ver que, no momento em que o printscreen foi tirado, houve 3,5 mil compartilhamentos e, desses mais de 3 mil compartilhamentos, aqueles que se encontram nas listas de amigos das pessoas que compartilharam a publicação também compartilharam as publicações, levando a um efeito de “viralização”, literalmente, já que este post com certeza fez diversas pessoas se infectarem com o vírus, levando outros indivíduos a óbito, configurando um efeito em cascata, tanto digital, quanto biológico.
O aumento de óbitos foi gigantesco, mas foi negado pelos difusores de ignorância, como pode-se ver no infame Jornal “Brasil Sem Medo”, que inclui Bernardo Küster e Olavo de Carvalho entre os autores. Alguns dias depois da publicação da mentirosa matéria “A pandemia que não aumenta o número de mortos”, as informações foram refutadas por uma agência de fact-checking. Inclusive é possível verificar os números do genocídio presenciado em 2020 na própria fonte citada pelo jornaleco conservador de quinta categoria, com um aumento de mais de 70 mil óbitos em relação a 2019. Acessando o site do Portal da Transparência, vê-se que estamos tendo um verdadeiro massacre da população brasileira. Só de 16/3 a 03/8, em comparação entre 2019 e 2020, já vemos respectivamente 466.610 e 545.384 mortes, ou seja, um aumento de 78.774 mortes de 2019 para 2020, com números passíveis de mudança, já que o site do Registro Civil é dinâmico e as certidões de óbito podem demorar para serem registradas. Enfim, no dia em que este texto foi escrito, esses eram os números, o que infelizmente mostra a grande derrota do Brasil contra a pandemia.
Em 2019, é possível ver que 652 pessoas morreram por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Em 2020, o número de óbitos por SRAG subiu para 11.123, aumentando em mais de 15 vezes. Isto é, obviamente, resultado da falta de testes e confirmações de óbitos por COVID-19, graças à incompetência do governo que não tem um ministro da saúde há mais de 100 dias.
Outro ponto importante a ser discutido é a mentalidade paranoica dos bolsonaristas, que tanto temem uma “conspiração globalista da esquerda”, inclusive se negando a chamar o vírus pelo nome correto (que, de acordo com toda a literatura médica e bibliografia oficial, é o coronavírus, ou SARS-CoV-2), mas sim de “vírus chinês”, o que mostra o anseio de relativizar e reescrever a história. Imagina-se que o “comunismo internacional” está por trás da pandemia e que há um grande plano mundial de dominação do Brasil e destruição do governo Bolsonaro, inclusive com possibilidade de a China ter “criado o vírus em laboratórios”, copiando a narrativa republicana dos Estados Unidos, uma vez que o comportamento dos apoiadores de Donald Trump se assemelha bastante àquele dos bolsonaristas. Ambas narrativas propagam a ideia de que a extrema-direita é anti-establishment e que existe “um outro lado da história” que é censurado pela comunidade científica e pela mídia tradicional. Essa visão distorcida da realidade despreza fatos comprovados a partir de estudos de coorte, ensaios clínicos e revisões sistemáticas, que são estudos de alto grau de evidência, e que comprovam a eficiência das vacinas, as mudanças climáticas, a teoria da Evolução, o heliocentrismo e, inclusive, que a Terra não é plana (chega até a ser engraçado escrever isso). A Pirâmide de Evidência ilustra bem os níveis de evidência científica:
Vale lembrar que \"opinião de experts\" está na base da pirâmide.
Por fim, conclui-se que o bolsonarismo é uma complexa rede de produção de ignorância operada por meios digitais. Essa rede nega a complexidade dos fatos e a verificação daquilo que é publicado, utilizando métodos que induzem os leitores ao fanatismo a partir de mensagens rápidas que permitam que seus seguidores repitam palavras-chave, tais como “vírus chinês”, “Olavo tem razão”, “Osmar Terra tem razão”, “Bolsonaro tem razão”, entre outras sandices, sempre desprezando o senso crítico e apenas repetindo frases prontas. É um grande desafio para as ciências sociais, bem como para as ciências médicas, combater essa perigosa mentalidade que já levou pessoas a invadirem hospitais devido a falas proferidas por Bolsonaro e até a agressões físicas a profissionais de saúde. O bolsonarismo assumiu todas as características de uma seita cujos membros estão dispostos a seguir seu líder incondicionalmente, até a morte.

Me baseei no artigo Coronavírus, bolsonarismo e a produção da ignorância, cujo autor é o Jean Miguel, para a escrita desse texto.
submitted by pqamarks to coronabr [link] [comments]


2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
📷
Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
submitted by Scabello to fullstalinism [link] [comments]


2020.08.13 13:06 R_DiasOficial Um Resumo Histórico dos Candidatos Presidenciais Democratas

"O partido dos pobres e oprimidos escolhe pessoas ricas e opressoras para a presidência."

Kamala Devi Harris. 55 anos. É polícia desde 1990 e está em posição de poder político desde 2003.

Eleger uma pessoa que pertence às forças polícias na altura em que as tensões raciais estão no seu pico não foi a melhor decisão do partido democrata. Ao contrário do consenso geral, ao longo dos anos a Kamala Harris veio a revelar ser o estereótipo perfeito de um polícia que abusa do seu poder, o que agrava um pouco a situação. É a mulher que mantinha os prisioneiros por um tempo superior ao das suas sentenças para obter mão-de-obra barata, e que prendia os pais das crianças que faltam as aulas, e ainda se ria na cara deles.
É uma pessoa que sempre defendeu ideias políticas controversas como o aborto até o parto, a pena de morte, baixar a idade de voto para 16 anos, ou a Affirmitive Action (uma política de discriminação racial que permite que pessoas Afro-Americanas possam entrar na universidade com notas inferiores à de pessoas brancas, enquanto que os Asiáticos precisam de ter notas superiores à de pessoas brancas. Ao contrário do que parece à primeira vista, esta medida veio contribuir negativamente na comunidade Afro-Americana).
É, também, uma mulher meia Indiana e meia Jamaicana, porém quando é convincente passa por Afro-Americana. Isto torna-se ainda mais controverso uma vez que certamente que beneficiou da escravatura praticada pelos seus antepassados, como o pai dela tanto se gosta de gabar. (É engraçado o facto de o Snopes classificar isto como "unverified". Bastava irem perguntar ao pai dela que ele não teria problema nenhum em confirmar, mas isso iria contra a narrativa... )
Também foi apanhada várias vezes a fingir ser alguém que não é, de modo a apelar aos votos de uma certa demografia. Por exemplo quando disse que fumava erva a ouvir o Snopp Dogg e o 2Pac enquanto andava na faculdade, porém nessa altura eles não existiam. Ou quando disse que o 2Pac era o seu rapper favorito vivo.

Joseph Robinette Biden. 77 anos. Está numa posição de poder político desde 1969 (ou desde 1840, segundo ele) e possui o apoio eleitoral da China, do Irão, do Bin Laden e de supremacistas brancos.

Tal como a Kamala, o seu passado também não é muito animador.
É mais conhecido pela sua War on Drugs que contribuiu para o encarceramento em massa de Afro-Americanos por cometerem pequenas infrações relacionadas com drogas. Ou então por ter fundado uma caridade de investigação para o cancro que, apesar de ter angariado milhões de dólares, não gastou nem um cêntimo em investigação.
Também é muito famoso por, de vez em quando, dizer frases do tipo:
É ainda o homem que, por mais irónico que seja, declarou Donald Trump como o primeiro presidente racista. Olhando para o passado do Biden, não será errado concluir que ele deve considerar os presidentes que possuíam escravos como "não racistas".
O seu historial cognitivo também não é dos melhores. Diz estar com pessoas que nunca esteve, em locais que não existem, a fazer coisas que não fez.
Tem acesso às perguntas antes das entrevistas e inclusive lê as respostas a partir de um teleponto. (Exemplo 1); (Exemplo 2); (Exemplo 3); (Exemplo 4); (Exemplo 5); (Exemplo 6)
Mas quando não tem diz que escolhem a verdade em vez dos factos, seja lá o que isso quer dizer. Confunde a mulher com a irmã. Cria frases sem qualquer sentido. Afirma que sempre foi contra a NAFTA, mas há provas de que votou a favor.. Mete o despacito a tocar no seu iPhone e põem-se a dancar num evento de hispânicos para combater o facto de eles apoiarem, maioritariamente, o Donald Trump. Num momento diz que está constantemente a realizar testes cognitivos, no outro diz que nunca fez um teste desse tipo e pergunta ao entrevistador Afro-Americano se ele é algum drogado viciado em cocaína.
Tem um problema com números: Diz que já morreram 120 milhões de pessoas nos EUA por COVID e recentemente corrigiu para 200 milhões, dos quais 6000 eram militares (quando o número verdadeiro é 7) e que metade da população norte americana foi morta por armas.
E depois também há o problema que ele tem de cheirar o cabelo, tocar de forma inapropriada e beijar mulheres na boca sem o seu consentimento. Uma dessas mulheres é a sua neta adolescente e as restantes são outras crianças que ele não conhece de lado nenhum.
Possui um caso de violação pendente, e inclusive a candidata a vice presidente, Kamala Harris, afirmou que acredita nas vítimas do Biden.
Por fim, ambos os candidatos democratas apoiam e apelidaram as manifestações que levaram a mais de 20 mortes, 900 ferimentos e mil milhões de dólares em danos como "protestos pacíficos" e andam a pagar para libertar esses criminosos (inclusive libertaram um pedófilo que penetrou uma criança).

Este post é apenas um pequeno excerto do passado destas pessoas. Com um pouco mais de investigação, é possível encontrar inúmeros outros fatores.

Obs: Decidi falar sobre a Kamala Harris em primeiro lugar uma vez que se o Donald Trump perder as eleições de 2020, quem irá ser o Presidente vai ser ela, e não o Joe Biden. Ele é o cadáver andante que o partido democrata está desejoso de se ver livre, assim que já não precisarem de o usar.
submitted by R_DiasOficial to portugueses [link] [comments]


2020.07.16 16:48 0TW9MJLXIQ Texto de Kampz no SerBenfiquista

Vou ser absolutamente sincero, estou completamente esgotado do Benfica...
Podem dizer que isto não é o Benfica, que é o SLV, mas a verdade é que o meu dinheiro vai para esta instituição e os atletas que a representam "jogam" em nome do Sport Lisboa e Benfica com o manto sagrado e o nosso emblema, o tal que não serve para chineses ao peito.
Se isto não é o Benfica é culpa nossa - dos sócios - que deixaram o clube ser tomado de assalto por um cavalo de troia, carregado até ao tecto de dragartos e mercenários, e que não era feito de madeira mas sim totalmente transparente.
Mais, é culpa nossa irmos para 17 anos disto e nunca termos feito nada relevante para mudar, encolhendo os ombros e deixando passar pelos pingos da chuva, como se nada fosse, uma notícia de (mais) um desfalque ao clube no valor de 2 milhões de €.
Ao contrário do que já fiz no passado, não tenho paciência para ir procurar e trabalhar dados, pelo que cito o excelente post acima, resumindo do seguida em que se tornou o nosso clube:
Certamente me esqueci de muito e em muitos pontos tanto mais poderia ser dito... Mas é o meu desabafo. E que se desengane quem ache que é pelo título do Porto, na verdade só agora fui à internet confirmá-lo!
O problema do Benfica não se resolve com JJ ou 100M€ em transferências, ou com a saída de algumas peças da estrutura. Tem que sair o Presidente e toda a corja responsável, ou que legitima, uma gestão absolutamente danosa e corrupta, com dano muito material no clube.
A única solução para isto é:
1.1) Garantir que as eleições não são marteladas (muito difícil); 1.2) Se tal não for possível, correr com o Vieira nem que seja ao pontapé; 2) Fazer uma auditoria forense fortíssima ao clube, custe o que custar; 3) Com base nas evidências, colocar em tribunal todos aqueles que tiverem lesado o clube; 4) Também com base em evidências, despedir com justa causa quem for necessário; 5) Negociar a saída de todos os restantes mercenários que nada acrescentem; 6) Encostar o "lixo" que não conseguirmos limpar nos dois pontos anteriores; 7) Contratar Benfiquistas competentes e sérios para os cargos relevantes; 8) Implementar mecanismos de controlo interno que impeçam a pilhagem do clube; 9) Garantir uma gestão financeira responsável e equilibrada do clube, por profissionais de topo; 10) Implementar uma gestão desportiva profissional e ambiciosa, em todas as modalidades; 11) Investir no fortalecimento dos laços perdidos entre Benfiquistas e Benfica; 12) Rever os estatutos (e.g. limitação de mandatos) de forma a restabelecer a democracia.
Reparem que o desporto - o core business e objetivo fundamental - só aparece no ponto 10! É que há tanto a fazer de limpeza antes para garantir que conseguimos repor o que nos foi roubado e ter um clube (e SAD) preparados para gerir o Benfica como deve ser...
Se não é em Outubro, para mim, acabou.
E mesmo para os vieiristas, acabará pouco depois.
submitted by 0TW9MJLXIQ to benfica [link] [comments]


2020.07.11 07:06 altovaliriano [Spoilers de Ventos do Inverno] As tapeçarias de Lorde Baelish

Texto original: https://goodqueenaly.tumblr.com/post/169963524283/hi-nina-im-enjoying-your-aoiaf-writings-what
Autora: GoodQueenAly (Nina)
-------------------------------------------
Está bem claro em A Guerra dos Tronos que o rei Robert gostava de suas tapeçarias e queria lhes dar um lugar de destaque em sua nova residência real:
Quando chegara pela primeira vez a Porto Real para o casamento da irmã com Robert Baratheon, fizera questão de procurar os crânios de dragão que haviam decorado as paredes da sala do trono dos Targaryen. O Rei Robert os substituíra por estandartes e tapeçarias, mas Tyrion insistira, até que encontrou os crânios na úmida e fria câmara subterrânea onde tinham sido armazenados.
(AGOT, Tyrion II)
.
Entrando pelas altas e estreitas janelas da cavernosa sala do trono da Fortaleza Vermelha, a luz do pôr do sol derramava-se pelo chão, depositando listras vermelhas escuras nas paredes onde as cabeças dos dragões ficavam penduradas antes. Agora, a pedra encontrava-se coberta por tapeçarias que mostravam vívidas cenas de caça, cheias de azuis, verdes e marrons, mas, mesmo assim, parecia a Ned Stark que a única cor existente no salão era o vermelho do sangue.
(AGOT, Eddard XI)
.
Mas Mindinho cumprira a promessa; ao longo das paredes, à frente das tapeçarias de Robert com suas cenas de caça e batalha, as fileiras de mantos dourados da Patrulha da Cidade estavam rigidamente em sentido, cada homem com a mão agarrada à haste de uma lança de dois metros e meio de comprimento terminada em ferro negro.
(AGOT, Eddard XIV)
Observe que, em nenhum momento, os leitores ficam sabendo o que realmente está representado em qualquer uma dessas tapeçarias, além de “cenas de caça” em um sentido geral. É provável que essas tapeçarias fossem propriedade pessoal de Robert (ou seja, pertencendo a ele como Robert Baratheon e não como Senhor dos Sete Reinos), tanto porque são descritas como "de Robert" quanto porque faria sentido para Robert, um entusiasta da caça, ter uma coleção de tapeçarias de caça. (Essas também não são as únicas tapeçarias na Fortaleza Vermelha: quando Ned se reúne com o pequeno conselho, ele observa que “as As paredes estavam cobertas por tapeçarias de Norvos, Qohor e Lys”). No entanto, nunca é especificado se essas tapeçarias de caça eram ou não especificamente tapeçarias de caça Baratheon ou pertenciam aos Durrandon antes deles, ou eram de algum lugar ou de outra pessoa.
Qualquer que seja a sua origem, quando Robert morre e os Lannisters assumem o poder total na capital essas tapeçarias não demoram a sofrer:
As paredes da sala do trono tinham sido desnudadas, removeram-se as tapeçarias com cenas de caça que o Rei Robert adorava, amontoadas a um canto, numa pilha desordenada.
(AGOT, Sansa V)
A partir daí as tapeçarias desaparecem da história por um tempo. Eles só reaparecem em O Festim dos Corvos:
– Lorde Baelish procura nossa ajuda? – Harys Swyft quis saber.
Por enquanto não. Na verdade, parece bastante despreocupado. Sua última carta menciona os rebeldes apenas de passagem antes de me implorar que lhe envie umas velhas tapeçarias de Robert.
(AFFC, Cersei IV)
Mindinho mais tarde confirma que ele fez tal pedido:
Petyr riu.
Talvez o faça. Ou, melhor ainda, à nossa querida Cersei. Embora não devesse falar mal dela, visto que vai me enviar algumas magníficas tapeçarias. Não é bondade da parte dela?
(AFFC, Alayne I)
Supondo que essas tapeçarias sejam as mesmas que antes estavam penduradas na sala do trono – e essa é a explicação mais provável, uma vez que a descrição delas como “velhas tapeçarias de Robert” se encaixa em sua última menção como sendo removidas “amontoadas a um canto”, presumivelmente daí em diante esquecida em um depósito –, podemos nos perguntar por que Mindinho fez tal pedido.
Mindinho não é um homem que normalmente faz algo sem motivo ou sem expectativa de ganho posterior. Não é irracional que ele tenha alguma coisa outra motivação, pois obviamente ele não precisaria delas para decoração pessoal – não apenas porque Mindinho quase certamente não ligaria, mas porque, no mesmo capítulo, Sansa passou com os Senhores Declarantes por “uma dúzia de magníficas tapeçarias” no Ninho da Águia.
O que seria essa motivação é onde a teorização realmente entra – embora seja melhor dar algumas explicações mais simples primeiro.
Ao mencionar "apenas brevemente" os Senhores Declarantes antes de fazer o que parece ser um pedido tão inócuo, Mindinho pode estar tentando desviar a atenção de Cersei da situação política do Vale.
Se ele está tão confiante a ponto de se concentrar mais em tapeçarias do que em rebeldes, o governo de Cersei não teria motivos para interferir em seu manejo do Vale (ou, consequentemente, o destituir ou descobrir sobre "Alayne Stone"). De fato, o movimento pode ser comparado a Mindinho testando Sansa ao recitar a linha de sucessão Arryn e adicionar o comentário “irônico” sobre Elys e Alys.
O pedido também poderia servir para dar um sutil aviso a qualquer inimigo político de Mindinho no Vale no futuro. Vendo tapeçarias esplêndidas que uma vez decoraram a sala do trono no reinado do rei Robert, qualquer espectador saberia que Mindinho tem o apoio do regime de Baratheon-Lannister em Porto Real – um aviso sutil sobre a origem de seu poder.
O capítulo "Alayne I", de Os Ventos do Inverno, no entanto, nos fornece mais uma explicação:
Alayne desceu correndo a escadaria da torre, entrando na galeria com colunas nos fundos do Alto Salão. Abaixo dela, criados montavam mesas de armar para o banquete da noite, enquanto suas esposas e filhas varriam os velhos juncos e espalhavam novos. Lorde Nestor mostrava a Lady Waxley suas tapeçarias premiadas, com cenas de caça e perseguição. Os mesmos painéis haviam outrora haviam estado pendurados na Fortaleza Vermelha de Porto Real, quando Robert sentava no Trono de Ferro. Joffrey mandara retirá-los, e eles haviam definhado em algum porão até que Petyr Baelish providenciou para que fossem trazidos ao Vale como um presente para Nestor Royce. As tapeçarias não apenas eram lindas, como o Alto Intendente se deleitava ao dizer para quem quisesse ouvir que haviam pertencido a um rei.
(Tradução: Gelo & Fogo)
Esta é uma explicação perfeitamente razoável sobre o que Mindinho pretendia que acontecesse com as tapeçarias. Afinal, ele deixou bem claro para Sansa (ou melhor, Sansa deduziu e Mindinho confirmou) como ele havia conquistado Nestor Royce ao lhe conceder os Portões da Lua (AFFC, Sansa I).
Mindinho percebeu com facilidade que Nestor Royce era ao mesmo tempo: 1) um homem melindroso com sua ancestral e aristocrática honra do Vale; 2) alguém que ambicionava ser tão importante e bem quisto quanto seu primo Bronze Yohn.
Ciente das tapeçarias e de seu estado lamentável após a morte de Robert, Mindinho teria sido inteligente o suficiente para ver que Cersei não daria à mínima para o que aconteceria com elas e pediu as tapeçarias a fim de subornar, ainda mais, um potencial inimigo no Vale (Nestor Royce) com algo que lhe agradaria.
O pedido não custaria nada a Petyr, mas conquistaria um lugar no coração de Nestor que nenhuma soma de dinheiro poderia comprar. Nestor Royce sempre se lembraria de que Petyr Baelish lhe deu tapeçarias adequadas para um rei, o que é muito mais do que o primo Yohn ou o outro Senhor Declarante já fizera. Este é um movimento inteiramente adequado à estratégia de Mindinho no Vale, explorando fraquezas inerentes para desfazer inimigos e conquistar aliados (seja através de seu hábil manuseio dos Senhores Declarantes no Ninho da Águia – via @poorquentyn –, comprando a dívida da muito orgulhosa e muito pobre Lady Waynwood ou arranjando o casamento de Lyonel Corbray).
Mindinho tira essas tapeçarias de suas mãos, reafirma a boa relação entre ele e Nestor Royce (o que não é uma má ideia, já que Mindinho estará pondo em ação a fase principal de sua trama com Sansa na recém-outorgada sede dos Royce e que a duvidosa legalidade da assinatura de Mindinho na concessão dos Portões “não [...] passou despercebida” a Lord Nestor), e Cersei não percebe seus planos.
Porém... seria possível que as tapeçarias tenham um significado maior do que este? Ahm, talvez.
Se elas acabarem tendo mais significado do que este, acho que será porque as tapeçarias poderiam (ênfase no "poderiam") retratar Baratheons caçando. Ou seja, senhores e filhos Baratheon, de olhos azuis e cabelos pretos.
Quando Mindinho romper definitivamente com o Trono de Ferro, declarando que tem Sansa Stark e chamando os cavaleiros do Vale para reconquistar o que é dela por nascimento, ela pode (novamente, ênfase no “pode”) apontar para os Baratheons nas tapeçarias e mostrar que o rei no Trono de Ferro não é um verdadeiro Baratheon, mas uma abominação nascida do incesto, indigna da lealdade dos senhores da Vale.
Repito, eu não diria que isso necessariamente acontecerá. O fato de nunca termos sido informados sobre quem está nas tapeçarias, fora caçadores genéricos, dificilmente cria a expectativa de que algum enorme mistério genético será (literalmente) desfraldado por eles. Mas existe um chance, ainda que remota.
Eu não apostaria meu dinheiro nisso (nem mesmo dinheiro falso de especulação), mas se acontecer, bem, não pensarei que veio totalmente do nada.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.07.07 19:58 ElaborBR Você exerce a “função” de PJ?

os últimos tempos temos ouvido muitas manifestações acerca da perda de direitos causada pela Reforma trabalhista.
Pois bem, vamos refletir um pouco sobre isso…
Acho que não né?!…
Pois bem, o que houve de fato, foi uma grave crise econômica, seguida de um expressivo aumento do desemprego.
Neste cenário, o brasileiro tem que “se virar” para colocar comida na mesa, certo?!
As empresas, por sua vez, também têm que “rebolar” para manter suas atividades, seus empregados e ainda remunerar seus dirigentes e acionistas.
E então, para acomodar as necessidades de todos, entra em cena a criatividade e o “jeitinho brasileiro” para gerar mais com menos.
Associado a isso, o governo, também muito afetado pela crise e necessitando de recursos, amplifica o potencial de fiscalização com o uso da tecnologia via SPED (Contabilidade digital, eSocial, EFD-Reinf, DCTF web, etc), visando garantir os direitos trabalhistas, previdenciários, bem como o aumento da arrecadação.
Pronto… Temos aí a receita da oportunidade, pois:
Sem ousar, a oportunidade será perdida novamente!
Se você tem uma boa ideia para desenvolver e acredita que ela tem potencial de resolver problemas, agarre-se nesse propósito, tenha uma atitude empreendedora, seja como empregado, tomando a iniciativa de apresentar e desenvolver novas ideias, seja como prestador de serviços profissionais buscando investidores e clientes para sua empresa!
Se você quer apenas uma relativa zona de conforto, e levar alguma vantagem pagando pouco ou nenhum imposto, numa relação “ganha -ganha” com seu único “cliente-empregador”, exerça a “função” de PJ, afinal de contas:
Então, também não haverá nenhum problema em seu “cliente-empregador”, que é, sempre foi, e sempre será co-responsável pelos profissionais que prestam serviços terceirizados, passar a te pedir a CND, e os comprovantes de envio do eSocial, EFD-Reinf e da DCTF web sem movimentação, entre outros documentos, não é? Até por que, seu contador tem tudo sob controle, principalmente a documentação de segurança e medicina da sua empresa né?
Pois é, se você exerce a “função” de PJ, não se esqueça que você tem uma empresa, sujeita a todas as obrigações legais!
Se você “cliente-empregador” contrata empregados – ops! – terceiriza serviços profissionais, não esqueça de controlar o cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas contratadas, pelas quais você é co-responsável, pois a fiscalização eletrônica veio para ficar e não é uma mera entrega de arquivos eletrônicos, recebidos com êxito, que garante ou garantirá suas boas e tranquilas noites de sono..
Se o caminho escolhido for abrir um novo empreendimento, você, empreendedor, precisa ter a consciência que os riscos são proporcionais às recompensas que você espera conquistar, e isso passa, obrigatoriamente, por profissionalizar-se, conhecer e seguir a legislação, ousar, inovar, captar investimentos, conquistar clientes, ter autonomia e independência, buscando a excelência na prestação de seus serviços e desenvolvimento de seus produtos.
Se você, empresário consolidado, tem por estratégia terceirizar algumas de suas atividades, tenha em mente e pretenda contratar empresas especializadas nestas atividades, que, comprovadamente, tenham histórias de sucesso para contar, pois este é o verdadeiro propósito da terceirização.
No entanto, se vocês pretendem continuar apenas a exercer a “função” de PJ e a de “único cliente-empregador”, CUIDADO, os braços do fisco estão cada vez mais longos, virtuais e eficientes!
Podemos te ajudar neste e em outros assuntos que impactam o novo modelo de Gestão de Pessoas e de Fornecedores, inaugurado pelas novas ferramentas de fiscalização eletrônica (eSocial, EFD-Reinf, DCTF web, SPEDs, etc).
Capacite-se!! Conheça!! Debata!! Prepare-se…
Entre em contato!!
Elaborbr.com, a sua Plataforma de integração em Gestão de Pessoas e Fornecedores!!

https://elaborbr.com/voce-exerce-a-funcao-de-pj/
submitted by ElaborBR to u/ElaborBR [link] [comments]


2020.06.01 03:50 NatanaelAntonioli O que os Anonymous fez, ou deixou de fazer?

1) Quem são os Anonymous?
Primeiro: ao contrário da Cicada - que se identifica assinando suas mensagens oficiais com uma chave PGP - o Anonymous é uma comunidade virtual descentralizada.
Ser descentralizada significa que não há um "Anonymous oficial", um "Anonymous verdadeiro" ou que existam "Anonymous falsos". Também significa que não há um processo para "se juntar ao Anonymous" que envolva passar por testes e obter aprovação de uma organização superior, e que não há um quartel general dos Anonymous no qual atividades feitas por essa comunidade são comandadas.
Qualquer um pode realizar um ato de hacktivismo e se identificar como Anonymous. Basta se chamar de Anonymous, e de preferência usar a identidade visual e jargão associados com essa comunidade (máscara e frase, principalmente).
Justamente por isso, existem centenas de atos associados ao Anonymous, como você pode ver em uma linha do tempo presente em https://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_events_associated_with_Anonymous. Essa linha do tempo não é uma lista de atividades feitas por uma organização única, mas sim por pessoas que se proclamaram como parte dessa comunidade, e que provavelmente nunca tiveram relação entre si.
Grupos que fazem atos mais impactantes ganham mais notoriedade, mais reputação, e mais seguidores em seus perfis oficias. Lembre-se: esses perfis não são da Anonymous, mas sim de um grupo específico que se identifica como Anonymous.
Sendo assim, se dois grupos, clamando ser Anonymous, fizerem (a) invadir a conta do Donald Trump e deixar um link para seu perfil, e (b) invadir a conta comercial da padaria da esquina e deixar um link para seu perfil, o grupo (a) certamente será mais levado a sério do que o grupo (b), e, se continuar em atividade, poderá formar uma célula centralizada.
Existe, por exemplo, um perfil ativo desde 2012 e com 2 milhões de inscritos (https://www.youtube.com/useAnonymousWorldvoce/videos) que clama ser oficial e posta conspirações no melhor estilo canal dos amiguinhos. Esse canal poderia ser meu, ou seu, ou de qualquer um que usasse esse nome.
A criatura no céu é, na verdade, uma pipa de dementador: https://observatoriodocinema.uol.com.bfilmes/2017/03/harry-potter-jornal-relata-aparicao-de-dementador-nos-ceus-da-africa. Ter mais de 2 milhões de inscritos e se proclamar como Anonymous não te livra de ser um imbecil.
2) Sendo assim, qual grupo fez o quê ultimamente?
No dia 28 de março de 2020, uma página no Facebook com 11 milhões de seguidores intitulada Anonymous (https://www.facebook.com/anonews.co/) e associada ao site AnonymousNews (https://anewspost.com) publicou um vídeo (esse que você viu por aí: https://www.facebook.com/anonews.co/videos/285581555919237/?v=285581555919237) no qual a violência policial em Minnesota é denunciada, citando casos de abusos policiais contra a população negra. Os protestos são exaltados, e o vídeo afirma que os crimes cometidos por eles (não deixando claro exatamente a quem "eles" se referem, provavelmente o departamento policial) serão levados ao mundo.
https://preview.redd.it/fpc4bft0b7251.png?width=424&format=png&auto=webp&s=24f28ae2a013a9517c976a1df1caf4d93a1e8ed3
Dia 31, um influenciador de tecnologia afirmou que o Anonymous tirou do ar o site do departamento de polícia local (https://twitter.com/williamlegate/status/1266938876632981507).

https://preview.redd.it/rorhiev7c7251.png?width=592&format=png&auto=webp&s=54b557850c4137d913231af04ab00ebe8666e4c6
3) E cadê os documentos sobre Epstein, Trump, Michael Jackson e Princesa Diana?
Na verdade, nenhuma dessas coisas foi publicada pela primeira vez recentemente. Apesar dessa postagem (https://twitter.com/moonstargym/status/1267237023934558210) dar a entender isso, todas essas denúncias já haviam feitas no passado, e sequer tinham relação com um grupo intitulado Anonymous!
O livro que liga Epstein a várias personalidades conhecidas, por exemplo, foi descoberto em 2012 pelo jornalista Nick Bryant, e ganhou as manchetes dos jornais em 2019 (https://www.nytimes.com/2019/07/22/style/jeffrey-epstein-little-black-book.html), mesma época em que uma versão completa do livro foi publicada na internet (https://archive.org/details/jeffreyepsteinslittleblackbookunredacted/page/n31/mode/2up).
Data de envio do livro do Epstein.
Se você tiver dúvidas, basta acessar o material, usar a função CTRL+F e buscar por nomes que você viu no Twitter.

https://preview.redd.it/4pmlwkped7251.png?width=174&format=png&auto=webp&s=e36daabb20e294f75252188d83a9045c5361de03
https://preview.redd.it/tzvfilwfd7251.png?width=137&format=png&auto=webp&s=39d742253f7b31adb8bc7a17e935f994230c14c1
A versão divulgada recentemente é apenas uma transcrição dessa lista em formato de texto puro, e não contém novas informações.
As acusações de estupro contra Donald Trump também já existiam no passado. Aqui (https://legalschnauzer.blogspot.com/2019/01/donald-trump-has-paid-about-30-million.html), temos a publicação de exatamente a mesma lista que hoje foi atribuída aos Anonymous, em janeiro de 2019. O responsável pelo compilado de denúncias foi o site Wayne Madsen Report (WMR) (https://www.waynemadsenreport.com), mantido por Wayne Madsen, um autor americano e teórico da conspiração.
https://preview.redd.it/9a019yfvd7251.png?width=481&format=png&auto=webp&s=13269e755c5baee1c2c17f4ea43fd1910c1e585d
Por fim, a acusação envolvendo um assassino de aluguel que confessou ser responsável pela morte da princesa Diana foi checada pelo Snopes em junho de 2017 (https://www.snopes.com/fact-check/retired-mi5-agent-confesses-on-deathbed-i-killed-princess-diana/), que apontou que a origem da matéria foi o site Your News Wire (https://www.snopes.com/tag/yournewswire-com/), com um amplo histórico de notícias falsas, inclusive essa.
A acusação de que a morte de Avicii foi um assassinato após tentativas de expor um caso de abuso infantil é de 2018, surgiu do site Neon Nettle a partir de especulações, e é falsa, conforme análise do Snopes (https://www.snopes.com/fact-check/dj-avicii-expose-pedophile-ring/).
3.1) E os documentos do Vaticano?
De acordo com esse tweet (https://twitter.com/manelmarquez/status/1267400380704489472), a página do Vaticano foi invadida pelo Anonymous, e deixaram um link com denúncias de casos de abuso infantil.
De fato, o link está na página. Só acessar http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Porém, o que ele simplesmente ignorou é que esse link é da resposta da própria Igreja a casos de abusos infantil ("chiesa" é "igreja" em italiano"), esse documento foi enviado pela própria Igreja, e isso já existia desde 2013 (http://archive.is/Vmv4H).
Já que estamos falando do site do vaticano, capturas recentes não mostram nenhum tipo de invasão: http://archive.vn/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html e http://web.archive.org/web/20200529204115/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Um perfil brasileiro que se identifica como Anonymous postou o que intitulou um exposed do Vaticano, em https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267528929193189378 e https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267532085302120463. Porém, todas as informações aí presentes foram retiradas de notícias antigas, e não trazem nada de novo. São elas:
Urrutigoity (2014): http://www.ihu.unisinos.bnoticias/534505-o-curioso-caso-de-carlos-urrutigoity-parte-1
Montero (2008): https://www.twincities.com/2008/09/09/archdiocese-denies-helping-priest-to-flee-as-alleged-in-lawsuit/
Madden (2015): https://jacksondiocese.org/2015/09/statement-regarding-father-paul-madden/
Van Dael (2015): https://www.pri.org/stories/2015-10-16/fugitive-fathers-two-priests-have-been-suspended-globalpost-s-investigation
Baeza (1988): http://www.bishopaccountability.org/assign/Fernandez_Federico_ofm.htm
Tomé Ferreira (2018): https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2018/09/24/bispo-de-rio-preto-investigado-pelo-vaticano-em-denuncias-de-abusos-sexuais-deixa-cargo-ligado-a-cnbb.ghtml
Aldo di Cillo (2016): http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/09/ex-seminarista-da-pb-diz-ter-sofrido-assedio-sexual-de-bispo-dom-aldo.html
Antônio Sarto (2003): https://www.bishop-accountability.org/sites/Spricigo_Tarcisio/Crime.htm
4) Sendo assim, esse ocorrido acarretará em consequências reais?
Já que isso não ocorreu agora, provavelmente não - ao menos de forma série e em função disso.
O usuário médio do Twitter pode ter descoberto isso agora, mas as pessoas que investigam e tomam providências nesses casos, não. Além disso, o da princesa Diana sequer é verdadeiro.
E, por fim, nenhum grupo vazou "documentos ultra secretos e incriminadores" contra Trump no momento. Não há nenhuma ameaça sólida em jogo.
5) Devo pedir aos Anonymous que investigue o Bolsonaro, ou outra pessoa?
"Pedir aos Anonymous" tem tanto efeito quanto "pedir aos palmeirenses". Ambos não existem de forma centralizada, não compõe uma organização única, e qualquer pessoa pode se identificar como um.
Se você acha que pessoas que se identificam como Anonymous têm algum tipo de habilidade para isso, peça. Mas é mais inteligente pedir para pessoas que são capazes de realizar ataques cibernéticos, ou envolvidas com hacktivismo.
6) E o perfil no Twitter que se identifica como Anonymous atualmente?
O perfil presente em https://twitter.com/YourAnonCase, apesar de ter sido criado em 2011, não há capturas relacionadas a esse perfil no passado (http://archive.is/https://twitter.com/YourAnonCase e http://web.archive.org/web/*/https://twitter.com/YourAnonCase), o perfil só se tornou famoso hoje (https://socialblade.com/twitteuseyouranoncase/monthly), e, por isso, não tem nenhuma reputação no momento.
https://preview.redd.it/tfag8sq8h7251.png?width=589&format=png&auto=webp&s=95ad1796161c864e39bbd3f1d90a91b3bc856bf3

https://preview.redd.it/9tr3uk75h7251.png?width=502&format=png&auto=webp&s=0fdba0e65c118b48493db23775d32de1621b8f0a
https://preview.redd.it/f5vdvow5h7251.png?width=443&format=png&auto=webp&s=34b7426dff976d537b5da6be490123b48fe3c136
Já o perfil presente em https://twitter.com/OpDeathEaters é um perfil de uma operação mais séria de combate a casos de abuso infantil (inclusive envolvendo Epstein) que se identifica como Anonymous, mas cujas postagens são de 2019, e não parecem conter informações inéditas.
https://preview.redd.it/y8a61nlbh7251.png?width=605&format=png&auto=webp&s=1342eaeb967435f75008ea9ed657bd0013c98faa
E outro perfil, presente em https://twitter.com/YourAnonCentral com 2 milhões de seguidores é um perfil com mais reputação, que contém vários retweets do perfil da operação contra abuso infantil, além de mensagens questionando Trump sobre o caso Epstein. Porém, sem publicações inéditas.
https://preview.redd.it/m0no0gx1i7251.png?width=608&format=png&auto=webp&s=8ad7283f64dae70a0226922b2062f50a2e166a37
A galeria abaixo contém os tweets no qual o grupo - esse sim com reputação - mencionou Epstein. Todos eles fazem referência aos conteúdos levantados em 2019.

https://preview.redd.it/8bmzy8aul7251.png?width=618&format=png&auto=webp&s=0fcd8daf19bc091667f8d2fcd58b2442f43a0c7f
https://preview.redd.it/jnwsu2jvl7251.png?width=582&format=png&auto=webp&s=1a681b65034b7c173f1235fcc6fd84dc0251d138
https://preview.redd.it/zq1adbbxl7251.png?width=590&format=png&auto=webp&s=05cce53e9f40443d63ee60bfa895dc577dbcc82b
https://preview.redd.it/u0cthhu0m7251.png?width=570&format=png&auto=webp&s=177b827e2a9157fe53fd3d706099cf0f98a3f135
https://preview.redd.it/y75oz9k4m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=d1f6abc0fe5348aeb7a68b51ec63fd15858b5228
E, aqui, momentos em que o mesmo caso foi mencionado em 29 de janeiro.
https://preview.redd.it/e7s2yer7m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=719146a6b1e3fcaa74770dc9ef533f05f0e4971e
https://preview.redd.it/f7fnomx9m7251.png?width=556&format=png&auto=webp&s=713f06054ae890c1678080633b5ee2b6ca647ffc
E no dia 17 de janeiro.

https://preview.redd.it/8min7mddm7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=27f9f66b78041d2315e5481f51aebb14f4bf071f
Em suma: até o momento, não há novidades sobre Epstein. Apenas referências de uma célula do grupo com reputação a uma investigação feita entre 2015 e 2019.
submitted by NatanaelAntonioli to fabricadenoobs [link] [comments]


2020.05.27 16:14 pajavu Lockdown é uma perda de tempo, afirma cientista laureado com o Nobel

TL;DR: cientista Michael Levitt, que não é infectologista, ganhou o Nobel de química em 2013 e sugeriu que a decisão de manter as pessoas em casa (lockdown) foi motivada por pânico, e afirmou que acha que o lockdown pode ter custado mais vidas, com "dano social extremo" em virtude de aumento da violência doméstica, alcoolismo, divórcios... (sem citar esses dados). A matéria também cita report da JP Morgan (empresa de serviços financeiros) que mostra que a taxa de infecção caiu em vários países após relaxamento do lockdown.
Antes de postar a matéria traduzida, já adianto algumas considerações minhas:
Não sou cientista da área, sou advogado e pesquisador na área do Direito, embora tenha muito interesse no estudo científico (das hard sciences inclusive) e acompanho divulgadores científicos em geral desde antes de ingressar na faculdade. Mas acho interessante o debate sobre o ponto que estou trazendo, até para desconstruí-lo com argumentos.
Sei que o fato de mencionar um "estudo" da JP Morgan já traz aquele alerta (da mesma forma daquele "estudo" do Samy Dana). Mas esse dado é aparentemente verdadeiro: após o lockdown, a taxa de contaminação continuou caindo em praticamente todo lugar. O que os amigos pensam sobre isso? além, é claro, de que tem vários fatores envolvidos nisso.
Enfim, acho interessante a discussão, assim como discutir o caso da Suécia etc.

Segue a matéria:
https://www.dailymail.co.uk/news/article-8351649/Lockdown-waste-time-kill-saved-claims-Nobel-laureate.html

O bloqueio foi uma perda de tempo e poderia matar mais do que economizou, afirma o cientista laureado com o Nobel da Universidade de Stanford
Professor Michael Levitt ganhou o prêmio Nobel de química em 2013
Sugeriu que a decisão de manter as pessoas dentro de casa foi motivada por 'pânico'
O professor Levitt também disse que a modelagem de Neil Ferguson superestimou as mortes

O lockdown do coronavírus pode ter causado mais mortes do que ele salvou, afirmou um cientista laureado com o Nobel.
Michael Levitt, um professor da Universidade de Stanford que previu corretamente a escala inicial da pandemia, sugeriu que a decisão de manter as pessoas dentro de casa era motivada pelo "pânico" e não pela melhor ciência.
O professor Levitt também disse que a modelagem que levou o governo [britânico] ao lockdown - realizado pelo professor Neil Ferguson - superestimou o número de mortos em "10 ou 12 vezes".
Suas reivindicações ecoam as de um relatório do JP Morgan que disse que os lockdowns falharam em alterar o curso da pandemia, mas "destruíram milhões de meios de subsistência".
O autor Marko Kolanovic, físico treinado e estrategista do JP Morgan, disse que os governos foram assustados por "artigos científicos falhos" para impor bloqueios "ineficientes ou atrasados" e com pouco efeito.
Ele disse que a queda nas taxas de infecção desde que os bloqueios foram suspensos sugere que o vírus "provavelmente tem sua própria dinâmica", que não está relacionada a medidas de lockdown frequentemente inconsistentes.
A Dinamarca está entre os países que viram sua taxa de R0 continuar caindo após a reabertura de escolas e shoppings, enquanto a taxa da Alemanha permaneceu abaixo de 1,0 após a redução do bloqueio.
O professor Levitt disse ao The Telegraph : 'Acho que o lockdown não salvou vidas. Eu acho que pode ter custado vidas. Ele salvou algumas vidas de acidentes de trânsito, coisas assim, mas os danos sociais - abuso doméstico, divórcios, alcoolismo - foram extremos.
"E então você tem aqueles que não foram tratados por outras condições."
O professor Levitt, que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 2013 pelo 'desenvolvimento de modelos em várias escalas para sistemas químicos complexos', afirmou há dois meses que a maioria dos especialistas em previsões sobre o coronavírus está errada.
Ele também acredita que o governo deveria incentivar os britânicos a usar máscaras e encontrar outras maneiras de continuar trabalhando enquanto se distanciam socialmente.
A modelagem do professor Ferguson, por outro lado, estimou que até 500.000 mortes ocorreriam sem medidas de distanciamento social.
O professor Levitt acrescentou: 'Por razões que não estavam claras para mim, acho que os líderes entraram em pânico e as pessoas entraram em pânico. Houve uma enorme falta de discussão".
Com 73 anos, o ganhador do prêmio Nobel não é um epidemiologista, mas avaliou o surto na China no início da crise e fez previsões alternativas com base em seus próprios cálculos.
Embora o professor Levitt reconheça que os bloqueios podem ser eficazes, ele os descreve como "medievais" e acha que os epidemiologistas exageram suas alegações, de modo que as pessoas têm mais probabilidade de ouvi-las.
Seus comentários foram feitos quando outros cientistas que trabalhavam no mesmo campo também relataram que não podiam verificar o trabalho do professor Ferguson.
A pesquisa de cientistas concorrentes - cujos modelos produziram resultados muito diferentes - foi amplamente ignorada pelos consultores do governo [britânico].
David Richards, co-fundador da empresa britânica de tecnologia de dados WANdisco, disse que o modelo de Ferguson era uma "bagunça de buggy que se parece mais com uma tigela de macarrão de cabelo de anjo do que com uma peça de programação refinada". Richards disse: "Em nossa realidade comercial, demitiríamos alguém por desenvolver código como este e qualquer empresa que dependesse dele para produzir software para venda provavelmente faliria".
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo também encontraram bugs ao executar o modelo, obtendo resultados diferentes quando usavam máquinas diferentes, ou mesmo as mesmas máquinas em alguns casos.
A equipe relatou um "bug" no sistema que foi corrigido - mas os especialistas no campo continuam atordoados com a inadequação.
Quatro modeladores experientes observaram anteriormente que o código está "profundamente cheio de bugs", tem "enormes blocos de código - práticas ruins" e é "possivelmente o pior código de produção que eu já vi".
Após a previsão sombria do modelo, o professor Michael Thursfield da Universidade de Edimburgo criticou o registro do professor Ferguson como "irregular".
submitted by pajavu to coronabr [link] [comments]


2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

---------------------------

Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
---------------------------------------
[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
------------------------------
O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
-----------------------------
– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
------------------------------
Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
-------------------------
[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
-----------------------------
Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.03.30 21:57 AntonioMachado [2014] João Horta - A gestão (com lucro) da Seguradora

submitted by AntonioMachado to investigate_this [link] [comments]


2020.03.22 21:29 loslan FAKE NEWS (reportado p/ Revista EXAME e Jornal Estadao) - A renomada Universidade Stanford, nos EUA – teria mostrado que o uso associado da hidroxicloroquina e azitromicina teria sido capaz de curar pacientes com coronavírus.

Essa "estória" repercutida e reproduzida como se verdadeira, foi criada por um investidor em blockchain chamado James Todaro... Ah! Mais ainda, o Vale do Silício correu jundo. A WIRED que fornece acesso gratuito e ilimitado a histórias sobre a pandemia de coronavírus revela como um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita...
FONTES - LINKs: ao final do texto
"A CONVERSA SOBRE uma droga promissora para combater o Covid-19 começou, como costuma acontecer (mas na ciência não), no Twitter. Um investidor em blockchain chamado James Todaro twittou que um medicamento contra a malária de 85 anos chamado cloroquina era um tratamento potencial e preventivo contra a doença causada pelo novo coronavírus. Todaro vinculou a um documento do Google que ele havia escrito, explicando a idéia. Embora quase uma dúzia de medicamentos para o tratamento do coronavírus esteja em testes clínicos na China, apenas um - remdesivir, um antiviral que estava em testes contra o Ebola e o MERS do coronavírus - está em testes completos nos EUA. Nada foi aprovado pela Food and Drug Administration. Portanto, um medicamento promissor seria ótimo - e melhor ainda, a cloroquina não é nova. Seu uso remonta à Segunda Guerra Mundial e é derivado da casca da árvore chinchona, como o quinino, um antimalárico de séculos de idade. Isso significa que o medicamento agora é genérico e é relativamente barato. Os médicos entendem bem e podem prescrever o que quiserem, não apenas a malária. O tweet de Todaro recebeu milhares de curtidas. O mundo da engenharia / tecnologia pegou a ideia. O blog de leitura extensiva Stratechery vinculado ao documento do Todaro no Google; Ben Thompson, editor do blog, escreveu que estava "totalmente desqualificado para comentar", mas que as evidências anedóticas favoreciam a idéia. Ecoando o documento, Thompson escreveu que o documento foi escrito em consulta com a Stanford Medical School, a Universidade do Alabama na faculdade de medicina de Birmingham e os pesquisadores da Academia Nacional de Ciências - nada disso é exatamente verdade. (Mais sobre isso daqui a pouco.) Um dos co-autores de Todaro, um advogado chamado Gregory Rigano, foi à Fox News falar sobre o conceito. O CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, twittou sobre isso, citando um vídeo explicativo do YouTubede um médico que vem fazendo uma série de explicadores de coronavírus. Para ser justo, Musk não estava interessado na idéia de não ter mais dados, embora tenha escrito que havia recebido uma dose salva de vida de cloroquina para a malária. É a definição de "grande se verdadeiro". Parte da história do Covid-19, do coronavírus SARS-CoV-2, é que ela é nova . Os seres humanos não têm imunidade a isso. Não há vacina, nenhum medicamento aprovado para tratá-lo. Mas se um medicamento existia - se um medicamento barato e fácil pode evitar as piores complicações que requerem ventilação e às vezes fatais da infecção por coronavírus, ou talvez prevenir essa infecção em primeiro lugar, para que estamos isolando socialmente, como otários? Que se - como diz o ditado - está dando muito trabalho. A pandemia de Covid-19 está causando, razoavelmente, um surto mundial enquanto cientistas e formuladores de políticas correm para encontrar soluções, nem sempre com competência ou eficiência. É o tipo de coisa que irrita a mentalidade de engenheiro-disruptor. Certamente, esse deve ser um problema facilmente resolvido, que é principalmente culpa da burocracia, da regulamentação e de pessoas que não entendem a ciência. E talvez as duas primeiras coisas sejam verdadeiras. A terceira coisa, porém, é onde os riscos se escondem. O Vale do Silício homenageia pessoas que correm em direção a soluções e ignoram problemas; a ciência é projetada para encontrar soluções, identificando esses problemas. As duas abordagens geralmente são incompatíveis . O que aconteceu aqui, especificamente, é que Rigano procurou Todaro. O tweet de Todaro identificou Rigano como afiliado à Johns Hopkins; O perfil de Rigano no LinkedIn diz que ele está de licença de um programa de mestrado em bioinformática e foi consultor de um programa em Stanford chamado SPARK, que faz a descoberta de medicamentos translacionais - encontrando novos usos e pedidos de medicamentos aprovados. "Eu tenho uma experiência muito única na encruzilhada do direito e da ciência", diz Rigano. "Trabalho com grandes empresas farmacêuticas, universidades, biotecnologias e organizações sem fins lucrativos no desenvolvimento de medicamentos e produtos médicos". Ele diz que esses contatos o informaram sobre o uso de cloroquina contra o Covid-19 na China e na Coréia do Sul, então ele começou a ler sobre ele. (Johns Hopkins não retornou uma solicitação de comentário; um porta-voz dos e-mails da Stanford Medical School: “A Stanford Medicine, incluindo a SPARK, não esteve envolvida na criação do documento do Google, e solicitamos que o autor remova todas as referências a Além disso, Gregory Rigano não é consultor da Faculdade de Medicina de Stanford e ninguém em Stanford esteve envolvido no estudo. ”) Acontece que as pessoas lançam cloroquina como antiviral há anos. No início dos anos 90, os pesquisadores o propuseram como um complemento aos medicamentos inibidores da protease precoce para ajudar a tratar o HIV / AIDS. Uma equipe liderada por Stuart Nichol, chefe da Unidade de Patógenos Especiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, publicou um artigo em 2005 dizendo que a droga era eficaz contra células primatas infectadas com SARS, o primeiro grande coronavírus respiratório a afetar seres humanos. É um teste in vitro, não animais vivos - apenas células. Nichol não respondeu a um pedido de comentário, mas um porta-voz do CDC enviou um e-mail: “O CDC está ciente de relatos de vários medicamentos sendo administrados para tratamento ou profilaxia para o COVID-19, incluindo aqueles que demonstram atividade in vitro contra o SARS-CoV- 2. Neste momento, é importante garantir que dados clínicos robustos, coletados em ensaios clínicos, sejam obtidos rapidamente, a fim de tomar decisões clínicas informadas sobre o manejo de pacientes com COVID-19. ” Em uma conferência de imprensa da Organização Mundial da Saúde em fevereiro, um repórter do grupo de verificação de fatos Africa Check perguntou se a cloroquina era uma opção. Janet Diaz, chefe de atendimento clínico do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde, respondeu que a OMS estava priorizando alguns outros medicamentos nos testes junto com o remdesivir e reconheceu que os pesquisadores chineses estavam trabalhando ainda mais. "Para a cloroquina, não há provas de que este seja um tratamento eficaz no momento", disse Diaz. "Recomendamos que a terapêutica seja testada em ensaios clínicos eticamente aprovados para mostrar eficácia e segurança". A cloroquina e uma versão alternativa chamada hidroxicloroquina parecem funcionar contra vírus, inibindo um processo chamado glicosilação, uma transformação química das proteínas na camada externa do vírus que faz parte do processo de infecção. Pesquisadores chineses iniciaram talvez meia dúzia de ensaios randomizados das duas versões em humanos e obtiveram pelo menos alguns dados iniciais promissores. Com esses dados em mente, um pesquisador francês de doenças infecciosas chamado Didier Raoult publicou uma rápida revisão dos estudos in vitro existentes de cloroquina e hidroxicloroquina e (junto com alguns outros pesquisadores ) recomendou não apenas aumentar a pesquisa em humanos, mas também começar a usar os medicamentos clinicamente. (Raoult não retornou um pedido de comentário, mas um publicitário do hospital em que trabalha enviou um link para um vídeo no qual Raoult apresenta dados que ele diz mostrar eficácia em um pequeno grupo de humanos reais. Esses dados não foram publicados ou revisado por pares.) Exceto pelo vídeo, que ainda não havia sido lançado, Rigano montou tudo isso e entrou em contato com Todaro. "Essencialmente, escrevi a publicação com base em minha interface com vários pesquisadores de Stanford e outros, e desenvolvemos esse corpo de evidências e ciência hardcore", diz Rigano. “James, Dr. Todaro, estava fazendo o melhor trabalho, pensei, em qualquer pessoa da mídia, qualquer médico, qualquer agência de notícias, qualquer pessoa no Twitter, ao cobrir o coronavírus. Eu acompanho sua pesquisa em outros itens, como computação descentralizada, há vários anos. ” Todaro, que obteve um MD da Columbia e agora é um investidor de bitcoin, estava interessado o suficiente para colaborar no documento. "Eu adicionei coisas que pertenciam mais ao lado médico das coisas e dei uma sensação mais clínica, acho", diz Todaro. “Algo que a Big Pharma não vai gostar - está amplamente disponível, é bem barato e é algo que pelo menos um milhão de pessoas já está participando. Na verdade, existem muitos aspectos de algo que podem ser lançados rapidamente se os dados clínicos corretos estiverem disponíveis. ” Todaro e Rigano juntos começaram a conversar com Raoult sobre o pequeno estudo que ele estava preparando, e também chamaram um bioquímico aposentado chamado Tom Broker. Ele foi originalmente listado como o primeiro autor do documento do Google, seu nome seguido por "(Stanford)". Foi aí que Broker obteve seu doutorado, em 1972, mas Broker está há anos na Universidade do Alabama, em Birmingham. Sua área de pesquisa é o adenovírus e o papilomavírus humano, que têm DNA como material genético, em oposição ao RNA dentro dos coronavírus. Eles são bem diferentes. Broker diz que não estava envolvido na produção do documento do Google e nunca defenderia o uso de um medicamento sem testes formais. Todaro e Rigano, desde então, removeram o nome dele, a pedido de Broker. “Eu não contribuí, escrevi qualquer parte ou tive conhecimento deste documento do google.com.br. Nunca conduzi pesquisas sobre patógenos do vírus RNA. Não tenho credenciais ou autoridade profissional para sugerir ou recomendar ensaios ou práticas clínicas ”, escreveu Broker em um email. “Aparentemente, fui inserido como autor 'gratuito', uma prática que sempre evitei em meus 53 anos de carreira. Além disso, nunca envolvi nenhuma parte das mídias sociais, privada ou profissionalmente. Todas as minhas publicações científicas são processadas por meio de revisão por pares. Sugiro que você se comunique com um dos autores reais. Questionado sobre a declaração de Broker, Todaro diz que Broker simplesmente não queria se envolver com a atenção que a idéia e o documento estavam recebendo. “Eu não conheço pessoalmente Tom Broker. Minha correspondência foi com o Sr. Rigano ”, diz Todaro. "Quando começamos a receber informações da imprensa, minha impressão foi que o Sr. Broker ficou muito impressionado com isso". Rigano diz que também foi sua impressão. "Dr. Broker é um cientista da mais alta ordem. Ele não está acostumado a esse tipo de atenção da mídia, então nós meio que precisamos continuar sem ele aqui ”, diz Rigano. "Ele não está pronto para a mídia, se tornando uma celebridade." O documento de cloroquina que Todaro e Rigano escreveram espalhou quase - desculpe por isso - viralmente. Mas mesmo que algumas pessoas estejam dizendo que esse é um tratamento, ele ainda não foi submetido a um estudo de controle randomizado em larga escala, o padrão ouro para avaliar se uma intervenção médica como uma droga realmente funciona. Até que isso aconteça, a maioria dos médicos e pesquisadores diria que a cloroquina não pode ser nenhum tipo de bala mágica. “Muitos medicamentos, incluindo cloroquina ou hidroxicloroquina, trabalham nas células do laboratório contra os coronavírus. Foi demonstrado que poucos medicamentos funcionam em um modelo animal ”, diz Matthew Frieman, microbiologista que estuda terapêutica contra os coronavírus na Universidade de Maryland. O que acontece se você colocar os medicamentos em animais? Ninguém sabe ainda. Provavelmente nada de ruim, porque eles são usados há décadas. A ação da cloraquina, diz Frieman, “é conhecida há algum tempo por outros coronavírus, mas nunca se desenvolveu como terapêutica testada em humanos. Há razões para acreditar que isso vai mudar agora, junto com outras terapêuticas que têm eficácia no laboratório. ” Isso ocorre porque o novo coronavírus está incentivando a pesquisa a retomar praticamente qualquer coisa que já tenha mostrado algum efeito sobre os coronavírus, e algumas novas idéias também. Rigano diz que ele e Todaro estão agora realizando seus próprios ensaios clínicos, embora não esteja claro como eles pretendem coletar ou apresentar os dados. Eles esperam que os médicos se inscrevam como sujeitos e depois prescrevam a hidroxicloroquina para si mesmos enquanto tratam pacientes com Covid-19. Quando perguntado sobre o que seria o grupo de controle - médicos que pareciam pacientes que não tomaram o remédio, talvez? --Igano teve algumas idéias. “Você pode usar controles históricos, a taxa de médicos infectados que não usavam hidroxicloroquina regularmente. E se existem médicos que gostariam de participar do estudo que gostariam de não tomar hidroxicloroquina, eles também seriam excelentes controles ”, diz Rigano. “Ético, não queremos que ninguém contrate esse vírus. É realmente um design maravilhoso. ” Rigano diz que está conversando com a equipe de quatro hospitais australianos sobre a realização de um estudo maior e randomizado, depois de um com médicos voluntários. Rigano e Todaro sabem que um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita. Mas eles dizem que não há tempo a perder, que a pandemia está se movendo rápido demais para a ciência tradicional. "Isso levaria meses", diz Todaro. "Eu odiaria apostar em coisas que encontraríamos em meses ou em uma vacina que sai em meados do final de 2021". Eles não são os únicos com essas preocupações, é claro. O modelo mais recente do progresso do Covid-19 do Imperial College London apresenta o pior cenário de pior caso que envolve milhões de mortes, ou distanciamento e proteção social em todo o planeta por mais de um ano. A distância social pode dar aos hospitais uma chance melhor de acomodar e tratar os doentes, mas, com menos força, a doença simplesmente volta. As únicas coisas que mudariam esses resultados são vacinas ou medicamentos." Fonte: WIRED é onde o amanhã é realizado. É a fonte essencial de informações e idéias que fazem sentido para um mundo em constante transformação. - WIRED MAGAZINE LINKs: https://exame.abril.com.bciencia/o-que-e-a-cloroquina-remedio-promissor-contra-o-novo-coronavirus/ https://saude.estadao.com.bnoticias/geral,droga-usada-para-malaria-tem-resultado-positivo-contra-coronavirus,70003240466
submitted by loslan to coronabr [link] [comments]


2020.01.13 12:30 AntonioMachado [2012] Oliver James - Como desenvolver a inteligência emocional

submitted by AntonioMachado to investigate_this [link] [comments]


2019.12.26 13:40 shinney Maxxis MudTrepador (O verdadeiro) 38,5×12,5 R16 O Trepador mais INSANO que você … http://bit.ly/2ESP5mD

Maxxis MudTrepador (O verdadeiro) 38,5×12,5 R16 O Trepador mais INSANO que você … https://t.co/Ibh39J3wcs
— 24fun (@24funme) December 26, 2019
from Twitter via IFTTT
submitted by shinney to 24fun [link] [comments]


2019.09.07 14:25 TaoQingHsu Capítulo 9: Retornar para a raiz e entender o Dao

(Capítulo 9) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 9: Retornar para a raiz e entender o DaoO Buda disse: ”Ouvindo e gostando extensamente do Dao, o Tao é certamente difícil de ser entendido; obedecendo a nossa própria aspiração e mantendo o Dao, esse Dao é muito grandioso ”.
Dao é Tao, que é transliterado do caráter chinês; seu significado original é caminho, caminho e caminho. Então, o significado de Dao é estendido mais amplamente e seu significado se tornou mais amplo com a mudança no tempo e no espaço, como falar, dizer, método, lei, doutrina, moralidade, habilidade, capacidade e o sistema de pensamento da religião ou Educação. O sistema de pensamento da religião ou educação inclui os significados acima mencionados.
Na história, na época da guerra na China, os letrados, os acadêmicos, intelectuais e alguns deles em reclusão, eles gostavam de estudar e falar sobre o Tao, e alguns deles colocavam o que haviam estudado sobre o Tao. em prática. Então, eles concluíram os conceitos e criaram seu próprio grupo para ensinar seus discípulos. Tal situação também aconteceu na antiga Índia, no tempo do Buda Siddhartha. Nos tempos modernos, especialmente nos últimos 300 anos, também existem diferentes conceitos ou dogmas sendo criados.
Muitos conceitos ou dogmas são criados desde os tempos antigos até os tempos modernos. Mas isso não significa que os conceitos em si sejam certos ou errados. O problema é como ele é aplicado corretamente por humanos e para beneficiar outros. Então, qualquer conceito ou dogma é algum tipo de Dao. Mas, na maioria das vezes, achamos que Dao é magro em relação ao conceito positivo que poderia beneficiar as pessoas e fazer as pessoas viverem uma boa vida, inclusive nas áreas materiais e mentais.
Qualquer conceito ou doutrina em si tem suas próprias vantagens e desvantagens. Mas como delimitamos isso? Em qualquer conceito ou doutrina, alguma vantagem pode ser uma desvantagem para os outros. E, alguma desvantagem que está sendo pensada pode ser uma vantagem para os outros. Ou seja, a vantagem que você pensou ou a doutrina é vantagem para você pode ser a desvantagem para nós.
Há mais de cem teorias, conceitos, princípios, dogmas ou doutrinas na China antiga, muito menos na Índia, na Europa ou em outro lugar. Aqueles mencionados acima são algum tipo de Dao. Mesmo que uma pessoa que tenha o espírito de aprender motivação e tenha aprendido muito conhecimento, honestamente, é quase impossível para ele compreender o todo, muito menos alguns conceitos podem nunca ser ouvidos ou vistos pelas pessoas, como essa escritura. Ter o conhecimento de Dao é uma coisa; colocar o conhecimento de Dao em prática é outro.
No capítulo 2, o Buda definiu o Tao para seus discípulos.O Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o princípio profundo do Buda, percebem a lei do não fazer, nada está sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora, não prenda o Tao no coração, nem colete o carma, não tenha pensamentos, não faça, não seja praticante, não seja provado, não experimente o níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. ”
Tal Dao também é adequado para todas as pessoas. Mas é difícil para a maioria das pessoas entender, quanto mais praticar. Para a maioria das pessoas, eles acham que tal Dao não é útil para a vida deles. Mas, se você pudesse entendê-lo profundamente, você poderia achar que é muito útil para a nossa vida, mesmo que não sejamos discípulos de Buda. Se você está interessado no conteúdo do capítulo 2 que eu havia explicado, você pode encontrar aqui (Capítulo 2) Uma Breve Conversação sobre as Escrituras de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda. “Ouvindo e gostando muito do Dao, o Dao é certamente difícil de ser entendido. “Aqui, o primeiro Dao significa muita doutrina. O segundo Dao significa o Dao que é explicado por Buda. Isso também significa que não nos ajudaria a nos especializar na verdade, se ouvirmos e gostarmos muito de muita doutrina. Mas acho que isso nos ajudaria a abrir nossa mente e aumentar nosso conhecimento. E também nos ajuda a julgar e escolher que tipo de doutrina é adequada para nós.
Todos os ensinamentos de Buda incluem a filosofia, psicologia, ética, medicina, sociologia, economia, ciência, física e política. Se envolvêssemos amplamente esse conhecimento e tivéssemos o conceito fundamental do budismo, descobriríamos isso. É claro que o budismo não é classificado naqueles acadêmicos respectivamente. O budismo não é usado para pesquisar em qualquer acadêmico, mas para pesquisar para o nosso coração interior e praticá-lo em nossa vida real. Então, descobriríamos que a verdade está em nosso coração, não de qualquer pesquisa acadêmica e também de nenhum Espírito supremo externo. Essa é a verdade que o Buda quer que saibamos. Quando somos falta de conhecimento e, portanto, somos ignorantes, somos fáceis de ser limitados e ligados a uma doutrina, especialmente aquelas pessoas que são pobres e são oprimidas pela pressão da vida. Para eles, o Dao explicado por Buda é quase inútil.
Na história, infelizmente, há sempre pessoas para usar a doutrina o que eles acham que é certo, para usá-la como sua fé, e usar o poder militar ou os outros meios para forçar outras pessoas a obedecer a sua doutrina. O pior é que eles restringem a outra doutrina a ser transmitida e oprimir ou matar as pessoas que praticam essas doutrinas. A partir da história, podemos descobrir que o budismo no começo é aceito por aquelas pessoas que são mais instruídas, possuem mais conhecimento e estão em status elevado, como o imperador ou o primeiro ministro. As pessoas comuns mal têm a chance de ouvir ou ler A Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda, exceto por ser um monge ou freira budista. A maioria das pessoas sabe rezar para que o Buda as abençoe para ter uma vida boa e pacífica. Mas, eles não sabem, ter uma vida boa e pacífica é baseada no que eles fazem em compaixão e sabedoria, e em conhecimento. É por isso que o budismo foi considerado uma fé cega. Felizmente, essas pessoas nobres protegem o budismo.
Então, o Buda disse: “Ouvindo e gostando extensamente do Tao, o Tao é certamente difícil de ser entendido”. Em uma palavra, isso significa que poderíamos entender a verdade somente quando percebemos profundamente o Tao e o colocamos em prática intensamente.
O Buda disse: “Obedecendo à nossa própria aspiração e mantendo o Tao, esse Tao é muito grandioso”. Mesmo que essas palavras sejam ditas aos discípulos de Buda, também é bom para nós. Podemos estar curiosos sobre qual é a aspiração dos discípulos de Buda e por que Buda disse isso.
Na contemplação profunda sob a árvore Bodhi, Buda percebeu que existem três tipos de seres sencientes sobre sua raiz de sabedoria. Ele os classificou como raiz superior, raiz intermediária e raiz inferior em sabedoria. Por que é chamado a raiz da sabedoria? A raiz da sabedoria poderia dar os frutos de Buda. E ele também usou o contêiner como uma metáfora para descrever como o grau é que os seres sencientes poderiam aceitar o ensinamento de Buda, e como o grau é que eles poderiam alcançar o objetivo. Ele também classificou-o como grande contêiner, meio contêiner e pequeno contêiner.
Se as pessoas são comparadas e descritas como o grande recipiente, isso significa que essas pessoas poderiam aceitar a profunda doutrina dita por Buda. Pelo contrário, se as pessoas são comparadas e descritas como o pequeno recipiente, isso significa que essas pessoas não poderiam aceitar a doutrina profunda e só poderiam aceitar a doutrina simplista.
Então, nós conectamos a palavra "raiz" e "recipiente" para ser "recipiente-raiz". Podemos explicar como o container pode armazenar a raiz; o grande recipiente poderia conter a raiz grande; o pequeno recipiente só poderia conter a pequena raiz da sabedoria. O Buda então classificou os seres sencientes como grandes recipientes de raiz, o que significa que possui a grande sabedoria; meio recipiente raiz, o que significa que ele tem a sabedoria intermediária; e pequeno recipiente de raiz, o que significa que só tem pouca sabedoria.
Não importa se a sabedoria é grande ou pequena, ela não está relacionada à experiência acadêmica, status social, idade, QI e analfabetismo. Então, é muito importante desistir do preconceito e da restrição vinda de qualquer conceito.
Aqueles que estão nos pobres não têm chance de aceitar o ensinamento de Buda. você sabe quantos eles estão no mundo? Eles são mais da metade da população do mundo. Então, se você já leu A Escritura de Quarenta e Dois Capítulos dita por Buda, você é realmente sortudo e feliz. Por quê? Primeiro, você pode estar na riqueza para poder usar o smartphone ou o computador para ler este capítulo. Segundo, você pode ser saudável para ter energia para ler este capítulo. Terceiro, você tem tempo e cérebro para estudar este capítulo. Ser pensamento positivo é sempre bom para a vida.
Agora, voltamos à questão sobre qual é a aspiração dos discípulos de Buda. Você sabe quantos discípulos existem? De acordo com os registros da história, existem 2500 discípulos para seguir o Buda. Como mencionamos acima, os discípulos de Buda são classificados como grande recipiente de raiz, recipiente de raiz média e recipiente de raiz pequeno.
Então, de acordo com a diferença do contêiner da raiz, o que Buda ensinou a eles também é diferente. Há um ditado, "Ensinar de acordo com a aptidão do estudante". O ensinamento de Buda é muito esclarecido, isto é, Q & A, e há muito “por que” ou “por que a causa e condição é” vindo da investigação dos discípulos. Se você já leu alguma escritura no budismo, você a encontraria.
É claro que, de acordo com a diferença do contêiner-raiz, existe uma questão profunda ou superficial, de modo que suas aspirações são diferentes. Então, qual é a diferença de suas aspirações?
Aqueles que são pequenos recipientes de raiz podem entender pouco o que Buda ensinou, mas, pelo menos, poderiam ser cuidadosos para não cometer erros, apenas pedir para não ir para o inferno, e desejar que depois de morrer, seja melhor ter a chance de ir para o céu ou a terra pura criada pelo Buda Amitabha. Lá, eles ainda têm a chance de aceitar o ensinamento de Buda e aprender o Buda.
Aqueles que são intermediários podem não perceber o verdadeiro Dao dito por Buda, podem ser iluminados um pouco e colocá-lo em prática na vida às vezes, mas não completamente. Eles também obedecem aos preceitos e ainda fazem o bem, para salvar os seres sencientes para libertar-se do sofrimento.
Eles também poderiam ensinar e explicar o que Buda ensinou, mas, de acordo com as palavras, explicar o significado, não a partir de sua prática real e também de sua iluminação pessoal. Mesmo assim, eles desejaram se tornar Buda na vida futura e ir para a terra pura criada por Buda após a morte deles.
Aqueles que são grandes contêineres-raiz poderiam realizar o verdadeiro Dao dito por Buda, poderiam ser iluminados e colocados em prática na vida real. Eles poderiam ensinar e explicar o que o Buda ensinou com base em sua prática real e em sua iluminação pessoal. O que eles ensinaram é muito vivo e não se limita às palavras. Além disso, é muito possível que eles alcancem o estado de Buda, para se tornarem Buda, na vida presente. Eles criariam a terra pura no coração por si mesmos. Para onde ir depois de morrer? Apenas esteja lá.
Esses três tipos de pessoas têm uma base comum, isto é, suas mentes foram inspiradas por Buda e assim desejaram alcançar o estado de Buda, para se tornarem Buda, no futuro. Esta é a primeira e muito importante aspiração que foi obedecida. Com base nisso, eles poderiam aprender o Buda e aceitar o que o Buda havia ensinado e, assim, manter o Tao. Manter o Dao para se tornar Buda é o seu objetivo final. Por que é muito grandioso? Toda a lei de Buda é completamente entendida e alcançada, e toda a virtude é solene, depois de se tornar Buda. É por isso que tal Dao é muito grandioso para eles.
Então, podemos ter uma pergunta. Qual é a lei de Buda? Em geral, a lei búdica inclui o todo, o positivo e o negativo, e se é positivo ou negativo, julgado pela consciência subjetiva humana. Mas, no conceito da lei de Buda, as coisas delimitadas às vezes podem ser quebradas, porque o fato pode não ser o que vimos e o que pensamos. Além disso, se pudermos aplicar corretamente a lei búdica com nossa sabedoria em nossa vida, ela poderá tornar nossa vida viva e viver bem. Mas, se não pudéssemos aplicar a lei búdica corretamente, poderíamos "morrer" na lei de Buda, o que significa nenhuma elasticidade e nenhuma criação em nossa vida.
Então, nós entendemos que, se tal Dao é muito grandioso ou não, não está preocupado com os outros, também não preocupado com você e eu, mas preocupado com a pessoa que desejou atingir o estado de Buda, para se tornar Buda.
Como mencionado anteriormente, Buda é um substantivo substantivo dado pelas pessoas. Significa um estado de vazio e não-vazio, que inclui a paz, a sabedoria, a compaixão e a alma da bondade. Inglês: (Chapter 9) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/capitulo-9-uma-breve-conversa-sobre.html
submitted by TaoQingHsu to u/TaoQingHsu [link] [comments]


2019.09.06 18:41 TaoQingHsu Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo

(Capítulo 2) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda
Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 d.C.): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 2: Cortando o desejo e não exigindo
O Buda disse: "Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam os desejos, removem o amor, reconhecem a fonte do seu próprio coração, alcançam o profundo princípio do Buda, percebem a lei do não fazer, Não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer, não praticar, não provar, não experimentar o Níveis sucessivos, mas atingem o estado mais alto de todos, são chamados de Tao. "
Então agora, o Buda explicou o que Dao significa. Eu tenho que explicar o significado original de "Dao" em cada capítulo, porque a maioria das pessoas lê apenas um ou dois dos quarenta e dois capítulos. Demora muito tempo para ler ou compreender todos os capítulos. Você pode encontrar o significado amplo de “Dao” na introdução desta Escritura. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. É o significado original é caminho, caminho, estrada. Agora, o que o Buda explicou sobre Dao é um dos significados amplos e amplos. Poderíamos dizer que a definição de Dao dessa Escritura vem do Buda. Aceitar ou não é a sua escolha.
No passado, o significado de Dao me confunde muito. Finalmente, descobri que pode ser dado um significado diferente em situações diferentes. Então, não fique preso a um significado.
De fato, qual o significado de Dao neste capítulo é o Zen. O que é zen? Isto é. O Zen também confunde muitas pessoas. Eles não entendem o que é o zen. Quando ainda não entendi o que é aprender Buda. Eu também estou confuso com o Zen. "Zen" também é transliterado da palavra chinesa. Não é fácil ser compreendido pelo público. Aqueles que conseguiram compreender o Zen e colocá-lo em prática estão quase perto do grau de Buda. "Buda" é um nome dado pelas pessoas e não é mito. O significado de "Buda" é um estado. O dito significado de Dao neste capítulo é um dos estados de “Buda”. Há também muitos nomes diferentes que poderiam ser em vez da palavra "Buda". E esses nomes têm significados diferentes, respectivamente. Alguns deles também significam os diferentes estados de "Buda".
Então, podemos ter uma pergunta. Há apenas um "Buda" no mundo? Não. Existe apenas um "Doctor" no mundo? Não. Então, saberíamos que há muito Buda no mundo. O mundo inclui o espaço e o tempo. Em relação ao espaço, inclui os outros sistemas e planetas solares. Em relação ao tempo, inclui o passado, o futuro e o presente. Em geral, Buda existe em cada espaço e tempo. O número de Buda é imensurável. De fato, o que conhecemos em nosso mundo é muito limitado. Que o que não podemos ver ou o que não podemos ouvir não significa que não existe, como a luz ultravioleta. Há muitos objetos invisíveis ou voz não ouvida no mundo. Não importa que seja "objeto ou voz da virtude" ou "objeto ou voz maligna", não poderíamos provar que eles não existem. Da Escritura do Budismo, podemos encontrar isso. É pena que a maioria das pessoas nunca conheça ou leia a Escritura do Budismo. Embora conheçam ou leiam a escritura do budismo, não poderiam compreender o ensinamento de Buda, como o que foi dito anteriormente.
No mundo, existem 99,99% de pessoas que buscam o que as coisas existem e querem ter algo em mãos, como boa formação acadêmica, bom título ou carreira, fama, poder, muito dinheiro, amor, cônjuge ou filhos, e assim por diante. Ninguém quer ser Buda, porque Buda parece sempre nos ensinar a desistir daquilo a que nos apegamos. No entanto, você já pensou que o que foi mencionado acima tenha pertencido ao Siddhartha, antes de ele deixar sua família. E por que seu ensino poderia ser apoiado proativamente por pessoas por mais de dois mil anos, depois que ele tivesse iluminado e atingido o estado de Buda. Vale a pena pensar e entender seu significado, se você estiver interessado.
O Buda disse: “Aqueles que saem da família, tornam-se os Sramana, cortam o desejo, removem o amor, reconhecem a fonte de seu próprio coração.” O significado de desejo e amor nesta escritura é mais estreito como mencionado no primeiro capítulo. Isso significa que as pessoas romanticamente gostam de alguém ou são sexualmente atraídas. Se as pessoas se apegam a esse desejo e amor, seu pensamento, mente e coração são limitados. Isso também significa que as pessoas seriam ligadas ao pouco desejo e amor, e muitos problemas e aflições seriam assim causados.
Somente quando as pessoas cortam esse pequeno desejo e removem o pouco amor, é possível que permaneçam permanentemente no estado sem desejo e sem amor, e experimentem o estado sem problemas e sem aflição. A mente e o coração estariam na clareza e na paz. Por quê? Em nosso exterior, qualquer objeto ou situação não causaria nossa atenção ou apego. Em nosso interior, já que não há apego, nenhum problema ou aflição não mais ocorreria.
E então, o grande desejo e o grande amor seriam assim surgidos, isto é, para atingir o estado de Buda e salvar todos os seres sencientes. Então, você pode achar que parece abandonar algo, mas, ao mesmo tempo, parece possuir algo diferente. Podemos chamá-lo de transformação ou sublimação.
Em segundo lugar, cortar o desejo e remover o amor nos ajudaria a reconhecer a fonte do nosso próprio coração. Como mencionado acima, nós permaneceríamos no estado sem desejo e sem amor. Mantendo esse estado continuamente, seria possível reconhecermos a fonte de nosso próprio coração, isto é, o Vazio. O coração no estado de vazio é como o universo que inclui o todo. É também como o mar que pode conter todos os seres. Então, o limite do coração é ilimitado.
“Alcançar o princípio profundo do Buda, perceber a lei do não fazer, não ter nada sendo ganho por dentro, não ter nada sendo exigido do lado de fora, não prender o Tao no coração, nem coletar o karma, não ter pensamentos, não ter fazer, são não praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o próprio estado mais elevado de todos ”Você descobriu que tal conceito parece violar nosso conhecimento e o que aprendemos na escola e na sociedade. Então, se usarmos o conhecimento ou a lógica do passado, o que aprendemos da escola e da sociedade para ler este capítulo, não poderíamos entender o significado como foi dito por Buda. A maioria das pessoas não conseguia entender o significado como dito por Buda, eles até mesmo entendem errado.
Nós podemos ter uma pergunta. Se não há pensamento nem fazer, por que o Buda Siddhartha ensinou e falou sobre a lei de Buda por quarenta e nove anos, e o que ele havia pensado e o que havia feito durante esse tempo? Podemos achar que ele pensou e fez muito, incluindo este capítulo.
No passado, algumas pessoas aprenderam sobre não pensar e não fazer, e caíram no silêncio da morte, no corpo físico e mental. Eles não entenderam que o significado dito por Buda é apenas um estado de aprendizado de Buda. Quando a maioria das pessoas já ouviu o não-pensamento, o não fazer e o Vazio, elas não sabem o que fazer, porque não entendem o profundo princípio de Buda. Qual é o profundo princípio de Buda? Em uma palavra, Vazio e Existência são um. Ou, o vazio e o não-vazio são um. Quando experimentamos e nos mantemos no estado de não pensar e não fazer, podemos perceber que qualquer pensamento e qualquer ato são feitos a partir do não-pensamento e não-fazer. Isto é, qualquer situação ou qualquer assunto ou qualquer existência é ocorrida a partir do Vazio e, finalmente, eles retornariam ao Vazio.
Sentar-se para a meditação é uma forma de experimentar o não pensar e o não fazer. Neste momento, é possível entrar em contato e reconhecer o verdadeiro eu. Então, nós também reconheceríamos que nosso pensamento e nossa ação não seriam mais restringidos pelo valor mundano ou pela consciência. Neste momento, é possível para o nosso corpo mental experimentar a verdadeira liberdade. Por quê? O valor mundano, visão ou consciência é definido pelo humano. Todos eles estão ligados ao humano, situação, matéria ou fenômeno. Essas coisas não são permanentes, porque são causadas por causas e condições internas e externas. Uma vez que qualquer causa ou condição tenha desaparecido, qualquer valor, visão ou consciência mundana não seria estabelecida e também desapareceria. É por isso que o Buda disse que todo fenômeno é como a ilusão. Se nos apegamos a tal ilusão, somos como na escuridão e não temos a sabedoria.
“Não ter nada sendo ganho por dentro, não tem nada sendo exigido do lado de fora” Isso significa que não devemos nos apegar a nada do nosso interior ou exterior. A razão é exatamente como o supracitado.
“Não apertar o Tao de coração, nem coletar o carma, não ter pensamentos, não fazer nada.” Mesmo o Tao como o que havia dito neste capítulo, não devemos nos apegar a ele. O Buda disse que, não importa a lei de Buda ou o Tao como mencionado, que é como um barco a ser usado para atravessar o rio do sofrimento. Quando chegarmos à margem de libertação e liberdade, o barco não será mais necessário. No vazio do coração, não há Dao. Mas o Dao também existe lá. Por quê? Quando precisamos, fazemos uso disso. Quando não precisamos, nós o colocamos abaixo. É por isso que não apertar o Tao no coração.
"Nem coletar o carma" O karma significa que a ação de uma pessoa pode influenciar a vida presente e a vida futura. O carma inclui o carma da virtude e o carma maligno. A maioria das pessoas conhece o mau carma. Apenas poucas pessoas conhecem o karma da virtude. Tal como se tornar um Sramana e colocar o Dao em prática, ele é visto como o karma da virtude. Fazer as coisas boas e ajudar os outros também é visto como o karma da virtude. Por que não coletar o karma? Aqui, isso significa a virtude karma. É lembrar ao Sramana não se ligar ao karma da virtude. Porque, mesmo que uma pessoa faça as coisas boas e se apegue a ela, isso também causaria o problema no coração, e se tornaria o obstáculo para a prática do Tao. Em outras palavras, não coletar o karma significa não coletar o problema.
"Não tenha pensamentos, não faça" Como já mencionamos acima, com base no não-pensamento e não-fazer, entendendo a ilusão do fenômeno surgido de causas e condições, quando deixamos a meditação de sentar, qualquer pensamento correto é capaz de acontecer, e poderíamos fazer qualquer coisa certa, para beneficiar os outros e a nós mesmos. Mesmo assim, lembre-se do que o Buda dissera para não coletar o karma. Depois de termos feito alguma coisa boa, vamos esquecer e esquecer.
“Não são praticantes, não são provadores, não experimentam os níveis sucessivos, mas alcançam o mais elevado estado de todos”. Isso não significa que não precisamos praticar o Tao ou prová-lo. Isso significa que ainda temos que praticar o Dao, antes de estarmos no estado de não praticar e não provar. Como escalar a montanha, temos que caminhar para o destino passo a passo. Quando chegamos ao destino ou estamos no topo da montanha, é a melhor prova. Isso significa que não precisamos praticar mais quando já praticamos o Dao completamente. No sentido profundo, quando reconhecemos a fonte do coração, o Vazio e percebemos a lei do não-fazer, não ganhamos nada por dentro e nada é exigido do lado de fora, o que devemos praticar? O que devemos provar? Nada poderia ser prática e nada poderia ser provado. Praticar e provar é supérfluo em si mesmo.
Como mencionado no primeiro capítulo, mencionou os níveis sucessivos do estado de praticar. O Sramana é o nível mais alto. O Arhat é menor que o Sramana. No primeiro capítulo, mencionou que Arhat tem que seguir os 250 preceitos. Mas podemos descobrir que não há preceitos que devam ser obedecidos pelo Sramana. Por quê? A resposta pode ser encontrada no conteúdo mencionado acima.
“O Sramana não experimenta os níveis sucessivos, mas alcança o próprio estado mais sublime de todos.” O Sramana já provou seu fruto do Dao pelo modo silencioso e disforme. Se uma pessoa já esteve no topo da bem-aventurança e da liberdade, não é necessário que ele prove que nível de bem-aventurança e liberdade ele é. Como já temos muita fortuna, precisamos provar quantas riquezas somos? Não é necessário, porque o fato está aí.
Mesmo que não sejamos monge budista ou Sramana, isso não significa que não pudéssemos ou não pudéssemos colocar o Tao como dito em prática. O exterior do monge budista e do não-monge budista pode ser diferente. Mas o coração e a mente deles com a prática do Tao não são diferentes. Nos tempos modernos, as fêmeas não devem ser excluídas. O gênero não seria o impedimento de praticar o Dao e provar o Tao. Inglês: (Chapter 2)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/capitulo-2-uma-breve-conversa-sobre.html
submitted by TaoQingHsu to u/TaoQingHsu [link] [comments]


2019.09.06 18:36 TaoQingHsu (Capítulo 1) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 1: Saia da família e prove a fruta do Dao
O Buda disse: “Aqueles que se despedem de seus familiares, saem da família, reconhecem o coração, alcançam a raiz de dentro, entendem a lei do não fazer, são chamados de Sramana. Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão na limpeza e purificação enquanto vão e param, e fazem a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats. Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra. O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos ascendem acima do décimo nono céu, onde provam os Arhats. O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez. O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, após sete mortes e sete nascimentos. Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados ​​novamente. ”
Sramana, Arhat, Anāgāmi, Sakridāgāmi e Srotāpanna são todos em sânscrito. Eles são separadamente significados ao grau diferente relacionado a praticar o Dao. Tais nomes são todos diferenciados e dados por pessoas. Pensar nos diferentes graus do Doutor, Mestre e Bacharel, cujos nomes também são diferenciados e dados pelas pessoas. Espero que esse exemplo faça você entender mais isso.
"Saia da família", o que significa que um homem deixa sua família para se tornar um monge budista. Existem dois tipos de sair da família. Uma é que a forma de monge budista parece sair da família, mas seu coração ainda está na família. A outra é que a forma de não-monge budista vive na família, no entanto, seu coração é realmente sair da família, tal é o verdadeiro e sair da família. Ou seja, não importa qual seja a forma, o coração que saiu da família é realmente sair da família.
Então, podemos ter dúvidas. Por que um coração quer sair da família? Existe algum significado para? No capítulo vinte e três desta escritura, menciona-se uma das razões. O conceito desta escritura também é adequado para mulheres. O coração que sai da família significa deixar de lado o constrangimento, os problemas e a aflição ocorridos na família, não deixar de fora os membros da família. O significado mais profundo é transformar essas restrições, problemas e aflições em sabedoria para que nós e os outros tenhamos uma vida melhor.
Nos tempos antigos e modernos, quando as pessoas saíam da família para se tornar um monge ou freira, elas deveriam ter a permissão de seus pais primeiro. Isso é para respeitar os pais e agradecer-lhes para nos criar. Nos tempos passados​​da China, também deve ter a permissão do governo e ter que ser registrada no governo, o que é motivo para evitar que o criminoso contorne a punição da lei por meio da saída da família.
“Reconheça o coração, alcance a raiz do interior, entenda a lei do não fazer”, o que significa reconhecer que não há coração nem mente; tudo ocorre do nosso coração e mente. Quando temos o coração e a mente, tudo ocorre então. Quando removemos nosso coração e mente, tudo é eliminado. "Tudo" significa o fenômeno, situação, matéria, objeto e coisas do nosso exterior e interior. Algumas pessoas que ouviram o conceito de sem coração, sem mente e sem consciência, estão aterrorizadas e infelizes em repreender o budismo. Porque em seu pensamento e conceito, como seria possível que não houvesse coração, nem mente nem consciência? Eles não entendem isso.
Um dia, Huike, que foi o segundo fundador do zen na China, disse ao primeiro fundador Dharma: “Mestre, sinto que meu coração não está em paz. Por favor, ajude-me a ter meu coração em paz.
O fundador Dharma respondeu a ele: “Me dê seu coração. Eu te ajudo a ter o coração em paz.
Huike pensou por um tempo e depois respondeu ao fundador Dharma: "Mestre, não consigo encontrar meu coração".
Então, o fundador Dharma respondeu: “Eu já te ajudei a ter o coração em paz”.
A raiz do interior é o vazio. Alcançar a raiz do interior significa alcançar o vazio. A natureza maravilhosa do interior é o vazio. Se tivermos esse conceito, entenderemos o significado do não fazer.
A maioria das pessoas que ouviram o conceito de não fazer no budismo também estão aterrorizadas e infelizes, porque elas têm muito pensamento negativo e incompreensão sobre isso. Eventualmente, em alguma situação, não fazer é melhor do que fazer, você já pensou sobre isso? Não fazer é um estado que é preocupação com o não-coração e o vazio. Neste estado e momento, nosso corpo físico e mental estará em paz, silêncio e saúde. Isso é o Nirvana. O objetivo de praticar o Dao é o Nirvana. Não é um sentimento curto. Deve ser um estado estável e contínuo, que é a grande meditação. Nesse estado, será o fundamento, a partir do qual podemos fazer e pensar de qualquer maneira positiva, de modo a ajudar e beneficiar a nós e aos outros.
Todo praticando o Dao tem como objetivo o estado do Nirvana. Há muitas maneiras diferentes de praticar o Dao. Para recitar ou cantar o nome de Fo ou Pusa, ou ler a escritura do budismo, ou pensar no significado do ensinamento de Buda e sentar-se para meditar, todos eles são um dos caminhos. (Fo é Buda; Pusa é Budhisattva.) Essa parte é para ajudar e nos beneficiar. Quando nosso coração está limpo, puro e pacífico, temos a força para ajudar e beneficiar os outros, que é o aprendizado mais profundo.
“Reconhecer o coração, alcançar a raiz do interior, entender a lei do não fazer” é o grau mais alto na prática do Tao. O homem que está em tal estado é chamado Sramana. Antes do estado acima mencionado, ele poderia ter feito as seguintes coisas.
“Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão em estado de limpeza e purificação enquanto vão e param, e praticam o Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats.” Significa que os monges budistas têm que obedecer aos 250 Preceitos. . E não importa para onde estão indo, a coisa boa para beneficiar a si mesmos e aos outros, ou parar as coisas más para não machucar a si mesmos ou aos outros, devem estar no estado de limpeza e purificação no coração e na mente.
Nós não somos monge budista, então não temos que obedecer aos 250 Preceitos. Mas isso nos inspira. Quando estamos fazendo as coisas boas e não estamos fazendo as coisas más, devemos também manter a limpeza e a purificação no coração e na mente. Significa que devemos remover o ganancioso, o ódio, a estupidez e a paixão, de coração e mente, porque essas coisas contaminariam nosso coração e mente, e nos deixarão ter o pensamento negativo. Se esses deles forem removidos, estaremos no esplendor, teremos a mente pacífica e o pensamento positivo, em benefício de nós e dos outros.
“Faça a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades.” Significa que colocar o Dao das quatro nobres verdades na prática é uma das condições para se tornar Arhat. As quatro nobres verdades são Sofrimento, Agregação, Eliminação e Tao, que são as causas e condições para atingir o estado de Buda. O sofrimento é a causa. A agregação e eliminação são as condições. O Dao é a condição e resultado. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. Seu significado original é o caminho. E seu significado é estendido para praticar a verdade.
A primeira causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber o sofrimento de nosso interior, como qualquer dor causada por nosso corpo, ou qualquer pressão causada por nossa vida, ou qualquer doença mental causada por nossa ganância, ódio, estupidez. e paixão.
A segunda causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber e descobrir que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente. A maioria das pessoas não tem essa percepção. Qualquer sofrimento é fácil de ser esquecido pelas pessoas. Uma vez que qualquer sofrimento é lembrado por eles, o que eles pensam é que eles são a pessoa perseguida, todos os seus sofrimentos internos são causados ​​pelos outros. Então eles querem se vingar para eliminar o sofrimento deles. Tal pensamento está violando o caminho de Buda.
Quando percebemos e descobrimos que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente, seguimos o caminho de Buda para eliminar o sofrimento do nosso interior. Isso significa que entrar no caminho de Buda é uma maneira de eliminar nosso sofrimento interior. Então, podemos ter dúvidas, qual é o caminho de Buda? A definição do caminho de Buda é ampla e infinita. O ponto está nesta escritura. Em segundo lugar, o ponto mais importante está na Escritura do Coração da Sabedoria Suprema, que você pode encontrar e ler no meu blog. É difícil para o público entender a Escritura do Coração da Sabedoria Suprema. Em uma palavra, o fundamento do caminho de Buda é a autopercepção, o autocontrole, a autoliberação e a autodisciplina.
Então, quando “caminhamos” pelo caminho de Buda, isso significa que colocamos a verdade ou a lei búdica ensinada por Buda na prática. Nós damos um nome como "Dao" (ou "Tao").
"Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra." Isso significa a libertação e liberdade sobre a vida pessoal e ação. Isso também significa que o Arhat pode decidir sua própria duração de vida e pode decidir onde morar, ou onde nascer, o céu ou a terra. Em segundo lugar, não importa onde o Arhat vá ou vive, os guardiões invisíveis estão sempre ao lado do Arhat para protegê-lo, porque os espíritos e os fantasmas no céu e na terra seriam movidos pela virtude de Arhat e jurariam se tornar os guardiões proteja o Arhat. Os Arhats incluem machos e fêmeas. Em algumas Escrituras, o Bodhisatva também é chamado de Arhat, que possui imensurável felicidade devido à virtude de Arhat.
Está realmente além do nosso conhecimento e experiência. Mas isso não significa que tal Arhat não exista, porque não podemos provar que tal Arhat existe, e também não podemos provar que tal Arhat não existe. É mais como a experiência transcendental pessoal. Quando nos tornamos Arhat ou quando nos encontramos Arhat, é uma experiência transcendental muito pessoal.
Quando uma pessoa tem a experiência prática mencionada, damos a ela um nome como “Arhat”. "Arhat" é sânscrito.
“O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos sobem acima do décimo nono céu, onde eles provam os Arhats. ”Isso significa que uma pessoa está no momento da morte, seu espírito habita no céu ou acima do décimo nono e onde ele provém o fruto de Arhat Então, é dado um nome como “Anāgāmi”, que é sânscrito.
Há trinta e três céus que são mencionados no budismo. Eles são mais semelhantes aos diferentes espaços dimensionais, de acordo com o nosso entendimento no tempo moderno.
“O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez.” Significa que tal pessoa pratica a lei de Buda e reencarna no céu e na terra uma vez. E então, ganha o fruto do Arhat. Damos a essa pessoa um nome como “Sakridāgāmi”, que é a sanskirt.
“O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, depois de sete mortes e sete nascimentos.” Isso significa que essa pessoa pratica a lei de Buda e tem que experimentar a reencarnação por sete vezes no céu e na terra. E então, ganha o fruto do Arhat. Tal pessoa recebe um nome como “Srotāpanna”, que é Sanskirt.
No budismo, existe tal conceito que existem imensuráveis ​​reencarnações para um espírito de uma pessoa, como um espírito em uma roda, onde inclui os Seis Caminhos, que são três pertencentes a bons caminhos e três pertencem a caminhos maus. Os três bons caminhos são os caminhos do Bodhisattva, Ashura e Humano. Os três maus caminhos são os caminhos do Fantasma, Animal e Inferno. Que o espírito reencarna nos Seis Caminhos por turnos é como uma roda girando continuamente, e nunca sai da roda giratória. Somente quando o espírito entra no caminho de Buda, há a chance de deixar a roda giratória.
"Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados​​novamente." A definição do amor e do desejo aqui é mais estreita, o que significa que as pessoas gostam de alguém romanticamente ou são sexualmente atraídas. O amor e o desejo afetariam a emoção e o pensamento das pessoas. Algumas pessoas usam seu amor e desejo de controlar os outros. No entanto, algumas pessoas são assim controladas em mente. Não importa qual deles, seu coração e mente não são liberados e não são livres. Uma vez que seu amor e desejo não estão contentes, o pensamento e o comportamento irracionais são assim ocorridos. Não importa como eles são, seu coração e mente podem ser feridos. No entanto, alguém gosta de tal situação. O Buda considera essas pessoas como estupidez e paixão, e essas pessoas estão, portanto, no estado de não-brilho.
Que cortar o amor e o desejo é como membros quebrados significa que uma pessoa deve ter a determinação de praticar o Dao. Não deixe que o amor e o desejo se tornem o obstáculo na prática do Tao.
Mas o supracitado é um dos ensinamentos de Buda. Existe o profundo e outro ensinamento de Buda. Isto é, não é necessário cortar o amor e o desejo. Por quê? Não há amor e desejo fundamentalmente, quando compreendemos completamente o não-eu e o auto-vazio. Nosso amor e desejo ocorrem e são atraídos pela situação externa. Se entendermos o Vazio de fora e de dentro, onde encontrar o amor e o desejo de sermos cortados? Mas, tal conceito é difícil de ser entendido pelo Arhat, para não mencionar as pessoas comuns. Pode ser possível entender, quando fazemos a meditação profunda. Se não tivermos essa sabedoria, é melhor cortarmos o amor e o desejo quando tivermos a determinação de praticar o Tao. Em tal situação, o amor e o desejo não são reais, porque são ilusões. Mas as pessoas comuns as consideram reais. Inglês: (Chapter 1)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/capitulo-1-uma-breve-conversa-sobre.html
submitted by TaoQingHsu to u/TaoQingHsu [link] [comments]


2019.09.06 16:39 TaoQingHsu (Introdução) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Introdução
Esta escritura refere-se à fala de Dao, que é cerca de 1H5W (como, o que, quando, onde, porquê e quem).
"Dao" é "Tao", que é transliterado do caráter chinês. Seu significado original é caminho, caminho e estrada. Então, seu significado é estendido para falar, dizer, método, lei, doutrina, moralidade, habilidade, capacidade e o sistema de pensamento da religião ou da educação. O sistema de pensamento da religião ou educação inclui os significados acima mencionados.
Não importa o Daoísmo ou o Budismo é apenas um dos sistemas de pensamento da religião ou da educação. Ambos usam o caractere "Dao" ou "Tao". No entanto, seu ditado ou doutrina ou método é algum tipo de diferença. Mesmo assim, descobriremos que o objetivo final é o mesmo, se realmente colocarmos o Dao em prática. Eu traduzo esta escritura do chinês para o inglês. Eu uso a palavra "Dao" em vez de " caminho " ou " maneira ", porque eu acho que essa palavra "Dao" poderia ser percebida mais amplamente. Isso é que não há limite para o Dao. O Buda disse que não há nenhum Dao exterior do budismo. Tudo é budismo. Por quê? Isso é muito profundo ensino e realização. E por que o taoísmo do sistema de pensamento local e o budismo do sistema de pensamento exterior poderiam coexistir pacificamente na cultura chinesa. A partir dessa escritura, você pode saber disso.
Além disso, quando estou traduzindo, uso a palavra da forma mais simples possível para que ela seja compreendida pelo público. É claro que não é apenas a tradução palavra por palavra, a maior importância é que o tradutor entenda o significado do que o Buda disse e já tenha colocado o Dao na prática para que o verdadeiro significado possa ser transmitido apropriadamente.
Esta escritura está relacionada com o ensinamento do Buda Siddhartha aos seus discípulos que são monges budistas. Seu ensinamento também é bom para nós em nossa vida diária e pode nos inspirar, embora não sejamos monges budistas.
Além disso, esta escritura quase incluiu todo o ensinamento do budismo. É fácil saber, no entanto, é difícil colocá-lo em prática. Então, é um grande desafio para os nossos maus hábitos internos. Por quê? Para colocar o ensinamento de Buda em prática, precisa de cérebro, alguns métodos e leva tempo. Então, não é fácil aprender Buda. Mesmo assim, há também a maneira fácil de aprender o Buda. Como? Para recitar ou cantar o nome de Buda ou Pusa, como Na Mo Amitabha, Na Mo Pusa Mundo-Sons-Percebendo. É algum tipo de método para concentrar nossa mente e nos concentrar em uma coisa. A maior importância é que nosso coração corresponda à compaixão e à sabedoria de Amitabha ou Pusa World-Sounds-Perceiving. Então, existe o significado para nós. Finalmente, descobriríamos que Amitabha ou Pusa Mundo-Sons-Percebidos não é outra coisa, está em nosso coração. Isso significa que nós e Amitabha ou Pusa World-Sounds-Perceiving não são diferentes. Isso é que somos um.
Esta escritura também é mencionada sobre os três venenos que prejudicariam nosso corpo físico e mental, sobre os seis métodos que nos permitem entrar na sabedoria e sobre dez coisas que poderiam nos deixar acumular nossa virtude. Naturalmente, essa escritura é comentada sobre o status final do aprendizado de Buda. "Buda" é um nome dado pelas pessoas. De fato, quando estamos no status final, a palavra “Buda” não é um significado para nós. Por quê? Quando você está no status, você saberá. Em uma palavra, esta escritura está relacionada para aprender o Buda e seus métodos.
Por que a maioria das pessoas tem a sensação de ser traída, magoada ou atacada e por que algumas pessoas querem trair, magoar ou atacar os outros, porque mantêm as coisas diferentes no coração ou na mente e pensam que essas coisas existem. Em outras palavras, seu coração e mente são ocupados por essas coisas. Sob tal situação, como poderiam manter o pensamento racional e a emoção pacífica no coração e na mente?
No passado, temos muitos desentendimentos sobre o budismo. Isso porque o significado profundo do budismo é difícil para o público entender. O profundo significado do budismo é falado sobre o vazio no coração. Quando a maioria das pessoas já ouviu isso, elas se sentem desagradáveis, porque querem ter amor, desejo, fama, poder, dinheiro e valores, até mesmo para controlar os outros e querem que os outros obedeçam a sua intenção gananciosa ou odiosa.
De fato, quando tivermos entendido o profundo significado do budismo, perceberemos que nada poderia nos controlar, como a fama, o poder, as vantagens ou outras intenções malignas. E também não temos intenção de controlar os outros.
Além disso, ninguém poderia nos ferir ou nos atacar. Por quê? Quando estamos no estado de Vazio no coração, não há nada para ser ferido ou para ser atacado, como usar uma espada para cortar o céu, o céu ainda está lá. O céu está ferido? Não. No entanto, a pessoa que usa uma espada para cortar o céu com ódio já esgotou sua própria energia. A partir dessa escritura, você pode ser entendido.
Portanto, não se limite ao conceito ou significado da palavra do budismo. Na verdade, o destaque do budismo é o nosso coração que está preocupado com a humanidade, não importa o que acreditamos ou o que é a nossa fé. O ensinamento de Buda é autocontrole, não para controlar os outros; é auto-exigência, não exigir dos outros; não buscar o coração dos outros. Em uma palavra, é autodisciplina, não disciplinar os outros. E isso depende da natureza do vazio do nosso interior, não depende de qualquer objeto ou coisa de fora da situação.
Em segundo lugar, não existe tal conceito de traição no budismo. Por quê? Deve haver qualquer objeto ou coisa, de modo que dizemos que traímos o objeto ou coisa. No budismo, não há objeto ou coisa no coração, como poderíamos trair o objeto ou a coisa inexistente, ou como poderíamos trair o vazio? Este conceito é difícil de ser entendido. Mas, se você ler atentamente essa escritura, poderá entender.
Então, nós estendemos o significado acima mencionado. Não há violência ou força no budismo. Se as pessoas disserem que querem brigar com alguém, o que significa que há algum objeto ou coisa na situação externa e em seu coração e mente que os deixa irritados para que eles queiram usar a violência ou a força. Entretanto, no coração budista de profunda prática, não há objeto ou coisa no coração e na mente que possa torná-los infelizes, mesmo que qualquer objeto ou coisa maligna exista na situação externa. Então, como eles poderiam lutar com quem, de modo a usar a violência ou a força? Por que o monge ou freira budista ou o aprendiz de Buda que pratica profun- damente é um dos três tesouros? Agora, sabemos que eles são um dos que fazem a paz na nossa sociedade e no mundo.
Deixe-me falar sobre a história desta escritura em um breve. De acordo com os registros, essa escritura é a primeira escritura sendo transmitida da Índia para a China e traduzida do sânscrito para o chinês. O tempo é na Dinastia Han da China (B.C.220 - A.D.220). Esta escritura também é traduzida como "O Sutra de Quarenta e Dois Capítulo". Que você pode encontrar na Internet, e que outra história interessante pode ser encontrada em WiKi se você estiver interessado. Inglês: (Introduction)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/introducao-uma-breve-conversa-sobre.html
submitted by TaoQingHsu to u/TaoQingHsu [link] [comments]


2019.06.13 02:15 readyfortheplague Martelo de vidro

Na destituição forçada de meu ego
com a mão trêmula pulsando uma nova trova
subjugando todo o resto quando minha parcela de culpa é aprovada
e a propulsão é vendida como escravo no meio da cumplicidade com outros
e estes verdugos à espreita
como cães na coleira esperando o comando da liderança fadada ao mesmo caso
ou até mesmo um descaso desproporcional a situação
pra que eu fique aqui esperando cair do céu ...
olha só ! a chuva é mesmo uma milagre
mas voltando ao assunto nem tudo é o que deve parecer
na distração mais trivial sobre o conquistador e a tribo dizimada
e quando o refil do ta teoria recorre à condescendência eu devo desprezar a prática do conceito
e me conformar
nenhuma vida vai importar se você achar que a sua não importa
tenha em mente não pela co relação com a sua verdade
mas pela imparcialidade da ira que se retém em dias como este
sem poder saborear o verdadeiro aroma da desgraça ou ver o sangue dos seus inimigos secando no sol do meio dia
e mais uma flor que brota pra restaurar a esperança nos olhos daqueles que apenas esperam ! assim como eu !
a similaridades são muitas e complexas !
e não era pra ser ?
mas o que define a dor é menos do que mesmo o próprio impacto que a causa
e sempre há de ter algo indo na direção
olha mais uma vez ! pra refazer sempre que algo for feito ! ou desfeito !
não tem sentido que precavem o torque do quadro quando o prego pende e tudo fica ao espanto da exclamação imediata
se você prestar bem a atenção na divisão vai ver que é apenas segregação
então se contenha nesse corte absoluto enquanto age como se não pudesse fazer nada além de mostrar a superioridade profanada pelo papel que prova uma conduta do que realmente ter de saber o que faz o quê
paraíso é pra quem sente e não pra quem compra !
submitted by readyfortheplague to u/readyfortheplague [link] [comments]