Gente tranquila que data

Acabei de descobrir que fui traído e isso me destruiu

2020.08.18 09:49 Old-Philosopher-kun Acabei de descobrir que fui traído e isso me destruiu

Bom, no fim do ano passado eu comecei um namoro com um rapaz que vou chamar de Jonas. Eu e Jonas nos conhecemos pela internet no Tinder da vida e era tudo mil maravilhas, não tinha o que reclamar do relacionamento, era tudo absolutamente perfeito, nós sempre íamos para shoppings ver filmes e caminhar na praça. A gente sempre gostou de conversar sobre tudo até que num dia surgiu o tema banheirao do nada (pra quem não sabe o que é isso, é uma prática que alguns gays fazem que consiste em ir em banheiros públicos se encontrar casualmente com homens desconhecidos para fazer coisas não apropriadas se é que me entende) e ele disse que sentia nojo de tal prática e que jamais faria uma coisa dessas, eu compartilho do mesmo sentimento então concordamos 100%. 3 meses de namoro depois não foi dando muito certo, a gente não sentia mais o mesmo e decidiu encerrar o relacionamento pois havia resfriado, mas tudo no maior respeito e maturidade, foi uma conversa bem tranquila. Hoje mais cedo lá pelas 11h da noite eu estava navegando pelo Twitter e vendo perfis de alguns gays aqui da cidade, até que chegou nos perfis NSFW, tudo bem né, tava olhando pq ninguém é de ferro né e de repente me deparo com um da qual a foto não me era estranha, então abri... pior decisão da minha vida, ao ver os nudes eu logo reconheci, mas não queria acreditar então continuei rolando em busca de algo que provasse o contrário, afinal pode ser alguém parecido mas então vi os nudes que ele mandava pra mim enquanto namoravamos que eu jurava que era pra mim, e além disso tinha VÍDEOS dele fazendo coisas no banheiro e a data coincidia com o período em que namoramos.... isso me destruiu completamente, até porque eu confiei nele, fiquei desde aquela hora na cama sem conseguir dormir, sentido um aperto enorme no meu peito, chorando e tremendo, eu estava tremendo muito mesmo que não estivesse frio, os tremiliques já passaram e já consegui forças para me reerguer.... estou fazendo esse desabafo porque não estou sabendo como suportar isso... todo mundo que conheço está dormindo já que são 3:50 da manhã... tô vendo que vou estar um completo lixo na faculdade amanhã.
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2020.08.15 17:00 Surt3p Quanto deve ceder a um relacionamento?

Em 2016 eu conheci uma menina em um aplicativo de relacionamentos, (vamos chamar de Ruivinha) eu com 16 anos e ela me dizia que tinha 16 anos também e eu realmente gostei dela, ruiva, gente boa, dava atenção e engraçada. E depois de meses de conversas era fato que estávamos gostando um do outro, tanto pelas palavras quanto o tempo que dávamos um ao outro, e realmente gostei muito dela, e até que chegou um momento que os dois estavam meio 🔥 e a conversa foi realmente mudando de direção. Depois de muitas conversas e fotos +18 (ironia pq os dois eram menores mas ok kkk) estava um clima bom, e realmente queria a conhecer pessoalmente e tudo mais mas ela sempre dizia que a família era muito fechada e não a permitia sair, mas ela me atentava e mesmo assim tentávamos sair ou de um jeito se encontrar. E eu ocupado com curso Tecnico e colégio fui me afastando aos poucos para focar nos estudos, mas mesmo assim querendo realmente conhecer ela porque gostava. Até que um dia meio que tudo ficou confuso, quando ela mandou umas fotos repetidas +18 e com legenda diferente e tipo nem fazia sentido ela ter mandado aquilo para mim naquela hora. E então descobri que ela realmente tava meio brincando comigo e mais uns 5, e então descobri no mesmo dia que ela tinha 13 anos e iria fazer 14 e eu fiquei realmente confuso e preocupado (e não ela não tinha feição tão jovem e corpo de menina nova, e todas as redes sociais estavam mais velha e até por ligação a voz e vídeo o jeito dava a entender que era mais velha mesmo) e fiz umas das coisas que mais me arrependi na vida porque fiquei com ciúmes e com raiva, criei um Google drive do 0 upei as fotos dela e mandei com um link para a avó e a mãe dela falando o seguinte: “Eu gosto muito dela, nossas idades são diferentes e nada impede de no futuro realmente termos uma coisa séria com mais maturidade, mas eu realmente quero que vocês deem atenção porque ela está se expondo muito na internet e isso pode vazar e conhecendo bem sei que isso pode acabar mal.” A mãe dela me xingou e falou que eu era um cuzao a vó dela me pediu perdão não sei porque, e ficou preocupada e a menina me xingou muiiiito mas muito e no final tudo se acalmou. Passou se uns anos e ela me chamou de novo em meados do final de 2017 e eu tinha terminado o ensino médio e um relacionamento que tive também e eu e a Ruivinha viramos amigos realmente, ela tem muitos problemas psicológicos e eu sempre ajudei como amigo e tudo mais e realmente curtia a amizade nossa, até mesmo que nossas idades era meio diferentes mas ela me respeitava muito e o que tinha acontecido ficou para trás e virou uma amizade tranquila. Mas no final do ano de 2019 mudou muita coisa, ela tava com 16 anos e eu com 19 e ela deu muita moral, e eu me interessei por ela, tínhamos todos mudado muito e eu imaginei que estávamos mais maduros, e um belo dia ela me chamou para comprar material junto com ela, e eu fui na casa dela, conheci os avós que me amam até hoje e mandam figurinha todos os dias kkkkk, a mãe dela também que surpreendentemente gostou muito de mim, e foi um primeiro encontro totalmente diferente mas eu gostei da pessoa que eu encontrei, ela realmente tinha mudado muita coisa, e foi indo assim por vários finais de semana consecutivos, e estávamos em um relacionamento sem nada oficializado, eu conheci toda a família ajudava em o que era preciso, e gostava de estar inserido na família mas umas coisas do relacionamento me deixavam meio intrigado, tipo pela internet ela era muiito 🔥 e juntos ela era outra pessoa, ou o fato dela não gostar muito de beijos e também ter preguiça para qualquer coisa que envolva sair, não demonstrar afeto, ser meio seca as vezes e não termos muitos momentos casal, mas foi isso por 4 meses até o início da quarentena e nós brigarmos por um motivo fútil, estava a 2 anos desempregado apenas fazendo uns bicos, e eu fui contratado em um emprego booom, e eu fiquei feliz com isso que estava lutando a tempos e eu chamei ela para vir em casa comemorar cmg, comer uma pizza com minha família e tudo mais, e depois ver um filme a sós, um momento nosso, e ela me disse a seguinte frase “você só pensa em me comer” “só quer sexo” e eu sem entender nada, ouvi muiita merda (detalhe nunca tínhamos transado antes e eu sou super delicado com esse assunto até por nunca ter acontecido) até aquela história das fotos foi revivida e eu me explodi, cansei disso e terminei com raiva pq ela não sabia o que tava acontecendo comigo depois desse tempo todo saindo da depressão e ter conseguido arrumar um emprego e na hora de comemorar ela me dizer isso. Me magoou muito isso e até hoje não me desce, mas no outro dia parei para pensar e queria conversar disse que não queria terminar realmente mas queria que ela entendesse meu lado, e ela surtou que um dia eu termino no outro quero voltar, não voltamos mas ficou um clima de romance voltando, era apenas se encontrar que rolava algo, mas depois foi meses sem poder ver ela, sem ligação, momentos instável no relacionamento eu querendo ver ela mas nunca era possível e a desculpa de quarentena para mim e churrasco em família todos os finais de semana, mas eu tava conseguindo fazer ela vir em casa no meu aniversário pq realmente estava com sdds dela e é uma data bem especial, (minha família fez o teste para umas coisas e para que eu pudesse ir buscar ela no meu aniversário “dia que estou escrevendo que foi por água a abaixo qualquer animo para esse dia”) e uma semana antes do meu aniversário eu tentando reconquistar ela todos os dias, sendo quem sou e tentando ser bom para ela (muitas vezes fodendo com meu psicológico) e eu descubro que sou um brinquedo que ela usava para destrair e que não era nada mais e que mesmo ela dizendo uma coisa ela tava sentindo outra, e que eu tudo que eu tava fazendo por uma história de 4 anos foi em vão. Brigamos feio e depois que eu desisti de tudo e falei o que realmente tava sentindo e fiz ela se achar um monstro só mostrando coisas que ela fazia e nem se tocava disso, tem indiretas até hoje, eu surpreendentemente estou bem, tenho muitas saudades dos momentos bons mas prefiro meu bem estar mental.
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2020.08.15 07:00 Surt3p Sou babaca por te ferrar e depois te amar?

Olá Luba, possível convidado, editores e turma minha história é meio longa: Em 2016 eu conheci uma menina em um aplicativo de relacionamentos, (vamos chamar de Ruivinha) eu com 16 anos e ela me dizia que tinha 16 anos também e eu realmente gostei dela, ruiva, gente boa, dava atenção e engraçada. E depois de meses de conversas era fato que estávamos gostando um do outro, tanto pelas palavras quanto o tempo que dávamos um ao outro, e realmente gostei muito dela, e até que chegou um momento que os dois estavam meio 🔥 e a conversa foi realmente mudando de direção. Depois de muitas conversas e fotos +18 (ironia pq os dois eram menores mas ok kkk) estava um clima bom, e realmente queria a conhecer pessoalmente e tudo mais mas ela sempre dizia que a família era muito fechada e não a permitia sair, mas ela me atentava e mesmo assim tentávamos sair ou de um jeito se encontrar. E eu ocupado com curso Tecnico e colégio fui me afastando aos poucos para focar nos estudos, mas mesmo assim querendo realmente conhecer ela porque gostava. Até que um dia meio que tudo ficou confuso, quando ela mandou umas fotos repetidas +18 e com legenda diferente e tipo nem fazia sentido ela ter mandado aquilo para mim naquela hora. E então descobri que ela realmente tava meio brincando comigo e mais uns 5, e então descobri no mesmo dia que ela tinha 13 anos e iria fazer 14 e eu fiquei realmente confuso e preocupado (e não ela não tinha feição tão jovem e corpo de menina nova, e todas as redes sociais estavam mais velha e até por ligação a voz e vídeo o jeito dava a entender que era mais velha mesmo) e fiz umas das coisas que mais me arrependi na vida porque fiquei com ciúmes e com raiva, criei um Google drive do 0 upei as fotos dela e mandei com um link para a avó e a mãe dela falando o seguinte: “Eu gosto muito dela, nossas idades são diferentes e nada impede de no futuro realmente termos uma coisa séria com mais maturidade, mas eu realmente quero que vocês deem atenção porque ela está se expondo muito na internet e isso pode vazar e conhecendo bem sei que isso pode acabar mal.” A mãe dela me xingou e falou que eu era um cuzao a vó dela me pediu perdão não sei porque, e ficou preocupada e a menina me xingou muiiiito mas muito e no final tudo se acalmou. Passou se uns anos e ela me chamou de novo em meados do final de 2017 e eu tinha terminado o ensino médio e um relacionamento que tive também e eu e a Ruivinha viramos amigos realmente, ela tem muitos problemas psicológicos e eu sempre ajudei como amigo e tudo mais e realmente curtia a amizade nossa, até mesmo que nossas idades era meio diferentes mas ela me respeitava muito e o que tinha acontecido ficou para trás e virou uma amizade tranquila. Mas no final do ano de 2019 mudou muita coisa, ela tava com 16 anos e eu com 19 e ela deu muita moral, e eu me interessei por ela, tínhamos todos mudado muito e eu imaginei que estávamos mais maduros, e um belo dia ela me chamou para comprar material junto com ela, e eu fui na casa dela, conheci os avós que me amam até hoje e mandam figurinha todos os dias kkkkk, a mãe dela também que surpreendentemente gostou muito de mim, e foi um primeiro encontro totalmente diferente mas eu gostei da pessoa que eu encontrei, ela realmente tinha mudado muita coisa, e foi indo assim por vários finais de semana consecutivos, e estávamos em um relacionamento sem nada oficializado, eu conheci toda a família ajudava em o que era preciso, e gostava de estar inserido na família mas umas coisas do relacionamento me deixavam meio intrigado, tipo pela internet ela era muiito 🔥 e juntos ela era outra pessoa, ou o fato dela não gostar muito de beijos e também ter preguiça para qualquer coisa que envolva sair, não demonstrar afeto, ser meio seca as vezes e não termos muitos momentos casal, mas foi isso por 4 meses até o início da quarentena e nós brigarmos por um motivo fútil, estava a 2 anos desempregado apenas fazendo uns bicos, e eu fui contratado em um emprego booom, e eu fiquei feliz com isso que estava lutando a tempos e eu chamei ela para vir em casa comemorar cmg, comer uma pizza com minha família e tudo mais, e depois ver um filme a sós, um momento nosso, e ela me disse a seguinte frase “você só pensa em me comer” “só quer sexo” e eu sem entender nada, ouvi muiita merda (detalhe nunca tínhamos transado antes e eu sou super delicado com esse assunto até por nunca ter acontecido) até aquela história das fotos foi revivida e eu me explodi, cansei disso e terminei com raiva pq ela não sabia o que tava acontecendo comigo depois desse tempo todo saindo da depressão e ter conseguido arrumar um emprego e na hora de comemorar ela me dizer isso. Me magoou muito isso e até hoje não me desce, mas no outro dia parei para pensar e queria conversar disse que não queria terminar realmente mas queria que ela entendesse meu lado, e ela surtou que um dia eu termino no outro quero voltar, não voltamos mas ficou um clima de romance voltando, era apenas se encontrar que rolava algo, mas depois foi meses sem poder ver ela, sem ligação, momentos instável no relacionamento eu querendo ver ela mas nunca era possível e a desculpa de quarentena para mim e churrasco em família todos os finais de semana, mas eu tava conseguindo fazer ela vir em casa no meu aniversário pq realmente estava com sdds dela e é uma data bem especial, (minha família fez o teste para umas coisas e para que eu pudesse ir buscar ela no meu aniversário “dia que estou escrevendo que foi por água a abaixo qualquer animo para esse dia”) e uma semana antes do meu aniversário eu tentando reconquistar ela todos os dias, sendo quem sou e tentando ser bom para ela (muitas vezes fodendo com meu psicológico) e eu descubro que sou um brinquedo que ela usava para destrair e que não era nada mais e que mesmo ela dizendo uma coisa ela tava sentindo outra, e que eu tudo que eu tava fazendo por uma história de 4 anos foi em vão. Brigamos feio e depois que eu desisti de tudo e falei o que realmente tava sentindo e fiz ela se achar um monstro só mostrando coisas que ela fazia e nem se tocava disso, tem indiretas até hoje, eu surpreendentemente estou bem, tenho muitas saudades dos momentos bons mas prefiro meu bem estar mental. Afinal apenas eu fui o Cuzao da história por tentar isso até o final e ter feito tanta merda?
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.23 10:24 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 6 Quantas horas devo estudar por dia?

Quantas horas devo estudar por dia? Quantos meses/anos são necessários para a aprovação? Acho que todo mundo já deveria saber isso, mas sempre vejo essa pergunta em fóruns na internet. É óbvio que não existe “receita de bolo”. Se alguém falar “estudei duas horas por dia” ou “estudei quinze horas por dia”, isso n~o quer dizer nada. Se você estudar o que n~o deve, pode ficar um ano inteiro com quinze horas ininterruptas diárias de estudos que não adiantará muita coisa. Eu, mesmo, nunca cronometrei e nunca parei para pensar direito sobre quantas horas eu estudava por dia. O que importava, de fato, era ter conseguido render bastante, e isso não se mede em horas de estudo, em páginas lidas, em exercícios feitos ou em livros resumidos. Para quem tem problemas de concentração ou mora com a família, por exemplo, pode ser aconselhável estudar em uma biblioteca ou em uma sala de estudos (de cursinhos preparatórios, por exemplo). Como morava sozinho em Brasília e consigo me concentrar facilmente, estudei em casa mesmo (apesar da maldita reforma do revestimento externo do bloco exatamente em frente à minha sacada, que começou semanas antes da primeira fase e durou até depois do fim do concurso, com barulho de furadeira, com rádio ligado no volume máximo e com pedreiro gritando o dia todo).
Não vou fazer propaganda contra ou a favor de nenhum cursinho. Em vários sites e blogs e nos grupos do Facebook e do Orkut informados acima, há bastante informação sobre dinâmica de cursinho, professores recomendados etc. Falando da utilidade dos cursinhos de maneira geral, é, obviamente, tudo muito relativo. Depende de sua familiaridade com a matéria e de sua facilidade de aprendizado. Muitas vezes, se você estudar sozinho, aprenderá mais e ganhará mais tempo que fazendo cursinho, especialmente para a primeira fase (além de economizar dinheiro, já que os preços dos cursinhos não são, em geral, muito camaradas). Nada como sentar na cadeira e estudar, observando, sempre, alguns pontos mais importantes, como: temas de maior recorrência nos últimos concursos, temas contemplados no Guia de Estudos etc. Cuidado apenas com a segunda fase (para Redação, sugiro que todos façam, sim, curso preparatório).
A gente tende a achar que há algumas coisas que só aprenderemos no cursinho (macetes de prova, orientação teórica que a banca prefere), mas, por incrível que pareça, há alguns professores que, por mais que (às vezes) saibam a matéria, não conhecem bem as provas do concurso. Tive, por exemplo, um professor (bem recomendado por alguns) que falou tanta coisa errada, mas tanta coisa errada, que, quando fui revisar as anotações, acho que perdi mais tempo conferindo tudo e corrigindo todos os erros do que se houvesse apenas estudado sozinho. No fim das contas, desisti das anotações e ignorei-as por completo. Outro professor (também muito bem recomendado por algumas pessoas) dava a matéria muito superficialmente e mostrava desconhecer completamente o concurso, a banca e a própria matéria. No fim das contas, acabei abandonando a matéria no meio. É frustrante, principalmente, porque os cursinhos são, em geral, bastante caros.
Não adianta um professor saber bem a matéria (a propósito, nem todos sabem), é necessário conhecer as provas a fundo. Isso significa não apenas saber todas as questões da primeira e da terceira fases dos últimos concursos ou todos os Guias de Estudos de cor, mas também, especialmente para a segunda e para a terceira fases, experiência tanto com relação às preferências acadêmicas da banca quanto com relaç~o { “jurisprudência” das correções. Esta última habilidade só se adquire vendo muitos espelhos de prova e recursos (deferidos e indeferidos). Como os espelhos de prova não têm vindo com marcações (você recebe apenas a nota nas questões, sem nenhuma marcação ou comentário), acho que, pelo menos, o estudo detido dos Guias de Estudos anteriores já é um passo importante.
Há, sim, alguns professores muito bons que valem cada um dos muitos centavos que você paga pela aula, mas meu alerta é: não se deixe levar por preço (já vi gente fazendo matérias em alguns cursinhos, sem sequer saber se os professores eram bons ou não, apenas porque era mais barato), por aulas experimentais (em um dos casos que eu citei acima, eu achava as primeiras aulas excelentes; só depois fui perceber o tanto de “abobrinha” que ele falava e o tanto de datas, de informações e de argumentos errados que ele passou) ou por fama do cursinho. Procure, sempre, onde quer que seja, informações sobre o professor (e, de preferência, com mais de uma indicação). Não vou falar de quais gostei e de quais não gostei porque acho que este não é o meio adequado para isso, mas, caso você não conheça alguém que já tenha feito algum cursinho, procure em fóruns na internet e nos grupos do Facebook e do Orkut indicados acima, sempre há alguma coisa útil (encontrei várias informações que estava procurando de professores em diversos cursinhos).
Para quem pensa em mudar-se para Brasília, por exemplo, para fazer um curso preparatório, as maiores dúvidas são, frequentemente, relativas ao custo de vida e à relação custo-benefício de morar na capital. O aluguel de imóveis em Brasília não é dos mais baratos (consulte, por exemplo, http://www.wimoveis.com.bdf), o que, somado aos preços um pouco “salgados” de alguns cursos preparatórios, pode implicar altos gastos. Como eu já morava na cidade antes de iniciar a preparação para o CACD, não sei se há alternativas de moradia mais próxima a algum dos cursinhos (são quase todos bem distantes um do outro). Sei que o curso O Diplomata oferece aluguel de apartamentos, mas não sei como funciona direito [informações: (61)3349-0311]. Acho que boa parte das pessoas que optam por mudar-se para Brasília tem diversos objetivos: concentrar-se mais nos estudos (o que pode ser difícil em uma casa com os familiares, por exemplo), ter acesso aos cursos preparatórios, conhecer outras pessoas que estão estudando para o CACD etc. Não foi meu caso, pois já morava em Brasília anteriormente, portanto não posso dizer se acho que, realmente, vale a pena por esses motivos. De todo modo, na comunidade “Coisas da Diplomacia”, no Orkut, j vi diversos comentários a respeito. H, também, o grupo do Facebook “Moradia – IRBr”, voltado para a discussão desses assuntos: http://www.facebook.com/groups/168135273239644/.
Principalmente para aqueles que não conhecem muita gente que também está se preparando para o concurso, o ambiente de cursinho pode ser interessante, para conhecer outras pessoas que estão na mesma situação que você e que podem contribuir com algumas dicas e sugestões úteis para a preparação. De todo modo, se você for daqueles que preferem estudar sozinhos a gastar tempo e dinheiro indo para o cursinho, ótimo! Para a primeira fase, eu diria que o cursinho pode ser, se você tiver boas orientações, disciplina de estudos e/ou boa bagagem de conhecimentos, dispensável.
Quanto à segunda fase, considero quase indispensáveis os cursos de Redação Português. Acho muito difícil alguém conseguir passar na segunda fase, se não houver feito cursinho preparatório. Há, obviamente, alguns casos de que já ouvi falar, mas são a minoria. Não vou falar sobre o já batido tema das idiossincrasias da banca da segunda fase, mas, mesmo quanto a coisas que não são “frescuras” da banca, achei muito bom o tanto de coisas (sobre Português de uma maneira geral) que aprendi no cursinho preparatório para a segunda fase. Desde os anos de colégio, sempre fui cético quanto à eficácia das aulas de Redação, mas devo admitir que valeu a pena: é inegável que a escrita melhora muito (nos padrões requeridos pela banca) com o cursinho. Se é necessário fazer um curso regular, que dura vários meses, ou se basta só o intensivo, às vésperas da segunda fase, depende de cada um. Acho desnecessário dizer que fazer cursinho também não é garantia de nada. Fiz tanto o curso regular quanto o curso intensivo e não me arrependi.
Com relação à terceira fase, também acho o cursinho muito importante. Em primeiro lugar, porque alguns professores realmente levam o trabalho a sério e ficam alucinados, procurando tudo o que os membros da banca têm estudado, escrito etc., e isso rende bons frutos, como alguns professores que acertam algumas questões que serão cobradas nas provas da terceira fase. Em segundo lugar, ainda que alguns professores não acertem muitas questões (o que não é uma tarefa muito fácil), a oportunidade de treinar a resolução de questões é fundamental por dois motivos: aprender a escrever na forma requerida pela banca e conseguir controlar o tempo de resolução das questões. Muitas pessoas têm problemas com o tempo para algumas provas da terceira fase (especialmente, para as provas de História do Brasil, de Geografia e de Política Internacional, que são as mais extensas). Não tive grandes problemas com isso e consegui escrever e revisar todas as questões de todas as provas, mas sei que muitos mal têm tempo de terminar de escrever.
Dito isso, já adianto: para essas três provas, é impossível fazer rascunho. Se você fizer, é muito provável que não conseguirá passar a limpo no tempo estabelecido. Para as provas de Direito e de Economia, não diria que é impossível (o número de linhas é menor, logo há tempo de sobra, pelo menos foi assim comigo), mas também considero desnecessário. No CACD, fiz rascunho apenas das provas de Português, de Inglês, de Francês e de Espanhol (em todas, sobrou algum tempo, mas não muito, após as revisões), pois são provas que eu alterava muito depois da redação inicial, trocava frases, palavras etc. Eu já sabia disso por causa de minha experiência com a resolução de questões no cursinho preparatório para a terceira fase, razão pela qual estive, sempre, atento ao relógio, para não perder tempo. Para todas as demais provas, o que se recomenda é, no máximo, um esquema inicial dos principais tópicos a ser discutidos nas questões, como um “brainstorming”. N~o fiz esse esquema em quase nenhuma questão, porque funciono melhor escrevendo direto, mas reconheço que nem todo mundo consegue fazer isso. Alguns podem preferir, ao menos, um momento de reflexão inicial, para fazer um esquema mental dos tópicos que serão desenvolvidos na questão, mas também não consigo fazer isso. A vida inteira, escrevi sem pensar, e deu certo. Não tive grandes problemas com isso no CACD, mas já alerto que não aconselho isso a todos. Muitos não conseguem manter o raciocínio, se não houver um planejamento a ser seguido, e acabam perdendo- se no meio da questão. Cuidado!
Conhecer os concursos anteriores é fundamental por várias razões. Não apenas para saber o que já foi objeto de cobrança, o que mais se repete, o que está ausente há algum tempo (e pode ser, eventualmente, trazido de volta), mas também para entender a lógica de formulação das questões em função dos contextos internacionais recentes, por exemplo. Isso é mais útil para a prova de Política Internacional, as demais não são tão influenciadas por acontecimentos recentes dessa maneira (Geografia e Economia também podem levantar alguns tópicos mais ou menos em voga, em face do que aconteceu em suas respectivas áreas nos meses anteriores ao concurso, mas não é uma regra tão forte quanto em Política Internacional).
Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40... anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc., que costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os cinquenta anos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões). Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países ao Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é regra (a pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira viagem presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
Para a quarta fase, não há muito mistério. A cobrança de Francês e de Espanhol é bem básica, e conhecimentos de nível intermediário nos dois idiomas podem garantir uma nota razoável. De todo modo, vale observar que, nos últimos concursos, a quarta fase tem tido um peso enorme para a colocação final (especialmente, para as últimas vagas). Dessa maneira, confiar nos aprendizados de última hora de Francês e no Portunhol pode custar-lhe caro. Não recomendo deixar para estudar as duas línguas apenas após a segunda fase (como já vi que muita gente faz). Se você nunca estudou Francês e/ou Espanhol, recomendo começar um pouco antes (professores particulares podem ser mais úteis nesse caso, uma vez que você não precisará de atenção excessiva à conversação e à compreensão auditiva, como ocorre em muitos cursos em grupo). É difícil dizer quantas aulas ou meses são necessários, pois isso, obviamente, depende do rendimento e da facilidade de cada um.
De qualquer maneira, as provas não têm nada de complicado: não é necessário dominar os dois idiomas perfeitamente, as provas são instrumentais (leitura e compreensão de textos). Na prova de Espanhol, tive certo problema com algumas questões pontuais sobre o texto que poderiam ser respondidas em menos de uma linha (há previsão de mínimo de três linhas, máximo de cinco, sem copiar do texto), ou que não estavam, diretamente, no texto. Optei pelo tradicional método da “enrolaç~o”. Adicionei informações que não estavam sendo pedidas, só para conseguir escrever todas as cinco linhas. Em Francês, não tive grandes problemas com isso, a prova estava mais tranquila nesse aspecto. As duas correções foram pesadas, e notas acima de 40/50 foram raridade.
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2019.11.27 01:06 blancyago Achei que tinha acabado com minha vida. 9 meses depois, nunca estive tão feliz.

Há 16 dias meu filho nasceu. Eu estava junto com minha namorada a pouco mais de 1 ano quando descobrimos que ela estava grávida. Não somos tão jovens mais, eu tinha 26 e e ela 29 quando decidimos que íamos dar seguimento a gravidez. Eu estava no fim da minha segunda graduação e fazendo estágio na área de produção cultural, em um museu da minha cidade e como qualquer trabalho na área da cultura, ganhando bem pouco.
Eu nunca quis ser pai. Nunca me imaginei casado e com família. Minha mãe faleceu a 2 anos e ali, eu sentia que minha última experiência de acolhimento familiar havia sido enterrada também. Sempre tive a clareza de que se caso eu engravidasse alguma companheira minha eu seria o companheiro e o pai que eu não tive. Não tenho contato com meu pai por que durante anos ele não quis. Eu era dessas crianças que ficava esperando o pai na porta de casa do momento em que acordava até a hora de dormir e ele não aparecia. Simples assim. Aparecia 2, 3 dias depois e lá estava eu, pronto pra dar um abração no meu herói. Mas a gente cresce e vai ressignificando esses sentimentos. Ele não aparecia por que era agarrado no pó. Dizem por aí que é até hoje, não quero saber. Só sabia que eu ia ser pai sem saber o que era ser filho de um homem.
Eu trabalhava desde os meus 15 anos como designer gráfico e sempre dei meu jeito de sobreviver e ter minha independência. Minha namorada gozava da mesma liberdade, trabalhando em outra área, mas desde cedo assim, independente. A gente gostava demais da nossa vida de solteiro, morávamos sozinhos, cada um no seu apartamento e não tínhamos tido nenhum tipo de conversa que sinalizava qualquer vontade de morarmos juntos. Muito pelo contrário, exaltávamos nossa liberdade e independência sempre lembrando como cada um de nós ter seu espaço era saudável pra nossa relação. Fumávamos maconha de forma abusiva toda vez que nos encontrávamos e amávamos nossa vida assim, no conforto em que estávamos.
Eu sabia que não poderia me dar ao luxo de continuar trabalhando em um lugar que me demandava quase 10 horas de trabalho diário em épocas de abertura de exposição e ganhando o tanto que eu ganhava na época. Esse não era meu único emprego, sempre pegava um freela aqui e outro ali para pagar o aluguel e sempre tive a sorte de conseguir uns trabalhos que pagavam bem quando eu mais precisava. Mas com um filho não dava mais pra contar com a sorte. Precisei entrar em contato com meu antigo chefe e consegui um acordo para voltar a trabalhar pra ele remotamente, trabalhando de casa. Ele tem uma demanda surreal de trabalho e para poder fazer tudo de casa, aceitei um salário incompatível com a quantidade de trabalho que me dispus a fazer.
Era uma grana até ok, mas os clientes... É uma galera bem rica, que não sabe o que quer mas é cheio de desejos e demandas, sei lá, nunca devem ter ouvido NÃO na vida. Eu sabia que era assim, trabalhei 3 anos pra esse cara anteriormente, mas era o que consegui na época e eu sempre me lembrava que essa dor de cabeça vinha com o bônus de poder estar perto da minha namorada e futuramente acompanhar as primeiras etapas de vida do meu bebê.
Não mencionei isso, mas nunca estudei design gráfico formalmente. Sempre aprendi tudo “na tora”, de acordo com a demanda, fazendo. Sempre estudei em faculdade pública e minha segunda graduação era em Belas Artes. Sempre desenhei e desde 2015 descobri um amor incondicional pelo ato de pintar. Era uma forma de tentar transformar minhas piores experiências em algo palatável, não sei explicar direito. Sei que eu idealizava muito a profissão de artista. Eu era muito cabeça dura e achava que conseguiria entrar no mundo da “alta arte”, estabelecer contatos e viver disso um dia. Mal sabia eu o buraco que estava entrando... Conhecendo as “pessoas certas” vi que os artistas que mais ralavam para projetar seu trabalho, normalmente tinham uma ou mais fontes de renda alternativa. Fossem essas um trabalho formal, CLT, era funcionário público ou simplesmente tinha nascido em berço de ouro. Em família de artistas famosos, galeristas ou colecionadores de arte. Quanto mais eu respirava dessa atmosfera mais eu via que esse ar não era pra mim e esse contato influenciou, durante muito tempo, meu trabalho de forma negativa.
Aceitar esse trabalho significava também ter menos tempo pra minha produção em pintura. Eu via como um passo para trás na minha carreira de pintor e ficava muito puto ao pensar que tudo isso era por conta do vacilo de termos ficados grávidos.
Mas como eu disse lá em cima, eu tinha essa clareza de que eu seria o pai que eu não tive e o companheiro para minha namorada que minha mãe não teve. Então agarrei essa oportunidade com unhas e dentes. Rescindi meu contrato de locação e fui morar com minha namorada, que tinha o apartamento maior. Passamos a dividir tudo e conviver intensamente. Nos primeiros 2 meses de gravidez os exames de ultrassom apontavam para uma gravidez gemelar, ou seja, eram 2 sacos gestacionais. Ficamos super tensos. Não queríamos ser pais de um, imagina de dois.
No terceiro mês fizemos um exame que mostrou que só um dos sacos se desenvolveu e vimos também que seríamos pais de um menino. Descobrir isso foi um passeio nas nuvens... a partir daí fomos nos adaptando um a rotina do outro. Ela foi aos poucos cedendo seu espaço para eu entrar de fato na vida dela, e eu, sem querer chegar tomando um espaço que sempre foi dela, fui aos poucos me aconchegando nessa casa nova.
Demorou muito pra eu começar a ver minha namorada como família. A gente sabia que nosso filho crescia dentro dela mas tudo parecia virtual demais. Ele não tinha voz, peso, cheiro, nada. Nem nome.
A gravidez inteira foi tranquila. Nenhuma grande complicação durante a gestação. Isso nos deu tempo para conseguir juntar uma grana boa para o período do puerpério em que minha namorada não conseguiria mais trabalhar e nossa renda mensal cairia consideravelmente.
Eu conversava com a barriga. Tocava violão, cantava, falava do meu dia pra barriga dela. Fui desenvolvendo uma relação com esse ser imaginário e no fim da gestação eu já sabia que eu queria muito ser pai dessa criança.
Durante a gravidez fiz meu tcc em pintura e o dia de definir minha banca avaliadora se aproximava junto dos prováveis dias que nosso bebê ia nascer. Fiz todas as pinturas que iria mostrar ainda no primeiro semestre, mas comecei a me enrolar com a parte escrita. Trabalho, casa, bebê a caminho, pode escolher qual dos motivos convinha mais para eu não entregar o meu tcc.
Numa quarta feira a noite, minha namorada comecou a sentir contrações e a partir daí começamos a cronometra-las. Estavam espaçados e evoluindo devagar. Ela sentia muita dor e resolvemos ir para o hospital. Lá, descobrimos que é possível um trabalho de parto não evoluir. Ela chegou a 3cm de dilatação e assim ficou. Durante 5 fucking dias. Voltamos pra casa e ela ficava sentindo contrações de uma em uma hora. Íamos no consultório do obstetra todos os dias e nada da dilatação aumentar... estávamos tensos e cansados. No domingo seguinte, nosso médico pediu para que ela fosse internada e o parto induzido.
E as 10:30 da manhã do dia 10 de novembro, eu vi minha jornada épica começar e meu filho, Dante, nascer. Foi o momento mais lindo da minha vida. Nunca vivi nada tão intenso assim antes e ouso dizer que a sensação desnorteante que se sente quando se perde alguém é muito parecida com a sensação de presenciar uma nova vida começar.
Desde esse dia, não consigo tirar o sorriso do rosto. Eu e minha namorada(agora noiva) nunca estivemos tão felizes e conectados, agora com a clareza de que somos mais que companheiros, somos família. Nosso bebê é 100% saudável, muito bonzinho e até deixa a gente dormir! E sei lá, parece que os astros se alinharam, tudo tem dado muito certo pra gente. O parto da minha noiva foi normal e correu melhor do que a regra: não precisou de cortes, logo não precisou de pontos e não houve nenhuma laceração, o que está fazendo ela se recuperar muito melhor do que previmos.
Parei com a maconha desde a segunda metade da gravidez e nunca me vi tão produtivo. A qualidade do meu trabalho como designer aumentou muito e comecei a ter coragem de postar minhas pinturas no meu instagram sem o peso do “tudo ou nada” do artista, sabe? Como eu tenho um emprego que paga minhas contas e minha comida eu não me preocupo mais com essa coisa de ser um artista bem sucedido, eu pinto pelo prazer do fazer e isso tem feito um bem danado pra mim e pras minhas pinturas. Perdi a data de definir minha banca do tcc, ou seja, perdi meu ultimo ano na faculdade, certo? Errado. Minha orientadora me enviou uma mensagem hoje de manha dizendo para eu participar da exposição final das habilitações por que ela vai fazer uma carta oficial pedindo para a reitoria para que eu defenda meu tcc em março do ano que vem! É surreal, mas a vida agora tem outro sentido e tudo tem dado certo, sinto que virei um novo núcleo para minha família e para a família da minha noiva e essa sensação é boa demais!!
Vou me casar com a mãe do meu filho. Olhamos alianças ontem. Almejo agora a migração de área profissional, do design gráfico para UX design para procurar um emprego fichado assim que meu filho começar a frequentar escola/berçário e quero continuar pintando. Quero ensinar o Dante a pintar, tocar instrumentos, quero que estar do lado dele pra ver ele crescer e quero que ele seja muito feliz.
Escrevi demais e sinto que deixei de contar tanta coisa... Pra quem teve paciência de chegar até aqui, eu só agradeço por ler esse desabafo.
TLDR: a vida é muito doida.
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2019.02.22 16:57 SopaDeMolhoShoyu Qual foi o pior professor que vocês já tiveram?

Esses dias, eu saí com uns amigos dos tempos de faculdade, e estávamos lembrando de um certo professor. Ele deu duas matérias para nós (Sistemas Operacionais e Redes), e muita gente se lascou em ambas, incluindo este que vos escreve. Vou contar a história em detalhes em um textão. Mas fiquem tranquilos, não vou comer o cu de ninguém quando vocês acabarem a leitura...

O nome dele era Mário. Ele chegou na sala no primeiro dia de aula de Sistemas Operacionais, se apresentou e, logo de cara, alguém perguntou de brincadeira: "Que Mário?". Ele já mudou a expressão tranquila para uma séria e disse que veríamos que Mário no fim do semestre, de forma fria e seca. Isso ditou o tom de como seriam as aulas dele. O estilo dele de ensino era muito ruim, ele utilizava as velhas transparências cheias de conteúdo e projetor de slides (mesmo que a universidade emprestasse notebooks e aparelhos de data show para quem precisasse), lendo de forma rápida, como se quisesse simplesmente vomitar a maior quantidade de matéria possível, sem se importar se os alunos estavam aprendendo. Quando acabava de ler o slide, o trocava rapidamente para botar outro, sem que pudéssemos copiar algo importante.
Quanto às provas, eram de um nível de dificuldade incompatível com o que se apresentava em aula. Elas eram compostas, em sua maioria, de testes cheios de pegadinhas, e geralmente tinham duas ou três questões dissertativas. Aí, tinham as vistas de prova. Nelas, o cara já chegava com uma atitude péssima, ameaçando a turma de descontar nota se tivesse que olhar uma questão duas vezes. Lembro que, na primeira vista de prova de Sistemas Operacionais (tirei um "belíssimo" 3.0), eu fui ao banheiro logo depois de olhar a minha prova (não dá pra falar que eu fiz mais do que isso...eu corria o risco de acabar com uma nota pior ainda caso eu tentasse argumentar com o professor). Quando voltava, vi ele saindo da sala com um grande sorriso e balançando o saco de provas, como se estivesse feliz em fuder a turma toda. E para piorar minha situação, eu havia começado um estágio na universidade na época, e o tal do Mário era o melhor amigo da minha chefe...imaginem a situação...
Fora da aula, esse professor fingia ser amiguinho dos alunos. Adorava conversar sobre futebol, sobre a vida ou sobre qualquer outro assunto com os alunos. Parecia que estava fazendo isso para compensar o fato de que era um tremendo filho da puta e fazer uma média com os alunos. Na prova final de Sistemas Operacionais, precisava tirar 7.0. Debulhei a matéria dada em aula. Chegando lá, a surpresa...caiu um monte de coisa que ele não deu em aula. Alguns dias depois, ele foi até a minha sala do trabalho e começou a corrigir as provas. Ele queria falar minha nota, e obviamente eu não deixei. Todo mundo se fudeu, a ponto do melhor aluno da turma ter tirado 3.0 (tirei 3.5 e, obviamente, dancei). Na vista de prova, ele já chegou com aquela atitude merda de antes, ameaçando descontar nota de quem tentasse argumentar. Perguntamos sobre o fato dele ter cobrado coisas que não deu em aula, e ele gritou com a turma inteira, dizendo que deu a matéria sim, e nós que fomos . Então, perguntamos sobre algumas resenhas de artigos que fizemos, pois ele disse que daria notas de participação de acordo com elas. Ele explodiu, dizendo: "AS RESENHAS QUE VOCÊS FIZERAM FICARAM UMA DROGA! UMA DROGA! UMA DROGA! ELAS FICARAM TUDO 'NAS COXA', PORQUE É ISSO QUE VOCÊS SÃO! VOCÊS SÃO TUDO 'NAS COXA'!". O clima na sala ficou pesadíssimo.
No semestre seguinte, ele deu Redes para a turma (fiz a DP de Sistemas Operacionais à noite, justamente para evitar ter aula com esse cara). Mesma coisa do semestre anterior...péssima explicação, provas difíceis e atitude horrorosa. A vista da primeira prova dele, na qual eu tirei um "maravilhoso" 3.5, foi numa sexta-feira, véspera da festa de casamento da minha chefe. No dia seguinte, eu esqueci a vontade de mandar o cara tomar no cu e fui cumprimentar, como fiz com todos os professores. Ele já mandou prontamente um "VOCÊ TEM QUE ESTUDAR" e saiu puto. Se eu bebesse, definitivamente iria meter o Fábio Assunção e afogar as mágoas da nota que eu tirei...
Fim do semestre, eu praticamente fudido em Redes, mas vamos tentar passar. Aí, chega a prova final e eu tiro uma nota azul, 5.5. Claro que não foi o suficiente para eu conseguir passar, mas o professor me deu uma nota de participação de um simulado que eu fiz, e que valia para todas as matérias. Acabei próximo de passar, aí o pessoal me convenceu a ir na vista de prova. Se eu soubesse que ele teria a mesma atitude, eu nem perderia tempo indo...acabei mais puto ainda. Não sei nem porque o babaca me deu nota de participação, se ele sabia que eu não tinha chance alguma...preferia ter reprovado com zero de média a ter reprovado daquela forma. E depois, soube de uma coisa gravíssima que ele fez na mesma época: tinha uma colega que estava passando por dificuldades financeiras, e não podia ficar de DP para não perder a bolsa. O filho da puta basicamente disse para ela desistir do curso.
Alguns meses depois, estava no prédio, aguardando a aula da DP de Redes, meio cansadão. O Mário aparece pronto pra dar uma de amiguinho, e vai logo conversar comigo. Ele me pergunta porque eu estava com cara de cansado, expliquei pra ele que era difícil conciliar trabalho, faculdade e DP à noite. Ele me perguntou se eu tinha ficado de DP com uma outra professora. A vontade de mandar o cara tomar no cu era incrivelmente forte. Porra, ele esqueceu que não quis me passar, mesmo eu precisando de pouca nota? Me segurei, pois se o xingasse, perderia muita coisa. Simplesmente disse "não, Redes" e ele não disse mais nada, simplesmente saiu cabisbaixo. Ainda tive que aguentar ele na banca avaliadora do meu TCC, por sorte consegui passar com uma boa nota. Alguns anos depois, tive meu último contato com ele. Estava fazendo pós-graduação na mesma universidade, aguardando por uma aula. Ele me olhou por alguns segundos, eu fingi que não vi e depois ele saiu. Logo depois, soube que o professor foi demitido, pois muitos alunos estavam reclamando dele.

Agora, quero saber qual foi o pior professor que vocês já tiveram.

TL;DR: tive um professor péssimo, que curtia fuder a turma e ameaçava descontar notas de provas nas vistas de prova. Pra piorar a minha situação, ele também era o melhor amigo da minha chefe.
submitted by SopaDeMolhoShoyu to brasil [link] [comments]


2018.12.12 17:47 ScorchedPsyche [Server Vanilla Survival 1.13.2] Convite pra quem quiser jogar em comunidade!

[Server Vanilla Survival 1.13.2] Convite pra quem quiser jogar em comunidade!

https://preview.redd.it/ud76fnovlv321.jpg?width=1920&format=pjpg&auto=webp&s=c665a674c656e232ea91a7cb2af9a13836f5a66b

Falae galera!

TL;DR (resumo): Tenho um servidor e tô procurando gente pra jogar junto com. Ideia inicial é inspirada no servidor HermitCraft (Youtube) e achar gente que queira jogar Minecraft de boas. Quem tiver interesse, ler abaixo!


Comprei Minecraft em 2012, então jogo intermitentemente há 6 anos. Sempre joguei com as pessoas que conheço na vida real e, quando saiu o Realms eu aluguei um server pra estar sempre lá quando eu ou meus amigos quisessem. Migrei do Realms pro CubedHost por causa das limitações que ele tinha como a inabilidade de instalar data-packs e mudar as configurações do servidor.

O pessoal que conheço joga muito pouco, então queria encontrar mais pessoas que queiram jogar de boas e, com o tempo, construir uma comunidade legal e madura de Minecraft Vanilla Survival.

Não tem nenhum custo atrelado em participar do servidor, não tem venda de nenhum pacote e nenhuma limitação dentro do servidor pros jogadores. Eu já pago por conta própria o servidor pois gosto bastante do jogo e, a cada atualização, ele tá ficando melhor na minha opinião. Não repassarei o custo pra quem quiser participar.

A ideia do servidor é encontrar um pessoal e dividir o servidor em temporadas como no HermitCraft (Youtube). No caso, toda vez que sair uma atualização que mude muita coisa, como por exemplo a atualização Aquática, salvaríamos o mapa antigo e o servidor seria reiniciado pra todo mundo começar do 0.
Outra coisa seria planejar em conjunto como montar essas temporadas como, por exemplo, escolher qual seria a seed do próximo reset, como seria dividido o mapa, área comum pra lojas e venda de produtos, etc.

Portanto, se algum de vocês têm interesse em participar, alguns pré-requesitos:
-Minecraft deve ser original - servidor não aceita crackeado;
-Tenho 31 anos. então procuro pessoas maduras. Coloco inicialmente que a idade mínima seja 16 anos. Coloquei salvo excecões por que sinceramente não sei se tem público mais velho pra jogar com e, também, já conheci e joguei com gente de 14 anos bem tranquila e madura;
-Ter Discord.

Algumas coisas que não serão necessárias:
-Não é pra ficar jogando junto o tempo inteiro, nem precisa ficar um perto do outro. Vai ter alguns projetos de comunidade - decididos em conjunto - pra quem quiser participar;
-Não precisa jogar o tempo inteiro. Vida em primeiro lugar. Aparecendo de vez em quando tá ótimo;
-Não precisa ficar entrando no Discord pra conversar. Se quiser ficar de boas jogando no teu canto, pode ficar. Às vezes temos dias difíceis!

No mais é isso! Tudo é discutível por que a ideia na verdade é só se divertir. Quem tiver interesse em participar posta aí as seguintes infos:

-Idade:
-Possui Minecraft original:
-Por que quer participar do servidor:
-Nick#NúmeroDoDiscord (no canto inferior esquerdo do aplicativo, do lado da tua foto. Incluir o número de baixo):

Pedi o nick do Discord por que quero conversar com as pessoas antes de colocar elas no grupo. Depois quem for entrando vai poder ajudar a decidir quem de novas pessoas entram ou não. Também quem já estiver participando vai poder chamar amigos.

No mais é isso! Tmj!
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2018.12.04 19:05 nemsei123 Qual praia escolher para mini-férias em Janeiro?

TL;DR - qual uma praia tranquila e bonita no raio de 100km de alguma cidade grande?


Gente, eu sei que é ridículo - eu terei um fds de 4 dias em janeiro e quero muito passar esse tempo em alguma praia. Tenho algumas opções na cabeça, mas queria ver se rolam umas dicas melhores aqui:




Pensei ir numas praias perto do Rio. Sempre ouvi falar de Arraial do Cabo, Angra dos Reis. Minhas preocupações: essas praias vão estar lotadérrimas + dizem que água é gelada. Lota esse absurdo todo mesmo? A água é gelada mesmo?
Pensei tb ir em Trancoso (próximo a aeroporto de Porto Seguro). Vale a pena? Não fica muito muvucado?

Alguém tem mais alguma sugestão de praia para considerar? Devem existir mil praias maravilhosas próximas a capitais do nordeste que eu nunca nem ouvi falar e não sei procurar sobre.
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2018.11.20 08:39 cant_change_name Duas dicas importantes para vida.

A primeira dica é: não divida apartamento com amigos. Pelo menos não sem ter o devido respaldo legal e todas as formas possíveis de se resguardar, além de atuar de forma preventiva, seja com contratos, documentação, pagamentos, etc.

Segunda dica é: não arrange briga com a galera do cinema, eles são ótimos em construir narrativas.

Prejuízo total: - R$3,6K, um emprego e alguns kg a mais.

No final de 2017 terminei um relacionamento de 7 anos, por nenhum motivo específico se não que pelo desgaste natural da relação. Vivíamos juntos de aluguel, em um apartamento com 2 quartos com dependência de empregada, com um aluguel justo ou até um pouco a baixo da média da região. No término, ela fez questão de resolver tudo o mais rápido possível, o que incluía se mudar e retirar o nome dela do contrato de locação (estava em nome dos 2) e também retirar a avó dela como fiadora. Justo! Por coincidência estava justo no período de renovação do contrato, então não haveria problemas com multa e transferência. Transferência essa que aconteceu de forma super tranquila, assinamos os papéis, a imobiliária aceitou meus documentos de renda e a nova forma de aluguel (agora com seguro fiança). Isso fez com que fosse gerado um novo contrato (30 meses, sendo a partir de 12 meses saída sem multa). Apesar da separação, eu estava bem. Quis ficar no mesmo apartamento mesmo com as memórias que ele trazia, tirando os vizinhos de cima que faziam lual no domingo estava tudo show.

Agora que começa o fim.

Tive a brilhante ideia de trazer amigos para morar comigo. Minha intenção desde o começo era ter uma espécie de casa-empresa. Meio que como morar no trabalho. Esses amigo sendo do audiovisual e eu do design, praticamente uma agência estava para ser criada, na minha cabeça.

Primeiro veio um, um mês pra frente veio o outro. Nisso entram vários pormenores que posso esquecer de comentar, mas que no fim acabam pesando lá pra frente de uma forma ou de outra, nem que seja para ajudar na perspectiva das partes. Por exemplo: todos os móveis eram meus. O primeiro a se mudar, que vamos chamar de "Olevon" tinha hábitos de higiene questionáveis. Pra história geral é menos importante entrar em detalhes sobre a higiene, mas digamos que as panelas ficavam inutilizáveis. O segundo tinha hábitos de higiene normais e por várias vezes encobria o amigo, literalmente salvando a loça de ir para o lixo (por vezes eu também lavava). Tudo isso era janeiro/fevereiro de 2018. Brasil, início de ano, carnaval... Tínhamos alguns projetos mas nada andava, falávamos sobre mas não fazíamos de fato. Estávamos prospectando um cliente na época e tivemos algumas reuniões sobre o assunto. A parte disso, eu havia indicado esse amigo de infância, que vamos chamar de "Dimonho" para um freela no meu trabalho. Confesso que a vaga era um pouco arrombada, porém eu sabia que a empresa não estava contente com o fornecedor atual e qualquer um que chegasse apresentando um bom trabalho levava. Em suma, esse projeto levou um mês para ser entregue após a captação de imagens (era para montar um time-lapse de uma exposição), o que me deixou um pouco desconfortável no serviço. Ok, acontece.

Como eu dizia, a princípio era tudo bom, tudo novidade, víamos alguns filmes, conversávamos sobre algum assunto do momento, fazíamos uma janta e tudo certo. Porém os 2 tinham uma vida social ativa dentro da faculdade e frequentemente faziam reuniões em casa com os amigos. Não havia problemas, até que havia problemas. Quando nenhum dos 2 trabalhavam, passavam em casa, não arrumavam nada, eu chegava em casa do trabalho e tinha visita além da casa bagunçada, começava a ter problema. Ainda mais quando todo dia tinha visita. Houve diálogo e a parte da bagunça foi amenizada, porém as visitas foram evoluindo para reuniões noturnas, até virarem praticamente festas.

Eu tinha horário normal de trabalho, acordava cedo, voltava no fim do dia, precisava descansar. Infelizmente qualquer som na casa tornava inviável o descanso, já que o corredor fazia a ligação direta da sala para o quarto. Com o tempo foram fazendo cada vez menos questão de reduzir o ruído.

Várias situações complicadas no meio disso, como a vizinha reclamando do cheiro de "ilícitos", como ela chamou, afetando suas duas crianças pequenas. Ou o dia que Olevon chegou em casa as 4 horas da manhã, com visitas e resolveu que era um ótimo momento para um karaokê a plenos pulmões.

Nesse momento, eu, otário, além de cuidar e pagar as finanças da casa adiantado (eles me repassavam depois), também era o único responsável no grupo do zap do condomínio, onde nesse dia ninguém ficou contente com o ocorrido.

Olevon sabia da cagada que havia feito, ficou uns dias de cabeça baixa e pediu desculpas. Dada as condições de desemprego, baderna, ilícitos e nenhum projeto andando de fato, ficou claro pra mim que era momento de desistir, aquilo não iria se tornar produtivo. Alertei que começaria a buscar apartamento. Não com o tom de ameaça, pelo contrário, nessa parte entra um grande erro meu...

Pra mim de certa forma era importante que os caras tivessem a liberdade deles, em parte eu gostava de imaginar que estavam fazendo cagada justamente por estar nesse vislumbre de vida adulta "independente". Eu havia convidado eles para ir lá, então não achava correto expulsá-los de volta a casa dos pais (devia ter feito), inclusive o Dimonho me sugeriu fazer isso, na boa, porém dei essa mesma explicação que dou aos senhores.

Separar e ficar na mesma casa era ok, mas além disso ter tentado morar com amigos e não dado certo já me parecia demais.

Combinamos então que eles transferiram o AP e as contas para o nome deles, já que queriam ficar. Também tinha um amigo em comum nosso que recém havia perdido o pai e procurava um lugar para morar, além que seria bom para esse amigo não ficar sozinho. Esse amigo estava disposto a "botar ordem no galinheiro", coisa que eu não estava. Me falavam para reclamar quando faziam algo errado, mas quando eu reclamava mesmo que concordassem no momento, não era seguido.

Dado esse aviso prévio de mudança, sai de lá em abril. Deixando apartamento, conta de luz e telefone no meu nome, teoricamente para ser transferido em seguida.

Você já viu onde isso irá parar né?

Antes da minha mudança, o Dimonho, meu amigo desde a 4° série aproximadamente (hoje com quase 29 anos) resolveu dar uma festinha plus, onde chamou mais gente, ouviu som mais alto e ficou até mais tarde, impedindo meu sono (era um dia de semana). Nesse momento o clima já não era mais o mesmo, quando questionado sobre, Dimonho disse que havia feito para me prejudicar mesmo, que estava sentido pois eu havia convidado ele para morar junto e agora estava indo embora. Ah, lembra dos móveis? Não houve nenhum prejuízo particular nessa última festa, porém com o fumo era constante, o sofá ficou um pouco esburacado. Acho que tudo bem, acontece né? Fui otário em tantos outros aspectos que nem tenho pq encasquetar com isso.

Vale ressaltar que eu havia começado um novo relacionamento e aproveitaria essa mudança para também, pq não, morar com essa pessoa.
Fica óbvio para qualquer pessoa que as contas e contratos devem ser transferidos, já que não moro mais lá, certo? Eu sabia que haveria uma multa em caso de rescisão do contrato, eu estava disposto a arcar com ela se eles preferissem sair do AP pq eu iria sair. Como eles decidiram ficar, deveriam transferir o contrato.

Bom, nessa de pagar adiantado as contas, ficaram algumas pendências, além das transferências de nome.

Nessa parte entraria toda uma questão aqui de datas, contatos, provas... mas para não ser mais pedante, o óbvio aconteceu: apesar das minhas constantes cobranças ao longo de meses, nenhuma conta foi transferida ou paga.

Por um pouco de sorte, esse 3° amigo que se mudara ficando no meu lugar, era mais responsável e por muitas vezes intermediava a comunicação, lembrava eles dos valores, comentava sobre transferir as contas, etc.

Depois de alguns meses eu consegui reaver os valore das contas pendentes, porém não tive progresso com as transferências.

Meu novo AP teve muitos problemas, a mudança as pressas me cegou um pouco para a escolha, e somando isso a ter que cobrar os colegas para transferir as coisas, fui aos poucos quebrando. Já não rendia mais no trabalho, não dormia de noite, passei boa parte desse período com azia, por sorte acho que não desenvolvi nenhuma úlcera.

Com a não transferência das contas, o que eu podia notar era um acúmulo de pendências. Telefone 3 meses atrasados, aluguel 2 meses acumulado, luz por sorte logo o 3° elemento logo conseguiu passar para o nome dele.

Eu tinha minhas contas mais a dos meus "filhos", no papel, também eram minhas contas.

Nesse desespero de contas acumulando no meu nome, sabendo que isso poderia apenas piorar progressivamente, fui falar com o pai do Dimonho, que conheço basicamente também desde a infância, frequentei a casa, etc.

O pai é uma pessoa muito correta, advogado, de origem humilde que trabalhou seu caminho para o sucesso na vida. Em uma conversa amigável, explico a minha situação, e apesar de ele um pouco relutante com os aspectos negativos do filho, me diz que poderia ficar tranquilo, que aquilo seria uma responsabilidade dele e que eu não deveria mais me preocupar.

Um pouco de respiro.

Dada a forma com que os ex-colegas de casa reagiam as cobranças das transferências, eu suspeitava fortemente que esse contato com o pai do Dimonho acarretaria em represálias, já que os 2 por vários períodos de suas vidas tiveram uma relação conturbada. Como após inúmeras cobranças nenhuma atitude havia sido tomada, com a tranquilização e tomada de responsabilidade pela parte do pai, bloqueei o zap tanto do Olevon quanto do Dimonho. Eu sabia que ouviria alguns desaforos de graça e ainda teria as contas pendentes.

Dito e feito.

Momentos mais tarde, por meio do 3° morador e intermediador me ligam. Quando endagado sobre diálogo eu me exalto, digo que não havia necessidade de diálogo (já que eu vinha tentando a meses), que havia todas essas contas pendurada mais a dívida do 3° elemento e que se soubesse a novella que estava por vir, teria apenas pago a multa e entregado as chaves e que eles precisavam ou transferir de uma vez, ou sair. Naquele momento considerando que podiam acumular mais meses e meses de aluguel, eles apenas desaparecerem o quanto antes poderia ser uma perspectiva melhor do que parecia estar por vir. Eles questionam se eu estava tentando dar algum tipo de golpe no pai do Dimonho (as narrativas!) e logo em seguida me xingam de várias coisas, dentre elas de não ser homem pra conversar sobre.

Pensei que não seria otário, fui otário.
Pq sim, eu havia sido mais otário ainda!

Outra coisa que fiz no desespero das contas acumulando foi tentar tirar o nome do 3° elemento do SPC para assim ele poder transferir tudo para o nome dele já que os outros jamais o tinham feito. Porém não rolou, nem transferir nem receber esse dinheiro de volta, R$1.8K (mas esse eu ainda tenho fé).

Eu havia me mudado em abril e essa comunicação se deu por meados de setembro.

Sou informado praticamente um mês e meio depois que vão se mudar e o AP será entregue. Agora começam as preocupações com contas pendentes, reforma para entrega e multa contratual.

Minha mãe se envolve para agilizar o processo, que já angústiada ela também a algum tempo. Nos reunimos novamente com o pai onde ele reforça os votos de que irá cumprir com o que for justo e a parte do filho dele.

Se mudaram. Começo eu juntamente com o 3° elemento o processo de reforma e entrega do AP. Orçamento, contratação, pagamento, agendamento, vistoria. Tudo comigo, que não morava la desde abril.

Ao mesmo tempo que faço isso, presto contas com comprovantes para o pai de Dimonho. Como já inventaram que eu estaria planejando um golpe, melhor não arriscar.

Entregue o AP, hora de pagar os 2 aluguéis atrasados e a multa de rescisão.

Surge uma proposta de acerto de contas / lavação de roupa suja, meio que como uma premissa de esclarecer que contas estavam pendentes e quais eram as responsabilidades de cada um. Eu enviava os documentos da imobiliária, dividia os valores de acordo com as % definidas por eles, separava quanto que era a parte de casa um de acordo com o boleto que havia enviado para eles, mas de alguma forma para eles aquilo estava "nebuloso".

Fizemos a reunião, e no final concordamos que eles pagariam sua parte proporcional ao tempo de estadia da reforma, juntamente com os aluguéis pendentes inclusive os dias extras da reforma. Não concordamos quanto a multa, já que ela existia apenas pq eles se precipitaram em sair ao invés de transferir. Porém me dispus a pagar mesmo não concordando, já que não aguentava mais essa história.

Porém nessa reunião que foram criadas e reforçadas várias narrativas, que infelizmente não tenho como provar todas como negativas, no máximo tenho prints contrários ao que foi comentado.

Uma delas seria que eu havia me mudado pois havia arranjado uma nova namorada e queria morar com ela.
- Apesar de ter aproveitado a ocasião para isso, nunca foi o motivo principal da minha saída, já que as festas/reuniões só se intensificam. Inclusive anunciei minha busca por APs logo após o episódio do karaokê.
Outra das narrativas seria que eu havia bloqueado a comunicação e portanto impossibilitaria qualquer forma de pagamento, transferência ou conhecimento sobre o prazo do contrato e multa.
- De fato eu havia bloqueado a comunicação, do zap. Eles ainda tinham meu endereço, telefone, e-mail, contato da imobiliária para tirar dúvida, contato do 3° elemento que não havia sido bloqueado. Entendo que cada um deve saber suas responsabilidades. Não era através de mim que as contas eram pagas, apesar de estarem no meu nome.
Na ligação telefônica após falar com o pai, também surgiu a narrativa que eles estariam lá de favor para ficar até o fim do contrato, assim me isentando da multa.
- Quantos favores desse tipo vocês já fizeram sem pedir ou conhecem alguém que fez sem ser solicitado? Eu disse de forma clara em um aniversário de amigos nossos que pagaria a multa naquele momento se eles quisessem entregar (antes d'eu sair), mas que se quisessem ficar teriam que transferir os docs. Nunca houve uma conversa do tipo "fiquem pq eu não posso pagar a multa agora".
Como eu cito a situação acima na ligação telefônica, eles agora entendem que "ah ele paga a multa então, podemos sair!".
- Ainda ficam aproximadamente um mês e meio procurando um novo lugar, mas sairam pq se sentiram expulsos de lá e livres da multa. Eu estava cobrando uma posição desde fevereiro sobre os documentos, e eles só se sentiram impelidos a sair quando eu literalmente falo "ou vão transferir ou sair" pq tinha meses de aluguel acumulando no meu nome?
A multa de quebra contratual seria um resíduo da minha separação e não uma responsabilidade deles.
- Juridicamente, sim. Porém não haveria multa se: tivessem transferido ou tivessem esperado o contrato vencer, se mudaram coisas de 3 meses antes do fim, eles mesmo concordaram que se soubesse não teriam se mudado. Sabe como poderiam saber? Ligando para a imobiliária, ligando pra mim, perguntando pro 3° elemento.
Depois da reunião, os últimos boletos estavam por vencer e combinamos de pagar as contas nas semanas seguintes. Fiquei cobrando e atualizando sobre as informações, além de prestando conta dos valores no grupo de zap. Aconteceu o que acontecia antes, lá por abril, março... Dias sem resposta, respostas vagas, um "amanhã" que não chega e contestações dos valores. Esperado.

O Dimonho por sorte pagou sua parte completa, apesar do atraso. O 3° elemento pagou uma parte sua e cobriu um pedaço do Olevon. Desde a reunião, Olevon mandou mensagem no grupo algumas vezes dizendo que estava atrás do dinheiro para quitar a divida.

Hoje, último dia do último boleto atrasado, Olevou decidiu que não se sente responsável pelas contas, que havia conversado com a sua mãe, que isso era uma dívida do meu divórcio e que eu não estava sendo responsável com os meus problemas, com quase 30 anos na cara.

Olevon, que na reunião havia reforçado inúmeras vezes que tomaria a mesma providência que Dimonho, que havia ficado meses sem transferir uma conta de luz que havia se responsabilizado, que havia ficado meses devendo valores para o 3° elemento (que também adiantava as contas, mas pior, nem recebia deles). Olevon que agrediu físicamente o 3° elemento ao ser cobrado das contas dele que o 3° havia pago. Olevon que vinha desde a reunião dizendo que estava fazendo de tudo para arcar com a sua parte, subitamente sentia que não tinha mais responsabilidade sobre o aluguel atrasado de quanto ele estava morando lá. Olevon disse que eu deveria ter vergonha na cara e autocrítica de estar importunando a família dele sobre esse caso (eu de fato envolvi a família de todos depois de exaurir as tentativas de resolver, ele foi a única que ele fez questão de deixar incomunicável).

Como eu havia dito, existem vários pormenores sobre cada elemento que podem alterar a visão para um lado ou para outro, porém esse é o resumo dos fatos, alguns com provas outros não.

Fico eu com uma dívida para ser paga hoje, de "amigos" que abusaram de toda minha boa vontade, auxiliados por suas famílias (nenhum dos 2 trabalha), incapazes de tomar as rédeas das próprias vidas, distorcendo a narrativa sempre se colocando como vítimas minhas. De acordo com Ovelon, estou deixando ele ofendido e magoado.

Enquanto eu tenho um prejuízo de aproximadamente R$4k, uma demissão e um nervoso constante (5h30 da manhã escrevendo isso).

TLDR: amigo+conhecido moram junto um tempo, infernizam e depois dão um calote com pitadas de fake news.

Perdoem a Bíblia, para algum lugar tinha que ir esse desabafo.

Eai a semana de vocês parecia que tinha começado ruim?
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2017.11.03 20:29 opasteis Pessoal de Braga. Pergunta rápida.

Boas gente, vou trabalhar para Braga e estou a procura de apartamentos. Tenho umas cenas alinhadas mas queria saber se as zonas são tranquilas e tal, dado que não conheço Braga.
Esta rua em particular
Esta
E a zona a volta do BragaParque e da UM. (Gualtar?)
<3 para toda a gente.
Edit: Outra rua.
submitted by opasteis to portugal [link] [comments]


2017.10.03 23:36 p3tr00v O complexo de vira lata

Eu estou em viagem; fiz reservas de alguns hotéis pelo Booking e reserva de carro Quando cheguei pra pegar o carro, não tinha o carro que eu havia alugado, me deram um equivalente (que na verdade é um pouco inferior em questão de espaço interno), depois de uns dias vi que o pneu estava praticamente careca, sem manual no porta luvas, sem tapetes, ok...
Estou passando pela segunda cidade, quando cheguei no hotel, mano... hotel não tem NADA HAVER com as fotos!! Nas fotos os quartos são bonitos, pessoalmente, o quarto fedia à esgoto com cigarro, no banheiro havia uma banheira com cerca de 1 metro de largura, havia poeira para todo lado, só um dos dois elevadores funcionavam, o suporte da TV era um vidro que estava quebrado e remendaram os cantos com fita (por norma internacional nao pode haver nada no quarto de hotel com que o hóspede possa se ferir). Só pode ter sido sarcasmo quando o cara disse "bem vindo", fui em outro hotel ver se achava um quarto disponível.
Aqui as pessoas fumam na sua cara! TODO MUNDO FUMA! Essas pessoas nunca ouviram falar em saúde? Desde adolescentes até os mais velhos! Pra todo lado tem tabacaria, farmácia vai ter que andar pra achar.
Em conversa com colega que mora aqui, ele disse que há muita propina pra policiais; muita pedofilia nas igrejas; pessoal extremamente bairrista. Nós fomos no "cartório" (aqui tem outro nome), e ele disse: "se a gente cair naquela mulher, ela é muito chata, vai pedir uma documentação nada haver. Se pararmos com aquela, é tranquila, faz o rito normal. Agora, se pararmos naquela, ahhh de boa, a filha dela estuda na mesma escola que a minha, a gente ri nas reuniões de pais, é de boa! Basta sua documentação estar em conforme e todas as datas e nomes estarem corretos" -- o que era o caso.
Tudo é pago, TUDO, até pra ir ao banheiro eles arrancam moeda do seu bolso! Carros param em cima da calçada, foda-se a lei!
Voce pode estar pensando "de que cidade do Brasil está falando?" , pois é, to falando da Itália! Um país "europeu", união européia... mas que na verdade, é um Brasil gelado que deu a sorte de estar inteiramente acima da linha do equador. Dá pra contar nos dedos de uma única mão quais países são realmente "qualidade européia": Alemanha, Inglaterra, Suíça, e mais um ou dois.
O Brasil está na merda, mas não somos os únicos, quando voce vai pra outros países vê que nem tudo são flores, e dependendo pra onde voce vai, os positivos e negativos saem elas por elas no fim das contas, como é o caso da Itália. Não caiam na besteira do "complexo de vira-lata" em achar que qualquer pais do norte é melhor que o Brasil. Temos muitas coisas pra corrigir, assim como outros países também tem. Estamos mil anos luz afrente em matéria de saúde, por exemplo.
submitted by p3tr00v to brasil [link] [comments]


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